terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Só não sei que nada se


     Na última campanha eleitoral, muito marqueteiro experiente se aproveitou da guerra de informações falsas para – não fique surpreso – manipular dados e convencer o eleitor a votar no seu candidato. Mas uma pesquisa feita pela consultoria britânica Ipsos Mori e divulgada depois das eleições deixou claro que o problema da desinformação atinge o resto do mundo também.
    O instituto responsável pelo estudo descobriu que boa parte das pessoas (e você provavelmente se inclui nesse grupo) está errada sobre quase tudo. Os participantes da pesquisa precisavam estimar vários índices sociais dos seus países, como taxas de criminalidade, de desemprego e de imigração. E a maioria não só errou, mas errou por muito. “As pessoas não levaram em conta o fato de nunca terem tido acesso a essas estatísticas, e deviam ter sido bem mais cautelosas em suas estimativas”, diz o professor de psicologia David Dunning, da Universidade Cornell, em Nova York.
   Talvez a ignorância tenha sido estimulada pelas redes sociais, você pode pensar depois de certamente já ter se afogado pelo menos uma vez no mar de chorume promovido pelas discussões no Facebook. No entanto, você está errado (é bom ir se acostumando). “Medimos atividades de mídia social na análise, e não houve nenhuma relação real entre os níveis de atividade e  quão ignorantes as pessoas eram”, diz Bobby Duffy, diretor do Ipsos Mori. “A verdadeira questão aqui não é a mídia ou a rede social, mas como lembramos e somos afetados pelas informações.”
    Quando as pessoas se veem diante de dados concretos, costumam não dar lá muita bola. Mas quando ouvem uma história contada por uma pessoa próxima, que pode estar falando a verdade ou ­espalhando um boato sobre, por exemplo, o corte de políticas de assistência social do governo, aí sim a coisa adquire outro significado, mais real e importante. “Podemos ouvir uma história que até é verdadeira, só que incrivelmente rara e não representativa, mas ela vai colar de um jeito que uma estatística mais abrangente não conseguiria”, diz Duffy.

THE CHELSEA CLINTONS

     Com as pontas dos cabelos pintadas de verde e pulseirinhas coloridas, a menina primeiro faz cara de dúvida, mas logo em seguida já está rindo, mascando seu chiclete com força e esbanjando confiança em frente a uma câmera. O repórter quer saber se ela conhece a banda The Chelsea Clintons. “Conheço a música deles. Não sei se vou ao show, mas conheço”, diz a jovem. E do que ela mais gosta na banda? “São divertidos. Passam uma energia boa, você nota que essa sensação vem de um lugar bom, poucas bandas conseguem passar isso.”
    O curioso é que a banda não existe, nunca existiu, foi inventada apenas com o propósito de pescar sabichões por aí. Cenas como essa, do talk show Jimmy Kimmel Live!, são famosas no YouTube. Mas você certamente já pegou no flagra algum amigo ou conhecido arrotando conhecimentos inexistentes para se passar por entendido. Mostrar-se inteligente e posar de bem informado e engajado é característico da condição humana, afirma o professor Dunning.
    Ele passou anos estudando e pesquisando comportamentos cognitivos para descobrir que nossa burrice é convicta. Com a ajuda de outros psicólogos, promoveu uma série de entrevistas semelhantes ao quadro de Jimmy Kimmel. Dunning perguntava aos entrevistados se eles tinham familiaridade com conceitos de física, biologia, política e geografia. Um expressivo número alegou familiaridade com termos genuínos como “força centrípeta” e “fóton”. Mas também afirmaram que conheciam coisas inventadas, como “pratos de parallax”, “ultra-lipid” e “cholarine”. “As pessoas não têm um índice interno expressamente separado do que elas sabem versus o que elas não sabem”, explica o professor. E, quanto mais confiança ao responder a uma pergunta, maior é a probabilidade de a resposta estar errada, como mostra a pesquisa do Ipsos Mori (veja abaixo).
    O problema é que as pessoas tomam decisões a partir do que acham que sabem, em vez de basear-se nos fatos verdadeiros que desconhecem. É o que chamamos de efeito Dunning-Kruger: a incapacidade de perceber os limites do próprio conhecimento, que leva indivíduos com menos informação a acreditarem que sabem mais do que aqueles realmente entendidos. Os portadores dessa síndrome receberam de Dunning o carinhoso apelido de “idiotas confiantes”. “Os incompetentes são frequentemente abençoados com uma confiança inadequada, afiançada por alguma coisa que, para eles, parece conhecimento.”

