domingo, 20 de outubro de 2013

O TDAH (Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade)



O que é TDAH?

Sinônimos: Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, TDA, Hipercinesia infantil
O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é um problema de desatenção, hiperatividade, impulsividade ou uma combinação destes. Para que esses problemas recebam um diagnóstico de TDAH, eles devem se apresentar fora de um limite normal para a idade e o desenvolvimento da criança. 

tdah - Foto: Getty Images 
 Cérebro de uma pessoa com TDAH pode ser diferente do normal
 

Causas

O TDAH é o transtorno comportamental infantil mais frequentemente diagnosticado. Ele afeta aproximadamente de 3 a 5% de crianças em idade escolar. O TDAH é diagnosticado muito mais frequentemente em meninos do que em meninas.
O TDAH pode ser herdado geneticamente, mas sua causa não é clara. Independentemente da causa, ele parece se estabelecer cedo na vida da criança, enquanto o cérebro está se desenvolvendo. Estudos de imagem sugerem que o cérebro de uma criança com TDAH é diferente do de uma criança normal.
Depressão, falta de sono, incapacidade de aprender, transtornos de tique e problemas comportamentais podem ser confundidos com TDAH. Todas as crianças com suspeita de sofrerem de TDAH devem ser examinadas com cuidado por um médico para verificar se há outros problemas ou motivos para o comportamento.
A maioria das crianças com TDAH também sofre de pelo menos um outro problema de comportamento ou de desenvolvimento. Ainda podem apresentar um problema psiquiátrico, como depressão ou transtorno bipolar.
TDAH: falta de atenção e hiperatividade prejudicam capacidade de aprendizado de pacientes 

Exames

Com muita frequência, crianças difíceis são incorretamente rotuladas com TDAH. Por outro lado, muitas crianças que sofrem do TDAH permanecem sem o diagnóstico. Em ambos os casos, problemas de aprendizado e de humor são ignorados com frequência. A American Academy of Pediatrics (AAP) traçou diretrizes para trazer mais luz a esse assunto.
O diagnóstico é baseado em sintomas muito específicos, que devem estar presentes em mais de um ambiente.
  • As crianças devem apresentar pelo menos seis sintomas de desatenção ou seis sintomas de hiperatividade/impulsividade antes dos 7 anos.
  • Os sintomas devem estar presentes pelo menos há seis meses, ocorridos em dois ou mais ambientes e não serem provocados por outro motivo.
  • Os sintomas devem ser graves o suficiente para resultar em dificuldades significativas em muitos ambientes, inclusive em casa, na escola e no relacionamento com os demais.
Em crianças mais velhas, o TDAH encontra-se em remissão parcial quando elas ainda têm os sintomas, mas não se enquadram mais totalmente na definição do transtorno.
Se houver suspeita de TDAH, a criança deve passar por uma avaliação médica. A avaliação pode consistir em:
  • Questionários para pais e professores
  • Avaliação psicológica da criança E da família, incluindo testes de QI e psicológicos
  • Exames completos mentais, nutricionais, físicos, psicossociais e de desenvolvimento

    Sintomas de TDAH

    Os sintomas de TDAH se dividem em três grupos:
  • Falta de atenção (desatenção)
  • Hiperatividade
  • Comportamento impulsivo (impulsividade)
  •  
Algumas crianças com TDAH são primariamente do tipo desatento. Outras podem ter uma combinação de tipos. As que sofrem do tipo desatento são menos perturbadas e muitas vezes não recebem o diagnóstico de TDAH. 
Sintomas de desatentos
  • Não consegue prestar atenção em detalhes ou comete erros resultantes de descuidos no trabalho escolar
  • Tem dificuldade de manter a atenção nas tarefas ou em jogos
  • Parece não escutar quando falamos diretamente com ela
  • Não segue as instruções completamente e não consegue terminar trabalhos escolares, tarefas ou deveres
  • Tem dificuldade de organizar tarefas e atividades
  • Evita ou não gosta de tarefas que demandem manter esforço mental (como trabalhos escolares)
  • Seguidamente perde brinquedos, trabalhos, lápis, livros ou ferramentas necessárias para tarefas ou atividades
  • Distrai-se facilmente
  • Frequentemente, tem problemas de memória em atividades cotidianas
Sintomas de hiperatividade:
  • Mexe as mãos e o pés o tempo todo e se retorce na cadeira
  • Levanta-se quando deve permanecer sentado
  • Corre ou sobe em móveis em situações inapropriadas
  • Tem dificuldade de brincar em silêncio
  • Parece frequentemente estar "ligada na tomada" e fala excessivamente
Sintomas de impulsividade:
  • Fala antes que as perguntas sejam completadas
  • Tem dificuldade de aguardar a vez
  • Interrompe ou se intromete entre os outros (se mete em conversas e jogos)

