Em noite inspirada que
ficará marcada na história do Maracana, a selecção brasileira sagrou-se
tetracampeã da Copa das Confederações ao vencer por 3 a 0 a actual
campeã mundial e bicampeã europeia Espanha na final deste domingo.
O
Brasil, que já havia levantado o troféu em 1997, 2005 e 2009, mandou um
recado forte para a concorrência a um ano da Copa do Mundo de 2014, que
também será disputada no país.
Tudo
deu errado para a Espanha, que conquistou praticamente todos os títulos
possíveis nos últimos cinco anos, mas voltou a fracassar na Copa das
Confederações, como em 2009, quando perdeu por 2 a 0 para os Estados
Unidos nas semifinais.
Fred
balançou as redes duas vezes, no início de cada tempo, enquanto Neymar
anotou o segundo golo brasileiro logo antes do intervalo.
Somando
cinco golos desde o início da competição, o atacante do Fluminense
dividiu a artilharia da competição com Fernando Torres, que passou em
branco neste domingo.
Nesta semana, o Ministério da Justiça
determinou uma investigação sobre a empresa TelexFree. Motivo: ter
encontrado indícios de que ela promove uma pirâmide financeira, o que é
proibido no Brasil.
A TelexFree já estava com suas atividades suspensas por determinação da
Justiça do Acre. Mas os diretores da companhia dizem que vão provar que
trabalham dentro da lei.
Estima-se que quase um milhão de pessoas em todo o Brasil se associaram
à TelexFree. Tinha gente ganhando muito dinheiro. Mas desde o último
dia 13, a empresa está impedida de operar pela Justiça do Acre.
“Eu decidi que seria absolutamente necessário e urgente paralisar o
crescimento dessa rede, porque ela tem aparência de ilicitude. Ao final
da ação e realmente ficando caracterizada a existência da pirâmide,
utilizar esses recursos para repor eventuais prejuízos”, explica Thaís
Khalil, juíza da 2ª Vara Cível - AC.
A Justiça do Acre investiga se a TelexFree cometeu crime contra a
economia popular, estelionato, lavagem de dinheiro e formação de
quadrilha. E mais: na sexta-feira (28), o Ministério da Justiça anunciou
a abertura de procedimento administrativo contra a TelexFree.
“Nós recebemos, no começo do ano, denúncia de diversos órgãos do
sistema de defesa do consumidor, entre eles do Ministério Público e do
Procon do Acre”, afirma Amaury Oliva, do Departamento de Proteção e
Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça.
Além do Acre, as atividades da TelexFree estão sendo investigadas em mais seis estados.
“Diversos Procons, desde o começo do ano, vêm questionando o Ministério
Público, vêm questionando o Ministério da Justiça para verificar a
legalidade”, diz Ivo Vinícius Firmo, gerente de fiscalização do
Procon-MT.
“Há sérios indícios de violação das normas de defesa do Código de Defesa do Consumidor”, avalia Amaury Oliva.
A TelexFree vende um programa de computador que permite ligações
nacionais e internacionais para mais de 40 países. O valor do plano é
tabelado em dólar: US$ 49,90, pouco mais de R$ 111 por mês, para três
mil minutos de ligação.
Esse programa é semelhante a muitos outros que permitem fazer ligações
telefônicas pela internet. Alguns desses programas podem ser baixados
de graça e o usuário paga as ligações em um sistema pré-pago.
Além disso, a empresa oferece dinheiro para quem quiser anunciar ou
revender o programa na internet. Nesse caso, é preciso pagar taxas de
adesão, a mais barata custa o equivalente a quase R$ 600.
O interessado tem duas opções: ele pode apenas publicar anúncios da
TelexFree na internet e ganhar uma comissão por isso, ou pode ganhar
mais, recrutando outras pessoas também dispostas a divulgar e revender o
produto.
Dessa forma, ele está criando o que se chama de rede. O Ministério da
Justiça investiga se esse mecanismo é o esquema conhecido como pirâmide
financeira, que é contra a lei.
“Uma pirâmide ocorre quando a remuneração das pessoas que estão no topo
depende da entrada de novos investidores, novos consumidores. Chega um
momento em que a pirâmide não é mais sustentável. Há indícios de que a
promessa de ganhos, lucros, depende da entrada de novos consumidores”,
explica Amaury Oliva.
“É a estrutura do negócio. Ela está montada como uma pirâmide
financeira”, afirma Nicole Gonzales Arnoldi, promotora de Justiça - AC.