 (Foto: Revista Galileu) 
 
Fonte(retirado): http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2015/01/so-nao-sei-que-nada-sei.html
 
 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Uso intenso de smartphones provoca alteração no cérebro

 
A utilização intensa de certos tipos de telefones celulares está provocando uma alteração no cérebro de usuários pela adaptação à nova atividade motora. A conclusão faz parte de um estudo feito pelo Instituto de Neuroinformática da Universidade de Zurique, que analisou as reações de um grupo de 37 voluntários.
Segundo os pesquisadores, os cérebros dos usuários dos chamados smartphones estão sendo alterados pela operação repetida das telas de toque.
Para medir a atividade cerebral do grupo, os cientistas utilizaram a técnica conhecida como eletroencefalografia ou EEG na sigla em inglês. Eles perceberam diferenças marcantes entre os usuários de smartphones e aqueles que utilizavam celulares "convencionais".
Analisando os resultados do EEG, os cientistas concluíram que os usuários de smartphones demonstravam maior destreza no uso dos dedos.
Dos 37 voluntários, 26 eram usuários de smartphones com telas de toque e 11 se mantinham fieis aos modelos mais antiquados de celulares.

EEG

O EEG monitora e registra a atividade elétrica do cérebro.
O teste de EEG monitorou os impulsos elétricos trocados entre o cérebro e as mãos dos indivíduos através dos nervos.
A atividade foi monitorada por diversos eletrodos colocados no couro cabeludo de cada voluntário, capazes de captar esta troca de mensagens na forma sensorial.
A partir dessas informações, os pesquisadores puderam criar um "mapa" que indica a porção do tecido cerebral dedicada à operação de uma determinada parte do corpo.

Os resultados revelaram diferenças distintas entre os usuários de smartphones com telas de toque e os que usam telefones celulares convencionais.
Os usuários de smartphones apresentaram maior atividade cerebral em resposta aos toques dados na tela dos aparelhos pelos dedos médio, polegar e indicador.
E, aparentemente, isto está ligado à frequência com que se usa o smartphone - quanto mais frequente é o uso, maior é a resposta registrada pelo EEG.
Segundo os cientistas, o resultado - publicado na revista científica Current Biology - faz sentido, uma vez que o cérebro é maleável e, portanto, pode ser moldado pela utilização prática repetidamente.
Eles citam como exemplo os violinistas, que têm a área do cérebro dedicada ao controle dos dedos usados para tocar o instrumento maior do que a mesma área do cérebro de alguém que não toca violino.
Os pesquisadores acreditam que o mesmo está acontecendo com os usuários de smartphone - eles estariam tendo seus cérebros "esculpidos" pelo uso repetido pelos toques nas telas dos aparelhos.


Arko Ghosh, que liderou o grupo de pesquisadores da Universidade de Zurique, disse que ficou surpreso pela "escala das mudanças introduzidas (no cérebro) pelo uso de smartphones".
Ele acrescentou que o estudo reforça a ideia de que a onipresença dos smartphones está tendo um grande efeito na nossa vida cotidiana.



Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/12/141225_smartphone_ra

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Será realizado nos dias 09 e 10 de Dezembro, na FTC Campus, o IX Seminário de Pesquisa e Extensão e Mostra dos TID´s.

Acontece hoje dia 09 e 10 de Dezembro, na FTC Campus, o IX Seminário de Pesquisa e Extensão e Mostra dos TID´s.
 

     O evento contará com a submissão de trabalhos científicos e outras atividades conforme programação disponível no site:

       Visitem o site e conheçam a proposta do evento, palestrante convidado, programação e edital de submissão de trabalhos científicos.

          Pretende-se toda a comunidade acadêmica, interna e externa, participe de mais uma ação da FTC- Jequié direcionada ao fortalecimento e atendimento das demandas pelas quais perpassam a formação profissional.

          Ressalto que nestes dias, todas as atividades do curso de Psicologia estarão direcionais para este evento de modo que não haverá aula.




Cordialmente,

Profª Veronica Santos.