    Buscando ajuda médica

    Procure seu médico caso você ou a escola do seu filho suspeitem que ele sofra de TDAH. Informe seu médico sobre quaisquer:

  • Dificuldades em casa, na escola ou no relacionamento com os colegas
  • Efeitos colaterais da medicação
  • Sinais de depressão

Tratamento de TDAH

O tratamento para TDAH é uma parceria entre médico, pais ou responsáveis e a criança. Para a terapia ter sucesso, é importante:
  • Definir objetivos específicos e apropriados para guiar a terapia.
  • Começar com os medicamentos e a terapia comportamental.
  • Fazer acompanhamento regular com o médico para verificar objetivos, resultados e quaisquer efeitos colaterais dos medicamentos. Durante esses check-ups, devem ser coletados dados de pais, professores e da criança.
Se o tratamento parecer não funcionar, o médico deverá:
  • Certificarse de que a criança tem, de fato, TDAH
  • Verificar se não há outro problema médico possível que possa causar sintomas similares
  • Certificar-se de que o plano de tratamento esteja sendo seguido

Medicamentos

Uma combinação de medicamentos e tratamento comportamental funciona melhor. Existem diversos tipos de medicamentos para TDAH que podem ser usados sozinhos ou em conjunto.
Saiba mais
  • Fique atento aos medicamentos para TDAH
Os psicoestimulantes (também conhecidos como estimulantes) são as drogas mais comuns usadas no tratamento do TDAH. Apesar do nome, essas drogas na verdade têm um efeito calmante nos portadores de TDAH.
Essas drogas incluem:
  • Anfetaminadextroanfetamina (Adderall)
  • Dexmetilfenidato (Focalin)
  • Dextroanfetamina (Dexedrine, Dextrostat)
  • Lisdexanfetamina (Vyvanse)
  • Metilfenidato (Ritalina, Concerta, Metadate, Daytrana)
Uma droga não estimulante denominada atomoxetina (Strattera) pode ser tão eficaz quanto os estimulantes, e o risco de uso incorreto é menos provável.
Alguns medicamentos para TDAH têm sido associados à ocorrência rara de morte súbita em crianças com problemas cardíacos. Converse com seu médico sobre o melhor medicamento para seu filho.

Terapia comportamental

Psicoterapia para a criança e a família pode ajudar todos a entender e ter controle sobre sentimentos estressantes relacionados ao TDAH.
Os pais devem usar um sistema de recompensa e consequência para ajudar a guiar o comportamento do filho. É importante aprender a lidar com comportamentos desruptivos. Os grupos de apoio podem auxiliar a encontrar outros com problemas parecidos.
Outras dicas para ajudar seu filho com TDAH:
  • Comuniquese regularmente com o professor do seu filho.
  • Mantenha uma programação diária consistente, com hora certa para o tema de casa, para as refeições e para atividades externas. Faça as alterações nessa programação antecipadamente e não em cima da hora
  • Restrinja as distrações no ambiente do seu filho.
  • Cuide para que seu filho siga uma dieta saudável e variada, com muitas fibras e nutrientes básicos.
  • Certifique-se de que seu filho durma o suficiente.
  • Elogie e recompense o bom comportamento.
  • Dê regras claras e consistentes para seu filho.
Tratamentos alternativos para TDAH têm se tornado popular, incluindo ervas, suplementos e manipulação quiroprática. Ainda assim, há pouca ou nenhuma evidência sólida de que funcionam.

