domingo, 11 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
Mídia e psicologia: a influência no comportamento do consumidor pós-moderno
Não há como discordar que a sociedade, nos últimos anos, evoluiu em
vários sentidos. O modo como as pessoas consomem, sem dúvida, foi um dos
mais influenciados pelo capitalismo. Na realidade, o consumidor sempre
fora crítico, especialmente agora, na pós-modernidade, onde há exigência
profícua por qualidade, embora a perenidade dos produtos não seja
aquela de antigamente.
Mesmo com um consumidor mais inteligível culturalmente, a
manipulação e desfiguração de conteúdo ainda persistem. Em pleno século
XXI, as empresas, estrategicamente, estimulam a aquisição de novas
mercadorias, independentemente da constatação de necessidade. Mas não
agem sozinhas, é claro! Com anúncios persuasivos de objetos cada vez
mais modernos e práticos, a mídia (sem generalizações) cumpre um papel
indescritível quanto à divulgação/publicidade.
A interferência da mídia em quaisquer etapas do processo de
escolha e compra, estabelecido pelos teóricos, como Kotler (2000), não
tem contribuído positivamente com os consumidores. Anúncios
publicitários difundidos erroneamente na TV, por exemplo, põem em risco
não só a empresa que oferece os serviços, mas também a credibilidade do
veículo. Afinal, muitos clientes – quando confiam na marca e são pegos
de surpresa por inconveniências pós-compra – também levam em
consideração o meio pelo qual se informaram para chegar a tal conclusão.
Isto é, o veículo de comunicação que divulga propaganda enganosa de
empresas desprovidas de ética e respeito ao cidadão ou que nunca cumprem
na totalidade as garantias e os bens oferecidos, provavelmente sofrerá
com a renegação por parte dos consumidores insatisfeitos.
Mesmo que o consumidor esteja exercendo seu papel de
fiscalização, especialmente devido à explosão da internet, ainda é
vítima de organizações fraudulentas ou simplesmente que exploram e
instigam o princípio do prazer (ID, Teoria de Freud). Parte da mídia,
vale lembrar, incorpora literalmente o mundo capitalista e,
infelizmente, não poupa seu público dos efeitos degenerativos das
campanhas comerciais. O consumidor da pós-modernidade, logo, é
ligeiramente enganado por propagandas que estimulam o consumo
desenfreado e não medem esforços para alavancar produtos ‘mais
eficientes’, ‘duradouros’ e ‘avançados’. A crítica perde a razão e as
pessoas, a priori, começam a acreditar mais no simbólico do que no valor
agregado.
No artigo O Indivíduo e a Família na Sociedade de Consumo
Pós-Moderna, a psicóloga Adriana Preto pontua que “[...] a mídia exerce
um importante papel na formação da cultura atual da sociedade do
hiperconsumo”. A terapeuta também sugere que a mídia passe a divulgar
conteúdos de responsabilidade social e educacional, assim cooperando com
o conhecimento e o saber. A verdade é que a mídia pouco corrobora em
estimular um consumo sustentável e racional, já que ela é parte do jogo
de interesses do mundo corporativo.
Aliado à vulnerabilidade da Comunicação, o fator psicológico,
outrora, também determina significativamente o comportamento do
consumidor. A emoção transmitida pelas ‘mensagens perfeitas’ e o desejo
de saciar alguma necessidade do inconsciente ditam com mais propriedade
que a razão. A psicologia social estuda – e instintivamente analisa – os
motivos pelos quais as pessoas adquirem bens necessários ou não.
O sentimento dos consumidores é decisivo nas compras coletivas
e individuais. Estudiosos da área relatam que pessoas, no auge do
estresse do cotidiano, tendem a fugir da realidade (princípio do EGO)
buscando refúgio e conforto por meio das compras. A expectativa é
cultivar prazeres através do ato de consumir e diminuir a ânsia e as
tensões propiciadas pelos problemas decorrentes do dia a dia. Essa
teoria é válida. Porém, os desejos momentâneos nem sempre são
satisfatórios, principalmente após esse período efêmero, podendo ocorrer
até uma dissonância cognitiva, ou seja, um sentimento de remorso do
cliente. Essa falsa sensação de autoestima e hedonismo têm uma
durabilidade curta e o austero choque de realidade frustra ainda mais os
planos. Para o professor doutor Fabiano Dolenc Del Masso, da
Universidade Presbiteriana Mackenzie, “[...] o consumidor possui uma
forma de esquizofrenia simbólica, pois os objetos de consumo são reais,
mas as suas significações são irreais”.
