terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Psicologia Esportiva: Quando sobra talento, mas falta psicologia

Bom dia, amigo leitor.E agradeço sempre a oportunidade que recebi dos diretores desta casa e também recíproca do público, que tem interagido e sugerido temas muito melhores dos que eu poderia “captar” sozinho.

Falando nisso, você que me acompanha nestes textos tem percebido que temos falado hora de saúde e qualidade de vida, e em outros momentos dos esportes em geral. E a escolha do tema de hoje especialmente une essas duas questões, saúde e esporte. Vou falar de duas paixões que, quando se unem podem acabar com a vida e a carreira de um atleta: A bebida e o futebol.

Final do mês passado completou 31 anos da morte de Mané Garrincha. Era imbatível dentro dos campos, mas não foi capaz de lutar contra o álcool. Faleceu aos 49 anos por conta de uma cirrose hepática. Se não fosse isso poderia estar até hoje da mesma forma que o Pelé está, ou seja, firme. Isso me fez refletir e pesquisar se agora, após 30 anos, as coisas são diferentes. Bem, em uma pesquisa produzida por uma grande revista de esportes junto a 105 jogadores de grandes clubes do país, 42% dos entrevistados afirmaram que bebem pelo menos uma vez por semana.

Por outro lado, um estudo feito com pessoas normais (não atletas) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revelou que 54% consumiam álcool regularmente. Agora voltando a falar dos atletas, mais especificamente dos jogadores de futebol, essa estatística é muito alta, principalmente se formos analisar que são atletas e pelo menos em tese deveriam ser mais disciplinados. Mas é aqui que está o problema, eles foram disciplinados um dia, antes de conhecer o álcool, caso contrário não tinham se tornado jogadores profissionais. Ninguém que não seja disciplinado consegue vaga pra jogar num clube profissional, pela quantidade de jogadores tentando, já que ser jogador de futebol é o sonho de 7 entre 10 meninos em nosso País.

Então quem fala que a causa do problema do jogador que bebe é a falta de disciplina está errado. A falta de disciplina é uma consequência de uma outra causa: o vício do alcoolismo, ou talvez a doença do alcoolismo, se formos encarar o problema bem de frente.

O que falta mesmo para essa classe em nosso País é a Psicologia Esportiva. Porque o jogador não é preparado para lidar com o sucesso, nem com o fracasso. Logo que o garoto começa a jogar num time maior e ganhar um salário melhor, ele faz o contrário do que deveria fazer. Deveria guardar seu dinheiro e focar pra ficar para buscar vaga times melhores e ter seu passe valorizado.

Ao invés disso ele já assume a prestação de um carro importado, se enche de correntes de ouro e conhece o mundo das baladas, das mulheres. É aí que ele vende a sua alma ao álcool (aqui qualquer semelhança não é mera coincidência). Os grandes clubes estrangeiros sabem disso e investem em bons psicólogos para seus atletas, por conta disso podemos observar que parecem mais frios até mesmo nas comemorações, mas na realidade isso é controle emocional. Estão preparados pra ganhar ou perder, dentro ou fora de campo e isso inclui não perder para os vícios também.

Até amanhã!


Fonte:http://www.parana-online.com.br/colunistas/364/101284/

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Ordem de Psicólogos abre guerra aos centros que substituem Novas Oportunidades

Portugal: Para além de apresentar uma providência cautelar para suspender a eficácia do despacho do Ministério da Educação, a Ordem dos Psicólogos ameaça com processos por usurpação de funções.