Expectativas

O TDAH é uma doença crônica de longa duração. Se não tratado adequadamente, o TDAH pode provocar:
  • Abuso de álcool e de drogas
  • Fracasso escolar
  • Problemas para manter o emprego
  • Problemas com a lei
Cerca de metade das crianças com TDAH seguirão tendo sintomas problemáticos de desatenção ou impulsividade na idade adulta. Entretanto, os adultos costumam ser mais capazes de controlar o comportamento e mascarar as dificuldades.

Prevenção

Embora não haja maneira comprovada de prevenir o TDAH, quanto mais cedo ele for identificado e tratado, mais problemas associados ao transtorno poderão ser evitados. 

Fontes e referências:
  • Pliszka S; AACAP Work Group on Quality Issues. Practice parameter for the assessment and treatment of children and adolescents with attention-deficit/hyperactivity disorder. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 2007 Jul;46(7):894-921.
  • Prince JB, Spencer TJ, Wilens TE, Biederman J. Pharmacotherapy of attention-deficit/hyperactivity disorder across the life span. In: Stern TA, Rosenbaum JF, Fava M, Biederman J, Rauch SL, eds. Massachusetts General Hospital Comprehensive Clinical Psychiatry. 1st ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier; 2008:chap 49.

sábado, 19 de outubro de 2013

Facebook libera post público para adolescentes

Fim da opção de ocultar perfil na busca por nome traz algumas mudanças para usuários do Facebook. (Foto: Reprodução / Mashable) (Foto: Fim da opção de ocultar perfil na busca por nome traz algumas mudanças para usuários do Facebook. (Foto: Reprodução / Mashable)) 

O Facebook incluiu a opção de deixar posts feitos por perfis de adolescentes visíveis ao público geral e fez também outras mudanças que melhoram configurações de privacidade  para novos usuários de 13 a 17 anos. Embora possam ficar mais expostos, a partir de agora, adolescentes que antes compartilhavam por padrão suas atualizações de status, fotos e vídeos para “Amigos de amigos”, terão um novo padrão mais restrito de "Amigos" ao publicar.
Conheça todos os atalhos de teclado para usar no bate-papo do Facebook
Opção padrão das mensagens de adolescentes passa a ser apenas para amigos (foto: Reprodução/Facebook) Facebook agora permite posts públicos para perfis de adolescentes (Foto: Reprodução/Facebook)
A mudança de padrão para o envio de mensagens no feed de notícias desta faixa etária, que costumava ser "Amigos de amigos" e passa a ser apenas para "Amigos", aumenta a privacidade para aqueles que publicam sem se preocupar com filtros de público. Já o adolescentes que quiserem, e souberem, mudar configurações, poderão torná-los públicos.
Outra mudança é a possibilidade de ativar a opção "Seguir", para que os posts públicos possam ser vistos no Feed de Notícias de outros usuários e que eles o acompanhem.
Estas mudanças foram feitas porque, segundo o Facebook, o público desta idade têm procurado se engajar mais. “Embora apenas uma pequena fração deste público possa querer postar publicamente, esta atualização dá a eles uma chance de serem vistos de forma mais abrangente, como ocorre com outras mídias sociais”, afirmou a rede social em nota.
O Facebook acrescenta que está procurando melhorar a forma como os adolescentes se conectam com pessoas que eles conhecem. Para garantir a segurança destes usuários, eles receberão notificações adicionais antes de poder compartilhar posts publicamente. Veja:
Em inglês, Facebook mostra mensagens que vai enviar aos adolescentes na rede social (Foto: Reproção/Facebook)Em inglês, Facebook mostra mensagens que vai enviar aos adolescentes (Foto: Reproção/Facebook)
 
Quando eles escolherem tornar um post público, um lembrete será mostrado informando que a publicação poderá ser vista por qualquer pessoa, não só quem eles conhecem na rede.
E, se optarem por continuar publicando publicamente, eles receberão um lembrete adicional.
Outras dicas mais curtas serão mostradas em alertas aos adolescentes no Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)Outras dicas curtas são mostradas em alertas aos adolescentes no Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)
 
 
 
 
 
 Fonte:http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2013/10/facebook-libera-post-publico-para-adolescentes-e-faz-outras-mudancas.html
 
 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pesquisadores britânicos descobriram a primeira substância química capaz de evitar a morte do tecido cerebral

Matheus Oliver Quarta-feira 16/10/13

Alzheimer (Alois Alzheimer, neurologista alemão que primeiro descreveu essa patologia)

  A primeira substância química capaz de evitar a morte do tecido cerebral em uma doença que causa degeneração dos neurônios.

