sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

PSICOLOGIA EM 2014

Paulo Moreira Leite
Diretor da Sucursal da ISTOÉ em Brasília, é autor de "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA e na Época. Também escreveu "A Mulher que Era o General da Casa".


Esforço para transformar Copa em fracasso é lamentável e prejudica o país



 
Acabo de ler um desses panfletos eletrônicos campanha contra a Copa de 2014. 
Procuram atemorizar o turista dizendo que somos um dos países com maiores índices de assassinato do mundo.Também 
temos uma polícia extremamente violenta. Também temos uma educação ruim, uma saúde pública péssima, um 
transporte urbano idem.
 
São problemas reais, é óbvio. Mas a atitude é de torcida organizada pelo fracasso. Não se procura fazer um debate
racional para encontrar soluções e alternativas. O esforço é produzir um fiasco inesquecível, atitude que só prejudica
o Brasil.  
 
O nome disso é guerra psicológica. Não é um movimento pela razão mas que procura a política pela emoção. 
 
Janio de Freitas escreveu um artigo de mestre a respeito, na Folha de ontem. Quero abordar alguns aspectos do mesmo
tema. 
 
Para começar, não tem cabimento acusar o governo de falar em guerra psicológica, como se fosse um recurso retórico. A guerra
psicológica é alimentada todos os dias e está nos jornais, nas revistas, na TV. Sua finalidade é criar um estado de espírito,
uma disposição pré-definida.
  
Teremos  muita guerra psicológica, em 2014, para que, justamente no país do futebol, a Copa do Mundo venha a se 
tornar um  problema político. 
Josep Blatter, o presidente da FIFA, será endeusado quando começar a falar mal
do governo federal. Vai passar de demonio a santo em 24 horas. Será por isso que ele já começou a fazer críticas
ao governo brasileiro? Justo quem.  
 
 Olhando a situação com frieza, o ambiente não deveria ser este. 
 
Começando pelo futebol pois, salvo segundo aviso, é disso que se trata.  A verdade é que, ao  contrário do que se anunciou durante todos estes anos, os estádios – novos e reformados – vão  ficar prontos no prazo necessário para os jogos. 
 
São estádios modernos, seguros, confortáveis. Depois que entrarem em uso regular, a 
ocorrência de tragédias como a de Joinville e outras cenas de violência que marcam os campeonatos tradicionais deve se tornar mais rara;  
Só para dar um pouco de realidade ao debate. Compare as obras da Copa com o Metrô paulista, por exemplo. 
 
Tudo aquilo que se diz contra os estádios se demonstra -- até com ajuda da Justiça Suiça - no metrô paulista. Os 
atrasos duram anos. O superfaturamento bate recordes. E então? Cadê a indignação? 
 
Quando o Brasil ganhou o direito de organizar a Copa, o país fez uma festa. 
Quem não gostou da ideia ficou em silêncio.
 
 
Alguém disputou a eleição de 2010 falando mal da Copa? Não me lembro. Nem candidato a síndico de prédio se atrevia a tanto.
 
 
Salvo casos patológicos de desprezo pelas necessidades da maioria da população, quem  não queria a Copa como 
proposta esportiva, dizendo que o país teria outras prioridades – esta era minha opinião na 
época -- admitia a vantagem keynesiana. Era uma forma de apontar uma perspectiva de investimentos em larga escala, no país 
inteiro, nos anos seguintes.  
Depois da crise mundial de 2008, quando o capitalismo entrou em depressão em escala mundial, a Copa de 2014 
se tornou uma benção em vários lugares. Ajudou a manter o crescimento e o emprego de quem não teria outra chance de 
arrumar trabalho.
 
Na dúvida, dê uma volta no país e converse com pessoas da vida real.
 
O problema é a psicologia.
 
A maioria dos brasileiros concorda -- racionalmente, com base em dados objetivos e também por experiência própria -- que 
poucas vezes e trabalhou com tanto empenho para distribuir a renda e melhorar a vida dos mais pobres como aconteceu depois 
da chegada de Lula no Planalto.
Neste ponto, é um governo de valor histórico. 
 
A terapia emocional de massas quer nos convencer do contrário. Embora tenha chegado ao Planalto em 2003, procura-se criminalizar 
o condomínio Lula-Dilma pela omissão de seus adversários ao longo da história. 
É por isso que se fala muito do futebol.
E procura-se esconder o drama do metrô. Aliás: deu para notar que os atrasos do metrô geram menos protesto do que
as críticas a demora relativa nas obras da Copa? 
 