A Ordem dos Psicólogos (OP) anunciou guerra ao diploma que determina que os técnicos dos serviços de psicologia e orientação dos agrupamentos escolares devem disponibilizar 20 horas para dedicar aos Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional (CQEP), as estruturas que vêm substituir os Centros Novas Oportunidades. Na quinta-feira apresenta uma providência cautelar com vista à suspensão de eficácia do despacho do Ministério da Educação e Ciência e promete abrir processos contra a usurpação de funções sempre que aquelas sejam indevidamente entregues a não psicólogos.
No despacho conjunto sobre a afectação de recursos aos 80 centros que vão funcionar nas escolas públicas, publicado no dia 5 de Fevereiro, os dois secretários de Estado definem que, numa lógica de “optimização de recursos disponíveis”, serão os professores do quadro “com ausência ou insuficiência de componente lectiva” a integrar as equipas das estruturas dos CQEP, quer no lugar de coordenador do centro quer no exercício das funções de orientação, validação e reconhecimento de competências. Fixa ainda, entre outros aspectos, que para cumprir os procedimentos de informação, orientação e encaminhamento serão disponibilizadas 20 horas semanais da equipa técnica dos serviços de psicologia e orientação (SPO) das escolas.
Na altura, Pedro Araújo, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), expressou a sua “perplexidade”, entre outras razões, por “poder passar pela cabeça a alguém, no MEC, que o psicólogo da escola – quando existe – tem 20 horas livres para dedicar ao CQEP”. Esta terça-feira foi Vitor Coelho, da direcção da Ordem dos Psicólogos, que frisou, em declarações ao PÚBLICO, que “nem todas as escolas têm psicólogos e que os poucos que estão colocados não chegam para atender às necessidades, pelo que a determinação coloca em risco o apoio devido aos alunos".
Na perspectiva da OP, que, segundo Vítor Coelho vai apresentar a providência cautelar esta quinta-feira, “as direcções das escolas também poderão ser tentadas a colocar outros profissionais a fazer as tarefas de um psicólogo, o que será uma ilegalidade”. Para evitar que isso aconteça "nas escolas e nas restantes organizações em que vierem a funciona CQEP”, a OP promete abrir processos de “usurpação de funções" contra "qualquer entidade que não integre um psicólogo numa equipa que tenha entre as suas atribuições trabalhos específicos de psicólogos”.
“Estamos a falar de ilegalidades e de imoralidades. É disso que se trata quando num quadro de desemprego se sobrecarrega de uma forma impossível os elementos dos serviços de psicologia e orientação das escolas e se veda a entrada nos CQEP a centenas de psicólogos experientes, que exerciam funções nos Centros Novas Oportunidades”, criticou Vítor Coelho.
O despacho do MEC foi recebido com as críticas, também, das direcções das duas associações do sector da formação e educação de adultos, que entre outros aspectos defenderam o recurso a profissionais habilitados e com experiência naquela área. O ministério respondeu-lhes com a mesma justificação que esta quarta apresentou à OP. Em resposta ao PÚBLICO, através do gabinete de imprensa, insistiu que as regras se enquadram na “optimização dos recursos” humanos disponíveis sem “prejuízo da manutenção das suas atribuições no âmbito do agrupamento de escolas”. Não respondeu à ANDE, que à semelhança da OP considera este objectivo irrealista.
No total, existirão 214 CQEP – 80 em escolas públicas, 53 em centros de formação de gestão directa ou gestão participada do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), e os restantes em escolas profissionais privadas ou sob a alçada de municípios ou associações comerciais, entre outros promotores privados. Ao contrário do que sucedia com os centros Novas Oportunidades, que encerraram em Março de 2013, nas novas estruturas não será dada formação, mas apenas orientação. Entre as atribuições dos CQEP figura a orientação vocacional dos jovens de 15 anos.
  
Fontehttp://www.publico.pt/sociedade/noticia/ordem-de-psicologos-abre-guerra-aos-centros-que-substituem-novas-oprtunidades-1623309

Conselho de Psicologia em defesa dos direitos humanos

Vice-presidente destaca compromisso de formulação política

Jameson Pereira e o secretário Eduardo Oliva (Foto: Divulgação assessoria)
Parcerias nas ações em defesa dos Direitos Humanos no Estado de Sergipe. Essa foi a pauta da reunião entre o vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia de Sergipe, Jameson Pereira Silva e o secretário de Estado dos Direitos Humanos, Luiz Eduardo Oliva.
Ao representante do CRP19 foram apresentadas a estrutura da secretaria e as atividades que são desenvolvidas pela pasta além dos projetos que estão em elaboração.
“O psicólogo tem o compromisso social de formulação de políticas,  de colaborar para criar uma nova mentalidade  na sociedade. Quando o conselho vem até a secretaria de direitos humanos trazer propostas, sobretudo pensando em parcerias,  nós estamos cumprindo, um papel de cidadania. E é esse papel faz com que sociedade civil e estado caminhem juntos”, disse  Eduardo Oliva.
Ainda segundo o secretário Eduardo Oliva, o estado não pode trabalhar somente com políticas públicas  sem uma interconexão com a sociedade. Os conselhos têm um papel fundamental na organização, no fortalecimento das profissões.  “E essa iniciativa de propor o alinhamento de ações, a disposição de auxiliar nesse trabalho mostra o compromisso do Conselho Regional de Psicologia na defesa dos direitos humanos no estado de Sergipe”, explicou.
Segundo Jameson Pereira Silva, vice-presidente do CRP-19, já nessa primeira reunião, várias possibilidades de um trabalho conjunto, nas diversas áreas de atuação da secretaria foram elencadas. “Podemos colaborar em várias ações. No Sistema Conselho temos uma comissão forte, atuante. Além do mais a psicologia é uma das profissões com maior foco no ser humano.  E não  dá para pensar no ser humano, sem pensar nos direitos humanos e foco nesse trabalho de parcerias também  marca uma tendência da nova gestão do CRP em Sergipe”, finalizou.


