sábado, 26 de novembro de 2011

Impacto ético é maior que ambiental.

Chevron


Para especialista, ecossistema local será recuperado em pouco tempo, mas caso expõe irresponsabilidade das companhias petrolíferas.
 O vazamento de petróleo na Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro, provoca mais danos éticos do que ecológicos. A declaração é do professor André Felipe Simões, coordenador do curso de gestão ambiental da EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades) da USP (Universidade de São Paulo). Para ele, as falhas cometidas pela Chevron, companhia norte-americana que administra a plataforma onde houve o acidente, são grandes.
“A Chevron não investiu o necessário para impedir que acontecesse um desastre ambiental. Além disso, mentiu para as autoridades brasileiras ao alegar que tomou as precauções devidas e ao tentar responsabilizar a Petrobras. Houve uma falha moral e ética muito grande”. 
Segundo dados da Chevron, durante pouco mais de 10 dias foram derramados no Atlântico 2.400 barris de petróleo. Segundo a ONG SkyTruth, foram cerca de 15 mil barris.
De acordo com Simões, não houve apenas falha humana no vazamento de petróleo, mas também problemas nos equipamentos. “A plataforma que eles utilizavam está totalmente defasada”.

Meio ambiente

Segundo o professor da USP, o vazamento ocorrido no litoral brasileiro não é grave como o registrado em abril do ano passado, no Golfo do México, quando uma plataforma da British Petroleum explodiu, matando 11 pessoas e lançando no mar cerca de 4 milhões de barris de petróleo. Por isso, a recuperação do ecossistema é questão de tempo.

“A regeneração é viável, não se trata de uma catástrofe absurda. Foi um incidente de média proporção”. No entanto, ele faz uma ressalva. “Serão necessários ao menos dois dias para avaliarmos o real impacto. Se algum berçário de espécies for atingido pelo óleo, vai piorar a situação”.

Um fato que chamou a atenção do especialista é a grande repercussão do incidente entre a população. “Há 15, 20 anos a repercussão seria bem menor. O caso não teria toda essa visibilidade. Hoje, as pessoas discutem isso nas ruas, nos bares. A questão ambiental passou a ganhar importância e isso é um bom sinal. Temos um paradigma para as novas gerações”.

Fiscalização

A partir de agora, a preocupação se concentra na regulamentação das empresas que exploram petróleo nas bacias brasileiras. “O problema é que falta o cumprimento de leis. A Chevron cometeu várias falhas e agora vai ter de agir para reverter o impacto ambiental e também os danos à sua própria imagem.

Ele espera que, após o vazamento, aumente a pressão por maiores investimentos em segurança. “A tecnologia para exploração em águas profundas é complexa, mas segura. Não um foi problema de tecnologia, foi um problema ético. Trata-se de algo totalmente evitável”.

Pré-sal

Atualmente, 80% do petróleo mundial é extraído em terra, mas a exploração marítima tem crescido significativamente. De acordo com informações do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), o Brasil já é o país onde a produção marítima é mais elevada (95% do total). Com a futura exploração do pré-sal, este índice deve crescer ainda mais.

No entanto, a exploração no pré-sal passou a ser questionada por causa do acidente em Campos. Para Simões, o vazamento não intimidará os investimentos nestes poços de petróleo em regiões ultra profundas.

“Acidentes não vão abalar a busca, porque os lucros serão sempre muito grandes. Os únicos empecilhos são técnicos. Quando a tecnologia para extração estiver totalmente desenvolvida, ela será realizada”.

O professor da USP não vê problemas na extração do pré-sal, mas cobra uma fiscalização ainda maior. “O governo cogitou impedir a Chevron de realizar extração no pré-sal, por causa do incidente no Rio de Janeiro. Isso deve servir como exemplo e as autoridades brasileiras devem estar atentas, porque um acidente como esse no pré-sal seria dramático”.

