sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Freud explica: salário de psicólogo é o que mais subiu

A carreira de psicólogo foi a que teve a maior alta salarial no último ano. Novos nichos de atuação, como o big data, contribuem para que cresça a demanda por esses especialistas no comportamento humano.

 

 


São Paulo - Uma pesquisa do site de empregos Catho mostra que a psicologia foi a carreira com maior alta salarial em 2013 — um aumento de 54,7% em relação ao ano anterior.

De acordo com Telma Souza, diretora do site, o crescimento da remuneração apontado pelo estudo beneficiou principalmente os profissionais que atuam no ambiente corporativo. "Isso engloba funções na indústria e na área de serviços", diz Telma.
Segundo a executiva, os melhores rendimentos têm incentivado muitos psicólogos a migrar de especialidade dentro da profissão, trocando a área clínica, por exemplo, pelo trabalho em segmentos tão diversos como administração hospitalar, área educacional ou recrutamento e seleção.
Mas ela faz um alerta. "Cursos de pós-graduação e MBA são mandatórios para quem quer fazer essa transição. É preciso conhecer mais sobre business e marketing", afirma.
Para os especialistas, a versatilidade da psicologia é um dos principais fatores por trás do aumento na demanda por esses profissionais no ambiente corporativo. Uma das mais recentes tendências é o recrutamento de psicólogos por empresas que trabalham com big data — processamento de um grande volume de informações online.
"Na prática, o psicólogo analisa qualquer tipo de informação digital em tempo real e compreende o que há por trás desses números", afirma Adriano Henriques, vice-presidente de inteligência de mercado da Wunderman, uma das maiores agências digitais globais.
Para Adriano, o parecer de psicólogos sobre os dados analisados é fundamental para desenvolver soluções para os negócios. "Eles auxiliam na compreensão do comportamento do consumidor; são o fator humano do levantamento estatístico." Estima-se que o déficit de mão de obra especializada em big data chegará a 60% em 2015. 

Interpretação de dados 

O psicólogo paulistano Arthur Nagae, de 24 anos, nem cogitou a possibilidade de atuar na área clínica. Desde que saiu da universidade, em 2012, tem trabalhado como analista de digital analytics no grupo Newcomm de comunicação, fundado pelo empresário Roberto Justus.
Arthur faz análise da conduta de consumo dos clientes de empresas bancárias, de telecom e de companhias aéreas, acompanhando campanhas publicitárias e seu desempenho na mídia. Por meio das informações analisadas por ele, são montadas ações de marketing para cada marca.
"Trabalho em conjunto com pessoas de mídia, marketing e implementação de sistemas operacionais. Vivo inserido no mundo digital", diz Arthur, que acredita que o big data é uma das áreas mais promissoras para os profissionais de psicologia.
De acordo com um estudo recente da ABI Research, empresa americana de pesquisa e inteligência de mercado, organizações do mundo inteiro vão investir 31 bilhões de dólares neste ano em tecnologias de big data, um mercado que deve crescer 30% ao ano até 2018.
Um bom exemplo é o Google: todos os produtos do gigante de buscas têm base no levantamento de dados gerados graças às ferramentas de análise em larga escala. "Áreas que lidam com o comportamento humano, como a psicologia e a economia, cada vez mais terão ligação com o marketing, a publicidade e o big data", afirma Adriano, da Wunderman.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Estudante de psicologia lança livro de poesias

Rodrigo Fernandes Ferreira Brito - Estudante de psicologia - 07-01-13
Estudante de psicologia Rodrigo Fernandes Ferreira Brito, autor do livro “Solstício ao Luar”