Fonte: Ascom Conselho Psicologia SE
Fonte;http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=154817

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

‘Uso de Libras pela psicologia fará diferença na vida da pessoa surda’, diz profissional

Projeto pioneiro que será colocado em prática este ano permitirá comunicação direta com o paciente

CRISTINA MEDEIROS
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Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado
Norma Celiane Cosmo é presidente do Conselho
Um projeto pioneiro em Mato Grosso do Sul será colocado em prática neste ano, fruto da parceria entre o Conselho Regional de Psicologia e a Secretaria de Estado de Educação. Trata-se da capacitação de psicólogos na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), visando atendimento dos surdos. Nesta entrevista, a recém-empossada presidente do CRP, Norma Celiane Cosmo, explica como isso se torna uma importante conquista para quem não ouve e precisava ser acompanhado de um intérprete no consultório. Ela fala, ainda, sobre o papel do profissional psicólogo na inclusão social e das demandas atuais do CPP no Estado, entre elas, a interiorização das ações.
CORREIO PERGUNTA - Um projeto pioneiro em MS, envolvendo o Conselho Regional de Psicologia e a Secretaria de Estado da Educação propõe o estudo da Libras (língua brasileira de sinais) como capacitação para psicólogos. Em que isso vai colaborar na vida das pessoas surdas nas diferentes faixas etárias?
Isso fará toda a diferença na vida da pessoa surda usuária da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), considerando tratar-se de pessoas que possuem uma diferença linguística e, por isso, para se comunicarem necessitam que o outro conheça a sua língua materna. Isto significa que ela poderá, quando necessitar de atendimento e ou orientações psicológicas, buscar um profissional que seja capaz de comunicar-se com ela sem a necessidade do profissional intérprete.
Qual o significado, para a psicologia de Mato Grosso do Sul, da aprendizagem da Libras pelos psicólogos para a comunicação no atendimento a essas pessoas?
Isto significa muito para a pessoa surda e, mais ainda, para os psicólogos do Estado; isto muito nos honra, pois estaremos contribuindo para o acesso da pessoa surda aos serviços da psicologia. Possibilitará à pessoa surda o sentido de cidadania pela simples possibilidade de garantia do seu direito em poder buscar os serviços junto a um profissional que se comunica em sua língua.
Há outros projetos semelhantes a este em conselhos regionais de outros Estados do Brasil?
Esta ação é inédita no âmbito do Sistema Conselhos de Psicologia. Alguns conselhos têm externado intenção em realizar esta parceria com os conselhos de assistência social de seus estados, mas apenas o CRP14/MS conseguiu efetivamente viabilizar. Estamos concretizando esta parceria a partir deste ano.
Como surgiu esta parceria entre o CRP14/MS e a SED/CAS e como ela se processará?
Esta parceria teve sua origem nas recorrentes solicitações dos profissionais por orientações à comissão de orientação e fiscalização (COF) em como realizar o atendimento às pessoas surdas em contextos de práticas psicoterápicas, em consultórios ou acolhimento nos serviços de psicologia no âmbito das políticas públicas. Psicólogos que atuam nas empresas e comércio também buscavam frequentes orientações e isto nos fez refletir sobre a necessidade de se buscar esta parceria.