Ainda são necessárias mais pesquisas para desenvolver uma droga que possa ser usada por doentes. Mas os cientistas dizem que um medicamento feito a partir da substância poderia tratar doenças como Alzheimer, Mal de Parkinson, Doença de Huntington, entre outras.
O jornal britânico The Times anunciou "Cura para o Alzheimer 'está ao alcance'" na primeira página. O The Independent saiu com "Cientistas comemoram descoberta histórica na guerra contra o Alzheimer".
Apesar de não se tratarem de manchetes novas, uma grande diferença desta vez é que cientistas cautelosos estão sugerindo que a última descoberta pode ser realmente histórica.
Quase todas as notícias publicadas sobre o assunto têm uma frase do professor Roger Morris, do King's College de Londres.
"Suspeito que esta descoberta será julgada pela história como um momento decisivo na busca de medicamentos para controlar e evitar o Alzheimer", disse o cientista.

Momento importante

A fonte primordial de tanta animação é que a substância química descoberta suspendeu a morte de células do cérebro em um cérebro vivo, que, de outra forma, teria morrido devido a uma doença neurodegenerativa.
Quando entrevistei o professor Morris na noite de quarta-feira, ele usou a palavra "marco" várias vezes.
No estudo do Conselho de Pesquisa Médica na Universidade de Leicester, foram usados camundongos com uma doença semelhante à forma humana da doença da vaca louca. Dentro de oito semanas, os cérebros dos camundongos se deterioraram tanto que a memória e os movimentos estavam afetados. Na 12ª semana, os camundongos estavam mortos.
Mas, quando outros camundongos infectados com a mesma doença receberam um "composto parecido com medicamento", eles sobreviveram às 12 semanas sem sinais de morte de tecido cerebral. A substância química também causou efeitos colaterais como perda de peso e diabetes.
Outra fonte de otimismo são as implicações desta descoberta.
A substância química ajuda o cérebro a lidar com a produção de proteínas defeituosas. O Alzheimer tem uma proteína deformada específica, assim como o Mal de Parkinson e a Doença de Huntington.
A resposta do cérebro a todas estas doenças é suspender a produção de proteínas, mas isto acaba matando as células do cérebro. A substância química descoberta ajuda as células do cérebro a ignorar estas proteínas deformadas, e a continuar funcionando, vivo.

Traços em comum

No passado, a pesquisa em doenças neurodegenerativas se concentrou no que era único àquelas doenças. Esta abordagem analisa o que todas têm em comum. E, se a descoberta realmente funcionar, então levanta a possibilidade de um único medicamento para curar ou evitar quase todas as formas de neurodegeneração.
"Se (a substância) paralisa a degeneração do cérebro, vai parar a doença em pessoas que já têm. E se podemos detectar a doença cedo, vai evitar muita degeneração", afirmou Giovanna Mallucci, que liderou a pesquisa.
"A esperança é deter a morte de células do cérebro e isto é o que é tão animador", acrescentou.
Vale destacar que as descobertas precisas do estudo, uma substância química tóxica que os pesquisadores sequer chamam de medicamento, paralisa a morte de células do cérebro em camundongos.
Claramente, isto não é uma cura, mas abre caminho para uma. Dá às companhias farmacêuticas e cientistas algo para trabalhar.
Este processo levará tempo, provavelmente mais de uma década, sem garantias de sucesso no final.

Exemplos

Na história recente da pesquisa médica há muitos exemplos de medicamentos que pareciam promissores em camundongos, mas acabaram decepcionando quando testados em humanos.
Esta substância química funciona em um cérebro de camundongo, que tem 75 milhões de neurônios. Um cérebro humano, mais complexo e com 85 bilhões de neurônios, é muito diferente.
Simon Ridley, chefe do setor de pesquisa da organização de caridade britânica especializada em Alzheimer, Alzheimer's Research UK, disse à BBC que os pacientes terão que esperar muito.
"Temo que (a espera) será mais longa do que qualquer um de nós gostaria. Acredito que há muitas pessoas que estão desesperadas por qualquer notícia sobre novos tratamentos, que eles gostariam de fazer hoje", afirmou.
"Acho que neste estágio poderíamos esperar uma década antes de sabermos se será eficaz", acrescentou.