Qual é mesmo prioridade? 
 
O esforço da terapia é esse: mudar prioridades sociais e transformar a Copa num drama político.
 
Adversário de tantas ditaduras do século XX, David Rousset deixou uma frase muito útil para se enfrentar grandes operações
contra as democracias: 
 
"As pessoas normais não sabem que tudo é possível."







Fonte:http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/341953_PSICOLOGIA+EM+2014?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Uma enquete mostra resultados como o preconceito e homossexualidade é hoje encarada.



Título da enquete: A novela Amor à Vida aborda a questão do preconceito e homossexualidade, em relação a você:
Total de votos: 105
  • Aceito qualquer pessoa homossexual em qualquer situação sem qualquer reserva (49% - 51 votos)

  • Aceito por educação, mas prefiro manter distância (22% - 23 votos)

  • Tenho muita dificuldade de aceitar, reconheço que tenho preconceito (3% - 3 votos)

  • Acho uma falta de vergonha e realmente não aceito de modo algum (12% - 13 votos)

  • Caso tivesse um filho ou filha homossexual cairia em desespero (14% - 15 votos)

Clínica de Psicologia da Unaerp abre inscrições para atendimentos gratuitos, em Ribeirão Pret



A Clínica de Psicologia da Unaerp está com inscrições abertas para atendimentos gratuitos. Os interessados podem se inscrever, pessoalmente ou representados pelos seus responsáveis, até o dia 15 de março, na secretaria do Núcleo Multiprofissional da Universidade, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Entre os atendimentos prestados estão: Psicoterapia Individual ou em Grupo para crianças, adolescentes, adultos e idosos; Psicologia Escolar e da Aprendizagem; Orientação Vocacional / Profissional; Psicologia da Saúde e Plantão Psicológico. Alunos dos últimos anos do curso de Psicologia realizam os atendimentos, supervisionados por professores experientes em suas áreas de atuação.

Para a inscrição, devem ser seguidos os seguintes procedimentos:
a) Crianças e adolescentes: os responsáveis devem dirigir-se à Clínica de Psicologia para fazer a inscrição pessoalmente, prestando informações de contato para futuro agendamento. Há lista de espera e os responsáveis são primeiramente chamados para uma triagem e, a partir das informações e indicações, são feitos encaminhamentos para os atendimentos que melhor poderão atender às necessidades da criança e da família.
b) Atendimentos para adultos e idosos: as inscrições devem ser feitas pessoalmente na Clínica de Psicologia, pelo próprio interessado nos atendimentos. Há lista de espera e será feita uma entrevista de triagem para posterior encaminhamento para o atendimento mais indicado à situação.
c) Orientação Vocacional / Profissional: as inscrições devem ser feitas pessoalmente pelo próprio interessado ou por seus responsáveis. As vagas são limitadas e é seguida a ordem de inscrição.
Nos casos de encaminhamentos de outros profissionais para o atendimento, os interessados devem trazer a carta de encaminhamento, que será anexada à ficha de inscrição para agilizar o atendimento.

Informações pelo telefone (16) 3603 7003. As vagas são limitadas.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Publicado em 26 de Janeiro de 2014 às 17h51min - Atualizado em 26/01/2014 às 19h57min Homem rouba carro, faz ‘test drive’ e morre afogado Rapaz roubou o carro, foi fazer um 'test drive' junto do receptador e acabou morrendo afogado depois que um veículo caiu em um tanque de peixes...

Crédito: Divulgação Um homem morreu afogado na madrugada de ontem (25) após furtar um carro em Irati, cidade a 90 quilômetros de Ponta Grossa. De acordo com a Polícia Militar, ele e outro rapaz levaram o veículo da garagem de uma casa. A dupla seguiu com o carro para Rebouças, nos Campos Gerais, onde o automóvel seria vendido.
Assim que chegaram à cidade, o receptador e um dos bandidos saíram para testar o carro, que ficou sem controle e caiu em um tanque de peixes.
O suspeito tinha 24 anos e estava no banco do passageiro. Já o homem que compraria o veículo, de 20 anos, saiu ileso e avisou a polícia sobre o acidente, mas acabou preso. O outro ladrão, que ajudou a furtar o automóvel em Irati, conseguiu fugir.
............

Postagens Populares