“Dá para dizer que o esquema de incentivos existentes na TelexFree é um
esquema de pirâmide. Eles vendem produtos para participantes dentro do
próprio esquema, então, isso faz com que quanto mais pessoas participem,
maior seja a remuneração dos envolvidos”, avalia Fernando Gauldi,
professora da Fucape Business School.
“A maior rentabilidade está em exatamente fazer com que outras pessoas
ingressem nessa empresa, nessa pirâmide, injetando dinheiro e cada vez
que uma pessoa entra e injeta dinheiro, vai gerando lucro para os que já
estão. Por isso é uma pirâmide financeira”, afirma Fernanda Pawelec,
promotora de Justiça - MT.
“Vai chegar um momento em que todos esses participantes vão precisar de
novos entrantes pra serem remunerados e aí não vão encontrar pessoas
suficientes dispostas a fazer esses investimentos”, diz Gauldi.
Segundo o professor, é nesse momento que a pirâmide quebra: “Não há
como manter a remuneração de todos os participantes da pirâmide porque,
em um determinado momento, vai precisar de mais pessoas do que existe no
país, em uma cidade ou até mesmo no mundo”, afirma.
O diretor da empresa nega que a TelexFree seja uma pirâmide. “Uma
pirâmide financeira é só dinheiro por dinheiro. É só adesão, não tem
produto, não envolve serviço, não envolve nada. Só ganha dinheiro na
nossa companhia aquela pessoa que comercializa os nossos produtos”,
garante Carlos Costa.
O baiano Joab Santos vem formando redes e ganhando muito bem para isso:
“A cada nova pessoa que agrega à sua rede, você vai ganhar uma
comissão, sendo que você a convidou diretamente. Eu hoje estou com um
resultado de R$ 2,2 milhões dentro desse projeto, em oito meses de
trabalho, na verdade. Na minha conta bancária, até ontem eu tinha R$ 850
mil. Aí comprei esse carro de R$ 200 mil à vista. Aí ficou lá com R$
600 e tantos mil”, diz ele.
Mas outro divulgador, que não sabia que estava sendo filmado, admitiu que o negócio é uma pirâmide.
Fantástico: Hoje você ganha a partir da formação da pirâmide?
Divulgador: Isso.
Fantástico: Quanto maior a pirâmide...
Divulgador: Maior seu lucro.
Um homem que não quer se identificar disse que teve prejuízo porque
pagou o pacote que permite revender o produto, mas não conseguiu formar
uma rede: “Você não recebe nenhum apoio, até mesmo um treinamento para
cadastrar a pessoa. Você, depois, nem consegue, às vezes, cadastrar a
pessoa”, ele diz.
Diego Campos, diretor de um site que divulga queixas de consumidores
contra empresas, o Reclame Aqui, afirma: “A TelexFree bateu recorde de
reclamações em um único mês, atingindo mais de 7,3 mil reclamações em 30
dias. Se você considerar que, até então, o recorde era de companhias do
setor de telefonia celular, esse número chama muito a atenção”.
As principais queixas contra a TelexFree no Reclame Aqui se referem a
atraso nos pagamentos acertados e dificuldade de comunicação com a
empresa.
No Acre, a professora Railda Mariano fez um empréstimo de R$ 10 mil
para entrar no negócio. Com a decisão da Justiça, que bloqueou os
pagamentos da TelexFree, a situação dela ficou difícil.
“Me encontro extremamente aborrecida, porque, assim, proibirem as
pessoas de entrarem, tudo bem. Mas aí proibir as pessoas que já
investiram de receber o seu retorno, eu já acho assim um pouco demais”,
reclama a professora.
Neste fim de semana, divulgadores da TelexFree estiveram na frente de
emissoras da Rede Globo pelo país e protestaram contra esta reportagem
do Fantástico e contra a decisão da Justiça.
“Nós viemos aqui devido a uma arbitrariedade da Justiça que bloqueou os
pagamentos de todo mundo da TelexFree no Brasil inteiro, nós estamos
impedidos de trabalhar e eu estou impedido de receber. Nossa empresa vem
pagando todos os divulgadores, pagando seus impostos em dia e ela
interditou isso. Nós acreditamos na empresa, a empresa é legal, pirâmide
financeira são outras coisas ilegais. Se fosse uma pirâmide financeira,
certamente teríamos aqui um milhão e meio de pessoas reclamando”,
declarou Rodrigo Teixeira, divulgador da TelexFree.