O estudante de psicologia Rodrigo Fernandes Ferreira Brito lança no próximo dia 10, a partir das 19 horas, na Center Livros do Shopping, o seu livro de poesia “Solstício ao Luar”.
“A obra é composta com 66 poesias surrealistas inspiradas nas obras Salvador Dali, André Breton e Ciro Pessoa”, disse o autor. O livro é um trabalho da editora Multifoco.
Rodrigo Fernandes nasceu em Cuiabá, mas reside em Rondonópolis, onde cursa a graduação de psicologia na Universidade Federal de Mato Grosso. Dedica-se à literatura desde 2006. Iniciou a carreira poética sobre a influência do amor romântico de Àlvares de Azevedo, Junqueira Freire, Casimiro de Abreu, Byron e Keats.
No ano de 2012, descobre as poéticas de Ciro Pessoa, André Breton, Salvador Dali e dedica-se, desde então, os seus suspiros lisérgicos ao Surrealismo. Possui poesias publicadas nos jornais A Tribuna e Zero Hora, de Porto Alegre, Jornal de Santa Catarina, em Blumenau, e nas antologias “Concurso Literário *Professor Sérgio Dalate*: Contos e Poemas”. Também possui publicações no “Concurso Nacional Novos Poetas 2012: Prêmio Sarau Brasil”.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Livro 'Residência em Psicologia'

Livro 'Residência em Psicologia' do HU é lançado em Juiz de Fora

 


O livro “Residência em Psicologia: novos contextos e desafios para a formação em saúde”, organizado por Maria Stella Tavares Filgueiras, Gabriela Guerra Gonze e Rosimeire Aparecida Neto Dias Villela, será lançado nesta terça-feira (7), a partir das 19h30, no Forum da Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O livro trata sobre a saúde coletiva nas instituições públicas, atenção ao bem-estar da criança e do adulto, sanidade mental, entre outros, com o objetivo de ressaltar a importância dos diversos projetos oferecidos pela Residência em Psicologia Hospitalar do HU.
Parte da publicação foi lançada em 2010, como produto da experiência da Residência em Psicologia Hospitalar e da Saúde do Hospital Universitário (HU) da UFJF. O lançamento do segunda parte terá uma ampliação de áreas participantes, incluindo Enfermagem, Fisioterapia, Medicina e Serviço Social. A seleção apresenta textos do atual coordenador da residência, professor Antenor Salzer Rodrigues, que escreveu um dos artigos e o posfácio, além de textos das organizadoras.
O Forum da Cultura fica na Rua Santo Antônio, nº 1.112, no Centro.
O livro trata de temáticas ligadas à saúde coletiva nas instituições públicas, como atenção ao bem-estar da criança e do adulto, sanidade mental, entre muitas outras.
O livro trata de temáticas ligadas à saúde coletiva nas instituições públicas, como atenção ao bem-estar da criança e do adulto, sanidade mental, entre muitas outras.


No dia 07 de janeiro, às 19h30, será lançado o livro ‘Residência em Psicologia: novos contextos e desafios para a formação em saúde’, organizado por Maria Stella Tavares Filgueiras, Gabriela Guerra Gonze e Rosimeire Aparecida Neto Dias Villela, no Forum da Cultura, da UFJF.
A publicação da Editora Vozes foi lançada em seu primeiro tomo em 2010, como fruto da experiência da Residência em Psicologia Hospitalar e da Saúde do HU/UFJF. O lançamento do segundo tomo apresenta uma ampliação de áreas participantes, além da Psicologia, incluindo Enfermagem, Fisioterapia, Medicina e Serviço Social.
A seleção conta com textos do atual coordenador da residência, professor Antenor Salzer Rodrigues, que escreveu um dos artigos e o posfácio e das organizadoras, Gabriela Guerra Gonze e Rosimeire Aparecida Neto Dias Villela e a psicanalista e professora, Maria Stella Tavares Filgueiras.
A temática abrange a saúde coletiva nas instituições públicas, atenção ao bem-estar da criança e do adulto, sanidade mental, entre muitas outras, ressaltando a importância dos diversos projetos oferecidos pela Residência em Psicologia Hospitalar do HU.
A obra mostra os conhecimentos compartilhados com a inclusão de dificuldades, frustrações e êxitos, sobretudo, a realização profissional de todos aqueles que, movidos pelo ideal da construção de um trabalho interdisciplinar, almejam uma melhor qualidade da assistência na saúde pública.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Cascavel: Simpósio de Psicologia tem palestra com Ana Bock