Coord. Psicologia FTC- Jequié.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O bom humor é elixir da longa vida: Os benefícios da psicologia positiva

O bom humor é contagiante. O som de gargalhadas é muito mais contagioso do que qualquer tosse, fungada ou espirro. Quando o riso é compartilhado, une as pessoas e aumenta a felicidade e a intimidade. O riso também desencadeia mudanças físicas saudáveis ​​no organismo. O bom humor e sua melhor expressão, o riso, fortalecem seu sistema imunológico, aumentam sua energia, diminuem a dor e protegem você contra os efeitos nocivos do estresse. Melhor que tudo, esse medicamento que não tem preço é divertido, livre e fácil de usar.
Por: Equipe Oásis
O riso é um poderoso antídoto para o estresse, a dor e o conflito. Nada funciona de modo mais rápido ou confiável para trazer o corpo e a mente de volta ao equilíbrio do que uma boa risada. O humor ilumina seus fardos, inspira esperança, conecta você com os outros e o mantém ligado à terra, concentrado e alerta.
Com tanto poder de curar e renovar, a capacidade de rir com facilidade e grande frequência é um tremendo recurso para superar os problemas, melhorando seus relacionamentos, e dar suporte à saúde física e emocional.
O riso é bom para a saúde
O riso relaxa o corpo inteiro. Uma boa risada alivia a tensão física e o estresse, deixando seus músculos relaxados por até 45 minutos depois.
O riso estimula o sistema imunológico. Ele reduz a liberação dos hormônios do estresse e aumenta o número de células imunes e anticorpos que combatem as infecções, melhorando assim sua resistência às doenças.
O riso provoca a liberação de endorfinas, substâncias químicas associadas ao bem-estar do corpo. As endorfinas promovem uma sensação geral de bem-estar e podem até aliviar temporariamente a dor.
O riso protege o coração. Ele melhora a função dos vasos sanguíneos e aumenta o fluxo sanguíneo, ajudando a proteger você contra um ataque cardíaco e outros problemas cardiovasculares.


OS BENEFÍCIOS DO RISO

Benefícios físicos
Aumenta a imunidade
Reduz os hormônios do estresse
Diminui a dor
Relaxa os músculos
Previne doenças cardíacas

Benefícios mentais
Acrescenta alegria e entusiasmo à vida
Reduz a ansiedade e o medo
Alivia o estresse
Melhora o humor
Amplia a resiliência

Benefícios sociais
Fortalece relacionamentos
Atrai outras pessoas para nós
Aprimora o trabalho em equipe
Ajuda a resolver conflitos
Promove a união do grupo


O riso e o bom humor ajudam você a ficar emocionalmente saudável
O riso faz você se sentir bem. E a boa sensação que experimenta quando ri permanece com você, mesmo depois que o riso diminui. O bom humor o ajuda a manter uma visão otimista e positiva diante de situações difíceis, decepções e perdas.
Mais do que apenas um alívio perante a tristeza e a dor, o riso lhe dá coragem e força para encontrar novas fontes de significado e esperança. Mesmo nos tempos mais difíceis, um riso – ou até mesmo um simples sorriso – pode fazer você se sentir melhor. E o riso é realmente contagiante – basta ouvir um para ativar seu cérebro e preparar você para sorrir e se divertir.
A ligação entre o riso e a saúde mental
O riso dissolve emoções angustiantes. Você não pode sentir-se ansioso, irritado ou triste quando está rindo.
O riso o ajuda a relaxar e recarregar-se. Ele reduz o estresse e aumenta a energia, permitindo-lhe manter o foco e realizar mais.
O bom humor muda a perspectiva, permitindo que você veja as situações de modo mais realista e menos ameaçador. Uma perspectiva bem-humorada cria distanciamento psicológico, que pode ajudá-lo a evitar se sentir sobrecarregado.
 Os benefícios sociais do humor e do riso
O bom humor e a comunicação divertida fortalecem nossas relações ao desencadear sentimentos positivos e promover a conexão emocional. Quando rimos com outra pessoa, uma ligação positiva é criada. Ela funciona como um forte amortecedor contra o estresse, as divergências e a decepção.


Rir com os outros é mais poderoso do que rir sozinho
Criar oportunidades para rir
Assista a um filme ou programa de TV engraçado.
Vá a um clube de comédia.
Leia as páginas de cartuns e piadas.
Procure pessoas engraçadas.
Compartilhe uma boa piada ou uma história engraçada.
Confira a seção de humor da sua livraria.
Convide os amigos para um jogo ou uma reunião em sua casa.
Divirta-se com seu animal de estimação.
Divirta-se com as crianças.
Faça alguma coisa boba.
Arranje tempo para atividades divertidas (por exemplo, boliche ou karaokê).