“Nós queremos mostrar que essas pessoas estão todas satisfeitas com
nosso negócio, que todos estão recebendo, a empresa não deixou de pagar
ninguém”, avisou Leo Cardoso, divulgador da TelexFree.
“O que eu tenho para dizer a essas pessoas que compraram, que hoje são
nossos divulgadores, que elas fiquem tranquilas, que a empresa está
trabalhando e ela vai provar tudo que precisa ser provado”, declarou o
diretor da empresa, Carlos Costa.
Agora, a TelexFree tem que apresentar esclarecimentos ao Ministério da
Justiça. Se comprovado o esquema de pirâmide, a empresa pode ter que
pagar uma multa de mais R$ 6 milhões.
“O consumidor deve estar atento a ganhos fáceis, ganhos altos, ganhos
que dependam da entrada de novas pessoas, e também ficar sempre atento a
riscos. Quando uma empresa não fala sobre os riscos, não deixa isso
claro, é importante o consumidor ficar atento, procurar os contratos,
saber do modelo de negócios e da sua sustentabilidade”, alerta Amaury
Oliva.
Fonte: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2013/06/justica-ve-indicios-de-piramide-na-telexfree-e-determina-investigacao.html
Edição do dia 30/06/2013
Informações colhida do Sete:http://www.momentoverdadeiro.com/
O Ministério da Justiça abriu nesta sexta-feira, 28, processo contra a TelexFree.
A medida foi tomada pelo Departamento de Proteção e Defesa do
Consumidor (DPDC) da Secretaria Nacional do Consumidor (MJ). Foi
instaurado processo administrativo contra a empresa "TelexFree" (YMPACTUS Comercial LTDA) por indícios de formação de pirâmide financeira, cita o MJ, em nota.
Na avaliação do ministério, a empresa estaria ofendendo os princípios básicos do Código de Defesa do Consumidor, como o dever de transparência e boa-fé nas relações de consumo, além de veiculação de publicidade enganosa e abusiva.
Saiba mais:
"Dinheiro fácil vem do inferno", diz IURD sobre TelexFree.
A Igreja Universal do Reino de Deus publicou uma reportagem intitulada - "Fujam desta vigarice: dinheiro fácil vem do inferno"- em seu site oficial "Arca Universal". O texto ressalta que a igreja é contra a prática de pirâmides financeiras.
"A Universal vem, por meio desta, informar a todos os seus membros e
simpatizantes que é totalmente contra, e em hipótese alguma orienta ou
apoia, qualquer participação dos mesmos em negócios que gerem dúvidas
quanto à sua legalidade e que sejam suspeitos de crimes, como a prática
de pirâmides financeiras."
- Reprodução -
Nesta sexta-feira (28) o Ministério da Justiça informou que o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) da Secretaria Nacional do Consumidor instaurou processo administrativo contra a empresa Telexfree (Ympactus Comercial LTDA) por indícios de formação de pirâmide financeira.
A Telexfree está sendo investigada por pelo menos sete estados: Bahia, Acre, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Santa Catarina e Espírito Santo.
Neste último, há de uma a três ocorrências diárias na Delegacia de
Repressão aos Crimes Eletrônicos (DRCE), em que divulgadores alegam o
sumiço de créditos de suas contas, que são trocados por dinheiro. No
Acre, a juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco,
julgou procedente uma ação do Ministério Público do estado suspendendo
os pagamentos e a adesão de novos divulgadores. Além disso, o
desembargador Samoel Evangelista manteve a liminar da 2ª Vara Cível da
Comarca de Rio Branco, com a suspensão das atividades da empresa. Essa
determinação vale para todo o País.
Juíza do caso Telexfree sofre ameaças de morte, diz MP-AC.
Nesta sexta-feira, 28, representantes do Ministério Público do Estado do Acre (MP/AC) e da Polícia Civil, em entrevista coletiva realizada no Núcleo de Apoio Técnico do MP, informaram que a juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco está sendo, possivelmente, ameaçada de morte. A juíza Borges, magistrada que julgou procedente uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Acre, que suspendeu os pagamentos e a adesão de novos contratos à empresa de marketing multinível Telexfree, até o julgamento final da ação principal, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. As informações são do site G1.
