sábado, 8 de fevereiro de 2014

Portugal:Câmara de Vila do Bispo cria serviço de psicologia gratuito


A Câmara Municipal de Vila do Bispo anunciou a criação de um serviço de psicologia, que oferece consultas gratuitas nesta área clínica à população do conselho.

Este novo serviço tem como objetivo a avaliação e acompanhamento psicológico dos munícipes (crianças, jovens e adultos) que a ele se dirijam ou que sejam encaminhados pelos serviços que intervêm na área social, visando contribuir para o seu bem-estar, adaptação e ajustamento psicológico.

Segundo a autarquia, o serviço visa, para além disso, fazer o encaminhamento de casos que necessitem de acompanhamento multidisciplinar para as instituições adequadas.

Neste âmbito, está disponível uma psicóloga, membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, que desenvolve trabalho na área da consulta psicológica individual, avaliação, acompanhamento e aconselhamento.

Assim, as áreas a intervir abrangem a avaliação e acompanhamento psicológico junto de crianças, jovens e adultos do conselho; o acompanhamento direto e indireto de processos instaurados e execução de atividades de sensibilização promovidas pela CPCJ; e a colaboração nos projetos/atividades promovidas pelo gabinete de ação social e saúde.

As consultas são gratuitas e podem ser solicitadas nos serviços de Ação Social e Saúde da autarquia, através do telefone 282630600. 

Fontehttp://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=143411

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Pedofilia: Jornada de Estudos debateu aspectos da pedofilia

Infância e Juventude


Por Jorn. Camila Sesti
Veleda Dobke (centro) e Jussara Ritter (D) durante o evento
 
Nesta quarta-feira, 18, data que marcou o Dia Nacional de Luta contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual Infantil, foi realizada a VII Jornada de Estudos sobre Abuso Sexual Infantil. O evento foi promovido pela 11ª Promotoria de Justiça Criminal Extrajudicial de Combate à Violência Doméstica Familiar, representada pela promotora de Justiça Veleda Maria Dobke, e o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Adolescência da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (NEPA/Ufrgs). A atividade, que neste ano teve como objetivo elucidar e problematizar aspectos relativos à pedofilia, a partir de aspectos psicológicos, educacionais e jurídicos, lotou o auditório do Palácio do Ministério Público, na Praça da Matriz, em Porto Alegre.

A primeira palestrante do evento, Marli Kath Satler, psicóloga e coordenadora do Grupo de Estudo e Atendimento em Violência Doméstica, discorreu sobre “Aspectos psicológicos sobre a pedofilia e a pessoa que exerce o abuso sexual”. Conforme Marli, há pouco tempo se tem um olhar voltado especificamente ao abusador (identificação dos tipos, características, motivações, entre outros). “Por muito tempo se colocou a culpa do abuso infantil na própria criança abusada (sedutora), ou na mãe que oferecia a criança ou não tinha cuidados suficientes com ela”, lembrou a psicóloga, que explicou que foram membros do FBI americano que passaram a estudar o abusador, auxiliando muito na identificação dos casos por psicólogos.

“Pedofilização como prática social contemporânea: construindo sujeitos pedófilos?”, foi o tema abordado pela psicóloga Jane Felipe de Souza, que falou sobre a construção dos gêneros na infância, a partir de diversos fatores como meio, religião, classes sociais, e os limites da utilização do corpo das crianças pelos adultos (por exemplo, através de brincadeiras).