O riso compartilhado é uma das ferramentas mais eficazes para manter as relações vivas e emocionantes. Todo compartilhamento emocional constrói laços de relacionamento fortes e duradouros, mas compartilhar o riso e a diversão também acrescenta alegria, vitalidade e resistência. E o humor é uma maneira poderosa e eficaz para curar ressentimentos, desavenças e mágoas. O riso une as pessoas em momentos difíceis.
Incorporar mais humor e diversão em suas interações diárias pode melhorar a qualidade de suas relações com os entes queridos, bem como suas conexões com os colegas de trabalho, familiares e amigos. Usar o humor e o riso nos relacionamentos permite:
Ser mais espontâneo. O bom humor o afasta de seus problemas.
Deixar de lado a postura defensiva. O riso o ajuda a esquecer julgamentos, críticas e dúvidas.
Soltar inibições. Seus temores e resistências são postos de lado.
Expressar seus verdadeiros sentimentos. Emoções profundas são autorizadas a aflorar.
Trazer mais humor e risos à sua vida.
Quer mais risadas em sua vida? Arranje um animal de estimação...
A maioria de nós já experimentou a alegria de brincar com um amigo peludo, e animais de estimação são uma forma gratificante para trazer mais risos e alegria à sua vida. Mas você sabia que ter um animal de estimação é bom para a sua saúde física e mental? Estudos mostram que os animais podem protegê-lo da depressão, estresse e até mesmo doenças cardíacas.
O riso é seu direito de nascença, uma parte natural da vida. Crianças começam a sorrir nas primeiras semanas de vida e riem em voz alta alguns meses após nascerem. Mesmo se não cresceu em um lar onde o riso era um som comum, você pode aprender a rir em qualquer fase da vida.
Principie separando momentos especiais para buscar o humor e o riso, como você poderia fazer com o trabalho externo, e construa-os a partir daí. Futuramente, você vai querer incorporar o humor e o riso à estrutura da sua vida, encontrando-os naturalmente em tudo o que faz.


Aqui estão algumas formas de começar:
Sorria. O sorriso é o início do riso e, como este último, é contagioso. Pioneiros da “terapia do riso” consideram que é possível rir até sem vivenciar um evento engraçado. O mesmo vale para sorrir. Quando você olha para alguém ou vê algo mesmo que ligeiramente agradável, pratique o sorriso.
Conte suas bênçãos. Literalmente, faça uma lista. O simples ato de considerar as coisas boas em sua vida vai distanciá-lo de pensamentos negativos que são uma barreira para o bom humor e o riso. Quando você está em estado de tristeza, tem um caminho mais longo para chegar ao humor e ao riso.
Quando ouvir o riso, mova-se na direção dele. Às vezes, o humor e o riso são privados, uma piada compartilhada entre um grupo pequeno, mas em geral não é assim. Mais frequentemente, as pessoas ficam muito felizes de compartilhar algo engraçado, porque isso lhes dá uma oportunidade de rir de novo e se alimentar do humor encontrado. Quando você ouvir o riso, procure-o e pergunte: “O que é tão engraçado?”
Gaste tempo com pessoas brincalhonas e divertidas. Essas são pessoas que riem com facilidade, tanto de si mesmas quanto dos absurdos da vida, e que rotineiramente encontram o humor em eventos do dia a dia. Seu ponto de vista divertido e suas risadas são contagiosos.
Traga o humor para as conversas. Pergunte às pessoas: “Qual é a coisa mais engraçada que aconteceu com você hoje? Esta semana? Na sua vida?”
Desenvolva seu senso de humor: Leve-se menos a sério.
Uma característica essencial que nos ajuda a rir é não nos levarmos muito a sério. Todos nós conhecemos o rabugento clássico que encara tudo com seriedade mortal e nunca ri de nada. Não tem graça ali!
Alguns eventos são ocasiões claramente tristes e impróprias para rir. Mas a maioria dos eventos na vida não carrega uma devastadora sensação de tristeza ou alegria. Eles caem na zona cinzenta do cotidiano, dando a você a escolha de rir ou não.