A liberdade para adquirir ou apropriar-se de algo é facilitada
repetidamente pelas condições de pagamento, isto é, empréstimos e
financiamentos que escondem juros absurdos. De certo modo, os fatores
psicológicos e a mídia interferem no comportamento do consumidor. De um
lado, a excessiva carga de anúncios insignificantes que costuma invadir o
íntimo dos compradores (e aqui citemos a má educação brasileira,
centralizada no certo e errado, e não propriamente na crítica). De
outro, as emoções, significações, o simbolismo e as justificativas sem
fundamento. Tudo em favor do consumo irresponsável, que evidencia
status, luxo, afeição, moda etc.
Assim sendo, há de discordar que o consumidor seja tão esperto
como muitas organizações e autores o definem. No entanto, é cabível
avaliar que na pós-modernidade esse mesmo consumidor mudou suas atitudes
arcaicas, tornando-se mais íntegro e fiscalizador, embora não o
suficiente para se esquivar da frenética exposição de produtos e/ou
serviços irrisórios. É óbvio que não podemos e nem estamos
generalizando.
Por fim, o comportamento do consumidor não passa nem perto de
ser estático; está em ampla ascensão e os elementos psicológicos, na
grande maioria, são imprescindíveis na hora de se decidir uma compra. E
quem aproveita dessas emoções e da própria descontração dos consumidores
são as indústrias, que pregam, sem dó, a aquisição de bens como algo
fantástico num mundo imaginário onde todos podem ter o que bem desejar.
(Gustavo Marinho, jornalista, professor em Catalão (GO) e pós-graduando em Comunicação pela UFG)
Fonte: http://www.dm.com.br/texto/124874
sábado, 27 de julho de 2013
Ordem dos Psicólogos quer mais 750 profissionais nas escolas
Desde 1999 que o Ministério da Educação não faz colocações permanentes de psicólogos.

A Ordem dos Psicólogos defendeu esta quarta-feira que as escolas
precisam de mais 750 profissionais a tempo inteiro, lamentando que não
haja colocações permanentes no Ministério da Educação desde 1999.
“Nas escolas seriam
necessários, de forma permanente, pelo menos mais 750 psicólogos, a
nível nacional” para se atingir um rácio de “um por mil alunos”, disse
Vítor Coelho, membro da direcção da Ordem dos Psicólogos e presidente da
comissão de organização da 35.ª conferência internacional sobre
psicologia escolar, que arranca no Porto nesta quarta-feira.
O
responsável frisou que, em Portugal, as necessidades de psicólogos nas
escolas “são permanentes, mas as colocações são pontuais”, não havendo
“colocações permanentes no Ministério para psicólogos desde 1999”.
“Temos
176 psicólogos que todos os anos são contratados em Outubro e
dispensados em Julho. Isto é um ciclo que dificulta muito a qualidade
das intervenções (…) e o próprio aluno acaba por ganhar resistência a
estes processos”, criticou.
Vítor Coelho também que um psicólogo a
tempo inteiro na escola pode ajudar na orientação vocacional, na
prevenção na área da saúde mental, no sucesso escolar, no combate às
dificuldades dos alunos e na área das necessidades educativas especiais.
Ainda ao nível escolar, a ordem denuncia a situação 'sui generis',
em que “a disciplina de Psicologia, muito procurada no secundário, é
ministrada por professores de Filosofia”, estando mesmo vedada àqueles
profissionais.
De acordo com Vítor Coelho, “uma pessoa que termina
um curso de Filosofia, e que passa a estar habilitado para dar
Psicologia, pode nunca sequer ter tido uma disciplina de Psicologia”.
Um
estudo da ordem concluiu mesmo que seria possível ao Estado poupar 4,5
milhões de euros em salários se permitisse aos formados em Psicologia
leccionarem aquela disciplina, substituindo os professores de Filosofia.
É
precisamente para discutir o papel do psicólogo na escola que arranca
no Porto a 35.ª edição da International School Psychology Association
(ISPA) Conference, durante a qual se tentará também mostrar à sociedade
os contributos dos psicólogos “nestes momentos difíceis”.
A
conferência decorre até sábado na Faculdade de Psicologia e Ciências de
Educação da Universidade do Porto e contará com a presença do presidente
da ISPA Conference, Jurg Forster, e dos oradores Celene Domitrovich,
Bill Pfohl, Alexander Grob e Luísa Faria.
Fonte: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/ordem-dos-psicologos-quer-mais-750-profissionais-nas-escolas-1600457
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Símbolos máximos da Independência do Brasil, na Bahia.
As
imagens do Caboclo e da Cabocla, símbolos máximos da Independência do
Brasil, na Bahia, permanecem no Campo Grande até o dia 5 de julho,
quando retornam a Lapinha. É momento que as pessoas levam pedidos e
deixam aos pés do Caboclo.
E a gente quer saber: você já participou desta tradição, já rezou aos pés do Caboclo?
E a gente quer saber: você já participou desta tradição, já rezou aos pés do Caboclo?
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