Este é um claro trabalho de inclusão social. Quais outros trabalhos os psicólogos desenvolvem quando se trata de grupos como disléxicos, Down, TDAH, autistas, e outros tipos de necessidades específicas?
Os psicólogos, hoje, realizam todo o trabalho de acompanhamento das pessoas com deficiências e outras necessidades específicas por meio dos serviços oferecidos nas instituições escolares especializadas e na rede pública oficial de ensino, tanto da rede municipal como da estadual. Contudo, o número deste profissional nessas instituições ainda é insuficiente para um trabalho de alcance mais abrangente para essa população.
MS é uma referência quando se trata de educação inclusiva. O psicólogo está preparado para auxiliar a criança com necessidades especiais nas suas especificidades e para o convívio social ? Como?
O psicólogo deve acompanhar o movimento de transformação demandado pela sociedade. A ideia de inclusão implica o profissional a repensar sua atividade e efetivar mudanças que não sejam somente teóricas, mas, sobretudo, práticas e ideológicas. Dentre os princípios fundamentais que constam no código de ética profissional do psicólogo, ele deve trabalhar de modo a promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuir para a eliminação de quaisquer formas de violação de seus direitos. O processo de preparação profissional se dá no chão do trabalho e no dia a dia .
A atuação do psicólogo em políticas de inclusão social das pessoas com deficiências passa pelo enfrentamento em lidar com a exclusão, tentando introduzir principalmente a dimensão humana da afetividade nos processos vividos no cotidiano dessas pessoas. A senhora concorda com isso? Por quê?
Sim, não é possível propor e fazer inclusão sem refletir acerca dos processos psicossociais da exclusão em curso em nossa sociedade marcadamente excludente. Assim esta parceria, além de resguardar o cumprimento do artigo 9º do Código de Ética Profissional que trata do sigilo no atendimento psicoterápico, possibilitará ao profissional da psicologia atuar de forma responsável, humanizada e adequada para esta comunidade .
Quais avanços de aprendizagem os psicólogos percebem que pessoas com necessidades especiais conquistam quando interagem com um ambiente dito normal?
As pessoas com deficiências são cidadãos como as pessoas que não apresentam necessidades específicas e portanto são pessoas com direitos e isso por si só já deve ser visto como ponto focal. O que elas precisam para avançar em seus propósitos é que suas necessidades sejam respeitadas e adequadamente atendidas.
A nova gestão do Conselho Regional de Psicologia CRP14ª/MS assumiu em setembro passado para o triênio 2013-2016. Qual a avaliação que a senhora faz dos 51 anos da profissão regulamentada no País? Quais os principais avanços da profissão e seus principais desafios?
À época da criação legal da própria profissão (em 27de agosto de 1962) e da Autarquia Federal (em 1971), o País vivia especificidades históricas no que se refere a sua vida política, social, econômica e cultural e isso refletiu-se nas primeiras práticas psicológicas realizadas no Brasil. Nestas cinco décadas, a profissão passou a olhar para as marcas sociais e, em razão disso, criou formas de atuação diversas, fazendo-se reconhecer em outros espaços de trabalho. No decurso dos seus 52 anos (a serem completados este ano), vivenciamos o avançar de uma profissão que se espraiou e produziu práticas que possibilitaram seu alcance a extratos da população até então desprovidos de acesso aos serviços de psicologia.
Para a nova gestão do CRP14ª/MS que recentemente assumiu a autarquia, existe algo diferente que pretenda implantar, mudar ou resgatar?
Sim, a gestão que se iniciou em setembro/2013 tem em seu plano de trabalho algumas propostas que, em seu elenco, podemos citar: o aprimoramento da comunicação; a criação de novas comissões e grupos de trabalho (GTs), como, por exemplo, o GT da Juventude, vinculado à Comissão de Direitos Humanos; a Comissão de Psicologia Social e Comunitária e, o que consideramos também de grande importância e que é um anseio da categoria, o projeto de interiorização das ações, para o qual foi criado o GT de Interiorização.
Quais outros aspectos a gestão atual destaca como relevantes para a psicologia de Mato Grosso do Sul e para a sociedade?
Na verdade, é preciso aprofundar-se nas discussões, nas deliberações e nas realizações da pauta em curso no Sistema Conselhos de Psicologia, considerando, claro, que todas as demandas hoje pautadas pelo Sistema foram deliberadas coletivamente no Congresso Nacional da Psicologia, o VIII CNP, que é o principal fórum de decisões das/os psicólogas/os registradas/os nos conselhos regionais.

Quais as demandas da gestão atual do CRP14/MS para a psicologia de Mato Grosso do Sul e para a sociedade?
Temos uma pauta que pretendemos priorizar e, dentre os pontos, destacamos a necessidade de descentralizar a realização dos eventos técnico-científicos. Nosso Estado é de enorme extensão geográfica e isto dificulta bastante a participação dos colegas que estão distantes de Campo Grande. Assim, pretendemos organizar mais atividades no interior do Estado.
Outro destaque é o desejo de caminhar juntos com outras entidades profissionais de MS. Este caminhar ajuda na organização estrutural da psicologia, fortalecendo ainda mais a nossa profissão.
 
 
 Fonte:http://www.correiodoestado.com.br/noticias/uso-de-libras-pela-psicologia-fara-diferenca-na-vida-da-pes_207547/
 
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