Formas de se ajudar a ver o lado mais leve da vida
Ria de si mesmo. Compartilhe seus momentos embaraçosos. A melhor maneira de se levar menos a sério é falar de momentos em que você se levou muito a sério.
Tente rir das situações, em vez de lamentá-las. Procure o humor em uma situação ruim e descubra a ironia e o absurdo da vida. Isso o ajudará a melhorar seu humor e o humor das pessoas ao seu redor.
Cerque-se com lembretes para alegrar-se. Mantenha um brinquedo em sua mesa ou no carro. Ponha um cartaz engraçado em seu escritório. Escolha um protetor de tela de computador que faça você rir. Enquadre fotos de você e sua família ou amigos se divertindo.
Mantenha as coisas em perspectiva. Muitas coisas na vida estão além de seu controle, particularmente o comportamento de outras pessoas. Embora você possa pensar que levar o mundo nas costas é admirável, no longo prazo isso é irreal, improdutivo, insalubre e até mesmo egoísta.
Lide com o estresse. O estresse é um grande impedimento para o humor e o riso.
Preste atenção nas crianças e imite-as. Eles são especialistas em brincar, levar a vida com leveza e rir.

Lista de verificação para descontrair
Quando você se encontra tomado por aquilo que parece ser um problema horrível, faça estas perguntas a si mesmo:
Realmente vale a pena ficar chateado com isso?
Vale a pena perturbar os outros?
Isso é tão importante assim?
Isso é tão ruim assim?
A situação é irreparável?
Será que isso é realmente problema meu?


Usar o humor e a brincadeira para superar desafios e melhorar a sua vida
A capacidade de rir, brincar e se divertir com os outros não só torna a vida mais agradável, mas também ajuda a resolver problemas, conectar-se com os outros e ser mais criativo. As pessoas que incorporam o humor e a brincadeira ao seu cotidiano descobrem que isso renova a elas e a todos os seus relacionamentos.
A vida traz desafios que podem tirar o melhor de você ou se tornam brinquedos para sua imaginação. Quando você “se torna o problema” e se leva muito a sério, pode ser difícil pensar de forma anticonvencional e encontrar novas soluções. Mas quando você brinca com o problema, muitas vezes pode transformá-lo em uma oportunidade de aprendizagem criativa.
Brincar com problemas parece ocorrer naturalmente para as crianças. Quando estão confusas ou com medo, elas transformam seus problemas em uma brincadeira, o que lhes dá uma sensação de controle e uma oportunidade de experimentar novas soluções. Interagir com os outros de forma brincalhona ajuda a manter essa capacidade criativa.
Aqui estão dois exemplos de pessoas que tiveram problemas cotidianos e os transformaram por meio do riso e da brincadeira:
Roy, um homem de negócios semiaposentado, estava animado por finalmente ter tempo para se dedicar ao golfe, seu esporte favorito. Mas quanto mais ele jogava, menos se divertia. Embora seu jogo tivesse melhorado substancialmente, ele se enfurecia com cada erro cometido. Roy sabiamente percebeu que seus companheiros de golfe afetavam sua atitude, então parou de jogar com pessoas que levavam o jogo muito a sério. Quando jogava com amigos que se concentravam mais em se divertir do que em sua pontuação, ele ficava menos crítico em relação a si mesmo. A partir de então, o golfe ficou tão agradável quanto Roy esperava que fosse. Ele melhorou sua pontuação sem se esforçar mais. E a perspectiva mais otimista que estava recebendo de seus companheiros e do jogo se espalhou para outras partes de sua vida, incluindo seu trabalho.
Jane trabalhava em casa desenhando cartões, um trabalho que adorava, mas a partir de certo momento sentiu que ele havia se tornado uma rotina. Duas meninas que gostavam de desenhar e pintar moravam ao lado. Jane convidou as pequenas vizinhas para brincar com todos os materiais de arte que tinha. No início, ela só as observava, mas com o tempo juntou-se a elas. O riso, as pinturas e as brincadeiras com as meninas transformaram a vida de Jane. Brincar com elas não apenas acabou com a solidão e o tédio que sentia; despertou sua imaginação e ajudou sua arte a florescer. O melhor de tudo, isso reavivou a jovialidade e a centelha na relação de Jane com o marido.
Quando o riso, o humor e as brincadeiras passam a integrar sua vida, sua criatividade floresce e novas descobertas para brincar com os amigos, colegas de trabalho, conhecidos e entes queridos lhe ocorrem diariamente. O bom humor leva você para um lugar mais alto, de onde pode ver o mundo de uma perspectiva mais relaxada, positiva, criativa, alegre e equilibrada.


Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/157742/O-bom-humor-%C3%A9-elixir-da-longa-vida-Os-benef%C3%ADcios-da-psicologia-positiva.htm

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