(Reprodução internet)
De acordo com a publicação, segundo os representantes, as ameaças estariam sendo feitas através de redes sociais, telefone e via mensagens. De acordo com o delegado Nilton Boscaro, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco), o expediente relacionado às ameaças direcionadas a juíza foi recebido na quinta-feira (27). "Assim
que recebemos, já iniciamos as investigações sobre essa possível coação
em curso no processo. Temos algumas pessoas que ainda não estão
identificadas e outras que usam codinomes. A investigação vai aprofundar
e serão requeridas várias medidas cautelares para que possamos obter a
identificação e a individualização de cada uma delas. O prazo normal do
inquérito é de 30 dias, mas a polícia está empenhada 24 horas por dia,
sete dias por semana no caso", afirma.
Ainda segundo a publicação, o promotor Danilo Lovisaro, membro do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco),
ressaltou que em casos de ameaça de morte à autoridades, a Justiça
possui procedimentos padrões a serem adotados para garantir a segurança.
"Sabemos que há uma preocupação muito grande, inclusive em âmbito nacional, até regulamentada por meio de resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
onde em caso de qualquer autoridade ameaçada se adota uma rotina em que
devem ser aplicados procedimentos de segurança. Além disso, a Polícia
Civil já está no caso, realizando várias diligências, ouviu a magistrada
e está colhendo os elementos necessários de informação", diz.
Leia também: "Dinheiro fácil vem do inferno", diz IURD sobre Telexfree.
Repudiando as ameaças, que considera como 'atitude covarde e criminosa', o promotor de Justiça do MP Rodrigo Curti, declara que os órgãos da Justiça do Acre não serão intimidados por tais atos. "A
doutora Thaís sofreu e vem sofrendo ameaças de morte diretamente, por
supostos divulgadores da TelexFree. Não só ela, mas membros da sua
família. Uma atitude covarde, criminosa. Vamos tomar todas as
providências porque a Justiça, o Ministério Público e a polícia não vão
se intimidar com ameaças covardes dessa natureza, que ofendem as
instituições e seus representantes", declara o promotor.
Ao ser procurada pelo G1 a JuízaThaís Borges disse que ameaças não vão lhe intimidar, e confirmou ter recebido as intimidações, mas que já comunicou ao Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJ/AC)
sobre os fatos. Segundo ela, as ameaças, que aconteceram no decorrer
desta semana, não devem modificar sua forma de atuação profissional. "Lamento
profundamente que uma decisão judicial enseje uma reação dessa maneira.
Mas, obviamente, isso não interfere de maneira nenhuma no meu
entendimento e também não me induz a reconsiderar a decisão por esse
fundamento. É claro que, se houver o fundamento jurídico, posso
reconsiderar a decisão, mas por esse motivo, por essa via, é
absolutamente inviável. O Tribunal de Justiça já adotou todas as
providências que eram necessárias, inclusive para resguardar minha
segurança e a da minha família", garante.
Momento Verdadeiro com informações do G1.
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"A prática de esquemas de pirâmides, além de crime, acarreta danos
irreparáveis aos consumidores. As empresas que incorrerem nessas
práticas também serão sancionadas com base no Código de Defesa do
Consumidor", alertou Amaury Oliva, diretor do DPDC. Caso seja confirmada
a violação aos direitos e garantias previstos no Código de Defesa do
Consumidor, a empresa poderá ser multada em mais de 6 milhões de reais.
Como funciona o negócio: O modelo da TelexFree é a venda do serviço de voz pela internet (Voip), como o Skype ou o Google Talk.
Os interessados em fazer negócio podem se habilitar para serem os
divulgadores do sistema, por meio de publicidade pela internet - mas têm
de pagar por essa publicidade. Há vários tipos de contrato com a
empresa, em várias faixas de "investimento". O divulgador que fecha
parceria com a empresa também passa a ganhar uma determinada quantia
cada vez que conseguir um novo divulgador para os planos. Quanto mais
caros os planos de adesão, maior a quantia que receberá.
Internado desde o dia 10 de maio no Hospital Sírio Libanês, em São
Paulo, o cantor Netinho pode ser transferido na próxima semana para a
Unidade Semi-Intensiva, após apresentar melhora clínica e laboratorial.
As
informações foram passadas pela assessora do cantor, Cris Freire, nesta
sexta-feira (14), que também disse que, depois da transferência,
Netinho passará pela fase de reabilitação para voltar às suas atividades
normais. Ainda não há, contudo, previsão de alta.
Netinho está
internado desde que foi descoberto um tumor benigno no fígado, após ele
passar por uma cirurgia por conta de uma artéria que havia estourado.
Ele chegou a ser mandado para um quarto, mas um quadro infeccioso causou
uma nova hemorragia e ele voltou para a UTI em estado grave e
respirando com a ajuda de aparelhos.