Além da conferência, evento contou com apresentações de trabalhos científicos, mesa-redonda e minicursos
 
Ainda repercute na Universidade Paranaense – Unipar, Unidade de Cascavel, a presença da psicóloga Ana Mercês Bahia Bock, conferencista que abriu o 12º Simpósio de Psicologia, evento que contou com a participação de estudantes de toda a região. Autora de livros de referência na academia, Bock iniciou falando de escolhas, que permitem a identificação do eu, e de sofrimentos psíquicos – algo que vai aparecer na história e dizer quem o sujeito é, de que forma o seu jeito tem a ver com a sociedade em que vive. “A gente se perde quando não percebe o que está à volta”, refletiu.
A psicóloga Ana Bock ministra palestra em Cascavel
Ao fazer um histórico do curso, lembra que surge a partir da Lei 4119/62, representando uma demanda social: “Devida à modernização do país agrário tem início os testes psicológicos, forma objetiva de selecionar, diferenciar e categorizar pessoas. A industrialização anseia em colocar o homem certo no lugar certo, processo que foi alimentado pela elite”.
Segundo explanou, na ditadura a psicologia foi aberta para a camada média, crescendo como categoria profissional. “Não havia diversidade de intervenções e ações; ganhamos a certidão de nascimento sem que a criança tivesse nascido”.
A psicóloga Cynthia de Moura, em palestra sobre jogos lúdicos
Seu propósito foi, além de refletir sobre o que é psicologia, pensar qual é sua contribuição social. A psicóloga explica que, quando a ciência começava a engatinhar, no cenário nacional crescia o movimento social contra a ditadura e anistia, e, neste contexto, as aulas permitiam a reflexão de ideias de esquerda, progressista, levantando ao questionamento de que psicólogo quero ser e a quem servir.

Psicólogos compartilham sobre atuação com adolescentes em conflito com a Lei
Bock ainda fundamenta que as práticas precisam ser pesquisadas, inseridas nas grades curriculares e, independente de ênfase, é preciso, em primeiro lugar, saber qual a realidade que posso contribuir para a transformação, capaz de ousar falar, de refletir sobre um problema e fazer uma leitura do que acontece ao entorno.
“Por que ficamos de costas para a realidade social?”, indagou, esclarecendo: “Porque não precisamos dela, temos concepção universal e abstrata do sujeito. Precisamos rever a concepção de fenômeno psicológico e nos aproximar da concepção real da psicologia para um país digno. Saber o que o sujeito pensa e deixar que nos ensine primeiro quem é ele, para olhar a queixa que nos apresenta”.
Além da palestra ‘Os caminhos da Psicologia, o Simpósio contou com o conhecimento da psicóloga Cynthia Borges de Moura, que abordou o tema ‘Recursos lúdicos na psicoterapia infantil’. Ressaltou que, por meio dos jogos, é importante identificar formas de comemoração (abraço de urso, beijo de esquimó, de borboleta, massagem nos pés e ombros, cafuné nos cabelos) e verbalizações, com o objetivo de a criança aprender o que significam os sentimentos e quais reconhece nela.
Teve também mostra de painéis de estágio, apresentações de trabalhos científicos, mesa-redonda envolvendo discussões sobre adolescente em conflito com a Lei, e minicursos, discorrendo assuntos como ‘avaliação neuropsicológica’, ‘medicalização, TDAH, dislexia e outros diagnósticos’, ‘treinamento e desenvolvimento de pessoas’, ‘vivências em psicologia corporal’ e ‘técnicas de relaxamento e massagem para bebê e criança em situação de risco’.

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