 Fonte:BBC Brasil, http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131012_alzheimer_cura_analise_fn.shtml

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Os idosos no Brasil vai quadruplicar até 2060, diz IBGE

Matheus Oliver. Terça-feira, 15/10/13
 
Amparado pela maior expectativa de vida, o número de brasileiros acima de 65 anos deve praticamente quadruplicar até 2060, confirmando a tendência de envelhecimento acelerado da população já apontada por demógrafos.
A estimativa faz parte de uma série de projeções populacionais baseada no Censo de 2010 divulgadas nesta quinta-feira pelo IBGE.

Segundo o órgão, a população com essa faixa etária deve passar de 14,9 milhões (7,4% do total), em 2013, para 58,4 milhões (26,7% do total), em 2060.
No período, a expectativa média de vida do brasileiro deve aumentar dos atuais 75 anos para 81 anos.
De acordo com o IBGE, as mulheres continuarão vivendo mais do que os homens. Em 2060, a expectativa de vida delas será de 84,4 anos, contra 78,03 dos homens.
Hoje, elas vivem, em média, até os 78,5 anos, enquanto eles, até os 71,5 anos.

Bônus demográfico

Com a mudança da estrutura etária brasileira, resultado da redução do número de jovens e do aumento da população idosa, o Brasil deve passar por profundas transformações socioeconômicas.
A principal delas diz respeito ao que especialistas chamam de "bônus demográfico" ou "janela de oportunidades".
O conceito engloba as oportunidades que surgem para o país quando o número de pessoas consideradas economicamente produtivas (as que o IBGE considera em idade de trabalhar, entre 15 a 64 anos) é maior do que a parcela da população dependente (ou seja, menores e idosos que não trabalham).
Calcula-se que em 2013 cada grupo de cem indivíduos em idade ativa sustenta 46 indivíduos.
Segundo as estimativas do IBGE, até 2022 esse número irá caindo – indicando um grande número de pessoas economicamente ativas. Nesse ano, porém, ocorrerá uma inversão, chegando em 2033 ao mesmo nível de 2013.
Já em 2060, a proporção deverá ser de 65,9, ou seja, cada grupo de cem indivíduos em idade ativa sustentará 65,9 indivíduos.

Fecundidade

Ainda segundo o IBGE, ao passo que aumentará a expectativa de vida, cairá o número de filhos por mulher.
O coeficiente, representado pela taxa de fecundidade total, é, atualmente, de 1,77 filhos em média por mulher. Em 2030, a previsão é de que o índice caia para 1,5.
Segundo os especialistas, a taxa já está abaixo da considerada necessária para a reposição natural da população, de 2,1 filhos por mulher.
O levantamento destaca que a queda do número de filhos será registrada, inclusive, em Estados que hoje apresentam taxas superiores à média nacional, como o Acre (2,6 filhos por mulher) ou o Amazonas (2,4 filhos por mulher).
Neles, o coeficiente passará respectivamente, para 1,8 filho por mulher e 1,4 filho por mulher em 2030.
De acordo com o IBGE, o menor número de filhos, tendência registrada desde a década de 70, é explicado pelo adiamento da maternidade.
Em 2013, as brasileiras tinham o primeiro filho aos 26,9 anos, em média. Em 2030, ele virá quase três anos depois, aos 29,3 anos.

Crescimento da população

A queda no número médio de filhos por mulher terá um impacto negativo sobre o crescimento da população brasileira, indicam as projeções.
Segundo os cálculos do IBGE, o número de brasileiros vai crescer até 2042, a partir de quando o número de óbitos superará o de nascimentos.
Em 2060, as estimativas apontam que o país terá o mesmo número de habitantes do que 2025 (218,2 milhões).
De acordo com o órgão, a população do Brasil já ultrapassou, em 2013, pela primeira vez, a marca de 200 milhões de pessoas, chegando a 201 milhões até o fim do ano



 Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/08/130829_demografia_ibge_populacao_brasil_lgb.shtml


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