Fonte: http://www.band.com.br/noticias/cidades/noticia/?id=100000470889

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Jogadores do Bahia falam em "estragar festa" santista e "botar o pé firme"

Marcelo Lomba e Paulo Miranda acreditam que é possível livrar o time do rebaixamento já no duelo com o Santos, na Vila Belmiro

 

De olho no Mundial de Clubes, o Santos vê a partida contra o Bahia, domingo (27), na Vila Belmiro, como uma despedida. O time principal não participará do duelo com o São Paulo na última rodada e usará o duelo com o Tricolor como um treino de luxo. Porém, os comandados de Joel Santana ainda precisam livrar o Tricolor de qualquer chance de rebaixamento e prometem vontade extra diante de Neymar, Ganso e companhia.
"Não vamos lá para jogar a despedida do Santos. O Bahia vai estar jogando a vida e dividida de bola vai ter que ser nossa. Vamos ter que botar o pé firme. Vamos lá representando oito milhões de torcedores e um clube que merece ficar na Série A", afirma o goleiro Marcelo Lomba.
O zagueiro Paulo Miranda segue a mesma linha e promete empenho na Vila. "Temos que ter bastante vontade e motivação. Sabemos que é o último jogo deles em casa, mas vamos procurar estragar a festa deles, até porque precisamos muito do resultado".
Respeito - Apesar da confiança, os jogadores do Bahia pregam respeito aos santistas, que embarcam para o Japão no dia 5 de dezembro em busca do tricampeonato mundial. "Temos que ter muita atenção, porque eles têm jogadores diferenciados, que a qualquer momento podem decidir a partida. Mas não tem essa de festa. É nossa vida que vai estar em jogo e todos os jogadores vão entrar lá com 100% da sua capacidade e da sua atenção", garante Lomba.
"Temos que estar tranquilos e bastante focados no que temos que fazer dentro de campo. Vamos procurar a vitória a todo o momento, mas com cautela, pois sabemos que o time do Santos é bastante forte", completa Paulo Miranda.
No primeiro turno, Bahia e Santos se enfrentam no estádio de Pituaçu e, apesar da boa atuação tricolor, os paulistas levaram a melhor, vencendo a partida por 2 a 1. Em 10º na classificação, com 52 pontos, o Peixe não tem mais pretensões no campeonato. Já o Tricolor é o 15º, com 42, e ainda corre risco de rebaixamento. Um triunfo livra a equipe de qualquer possibilidade de degola.

Facebook estaria desenvolvendo smartphone próprio com a HTC



O Facebook está prestes a lançar seu primeiro smartphone, que terá total integração com a rede social. Segundo o All Things Digital, blog especializado em tecnologia vinculado ao The Wall Street Journal, o site teria fechado uma parceria com a fabricante taiwanesa de celulares HTC para a produção do aparelho, cujo codinome é Buffy. O blog cita fontes próximas à empresa.
De acordo com as fontes, o aparelho já estaria em desenvolvimento e irá operar com uma versão do sistema operacional Android, do Google, e também com uma versão modificada do Facebook para integrar totalmente os serviços da rede social. Esse sistema modificado daria suporte a aplicativos web desenvolvidos em HTML5. Segundo o site, o Facebook optou pela HTC após também receber uma proposta da Samsung. A fabricante taiwanesa já havia lançado este ano um aparelho com botão físico para acesso rápido a rede social.
A previsão é que o smartphone seja lançado dentro de 12 a 18 meses. Dos mais de 800 milhões de usuários, o Facebook possui atualmente cerca de 350 milhões de usuários que acessam a rede social por meio de dispositivos móveis como smartphones e tablets através de aplicativos. Tanto o Facebook como a HTC se recusaram a comentar o assunto.

Brasil testa vacina contra o câncer

O protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, está sendo usado por cientistas brasileiros em pesquisas para o desenvolvimento de uma vaciana contra o câncer.

Eles conseguiram criar uma vacina usando uma variação do micro-organismo incapaz de desencadear a patologia (não-patogênico). Os resultados da pesquisa foram recentemente publicados pela revista científica americana PNAS, uma das mais importantes do mundo.

A experiência obteve sucesso no prevenção e tratamento de camundongos com melanoma, um tipo de câncer de pele. O Trypanosoma também foi experimentado com sucesso em células humanas invitro, obtendo respostas imunológicas adequadas contra alguns tipos de tumor. O diferencial desta vacina em testes é que ela tem um efeito por vários anos.

A pesquisa é desenvolvida por cientistas do Centro de Pesquisas René Rachou (CPQRR-Fiocruz), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Ludwig, em Nova York. (Com informações do Jornal da Tarde)
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