O coordenador-geral da Comissão de Direitos Humanos Sobral Pinto da OAB/RS, Ricardo Breier, abordou, por fim, os aspectos jurídicos do abuso e as visões sobre o tema dentro da criminologia. Breier, que é co-autor da obra "Pedofilia - Aspectos Psicológicos e Penais", destacou as transformações sofridas pela legislação brasileira nos últimos anos e as diferentes interpretações da lei que versa sobre pedofilia. Ele sustenta que a legislação brasileira condiz com o que é praticado no resto do mundo, mas está "afastada da realidade, por questões sócio-culturais". O advogado salientou, ainda, que o ideal no cumprimento das penas decorrentes de crimes sexuais seria a combinação com tratamentos, para evitar que houvesse reincidência.
O evento, que teve caráter multidisciplinar, contou, ainda, com a presença da procuradora de Justiça Jussara Maria Lahude Ritter, que representou o Ministério Público e a Associação do MP.

As palestrantes Marli Kath Satler e Jane Felipe de Souza
Ricardo Breier falou sobre os aspectos jurídicos da pedofilia
Agência de Notícias


Fonte: http://www.mprs.mp.br/noticias/id24934.htm
Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul
Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80 - Porto Alegre - CEP.: 90050-190 - Tel.: (51) 3295-1100

Psicologia contra a vida moderna

Experiência soviética ensinou os russos de que era melhor sofrer do que admitir a necessidade de ajudar. Mas os tempos estão mudando. 
Anna Trofímova, Gazeta Russa
Psicologia contra a vida moderna
Life coaching é prática cada vez mais popular entre os russos Foto: Getty Images/Fotobank
Não é surpresa alguma que viver na Rússia é difícil. Trata-se de um país frio, os salários são baixos e o governo tende a ser indiferente com a população. No entanto, os russos tradicionalmente assumem a perspectiva de que sofrer faz parte da vida e, portanto, não vale a pena discorrer sobre isso. Recentemente, contudo, um número maior de russos começou a procurar ajuda de especialistas.

10 razões para sorrir (ou não) na Rússia
“Recorri a psicólogos e definitivamente continuarei fazendo isso”, diz Olga Gavrílova, 30, editora-chefe do canal de negócios “Uspekh” (“Sucesso”). “Nosso cérebro é um sistema tão complexo, e os psicólogos abrem todas as travas da nossa consciência com bastante cuidado.”
Gavrilova pode ser, entretanto, a exceção que prova a regra. O administrador, Dmítri Smirnov, 28, pensa que a melhor solução para qualquer problema ainda é ir ao bar com os amigos. “Tenho certeza de que isso me ajudará muito mais do que o melhor psicólogo do mundo”, defende.
Um pouco de história
A postura russa em relação à psicologia se deve parcialmente ao modo de vida sob o regime comunista. Na época soviética, as pessoas ouviam constantemente que suas vidas eram maravilhosas – e pensar de outra forma era sinal de antipatriotismo.
Após a queda da URSS, os russos foram confrontados tanto com as dificuldades da “terapia de choque” econômica, que causou a ruína do antigo padrão de vida, como com a invasão da cultura pop vinda do exterior, mostrando como era a vida em países mais afluentes. Embora essa combinação supostamente incentivasse as pessoas a procurar ajuda psiquiátrica, a realidade mostrou o contrário.
“Na União Soviética, a psicologia como ciência, cujo objetivo era desenvolver o potencial das pessoas, não era nem um pouco bem-vinda”, diz Rustam Nabiúllin, psiсoterapeuta do Centro Cultural "Punctum", em Moscou. Em vez disso, ser enviado a um psiquiatra era considerado uma forma de punição. Ainda hoje, o prefixo “psico” é um termo pejorativo no país.

De acordo com o psicoterapeuta Rustam Nabiúllin, os russos atualmente:

1)      Apresentam altíssimo nível de ansiedade
2)      Sofrem de estresse e exaustão constantes
3)      Confiam apenas em si mesmo e têm receio de pedir ajuda
4)      Consideram fraco alguém que expresse os seus sentimentos
5)      Estão sempre esperando que algo ruim aconteça
As hotlines, ou linhas diretas, para pessoas em busca de ajuda psicológica surgiram no final da década de 1980, mas o primeiro centro oficial com tal finalidade foi criado apenas em setembro de 1999 pelo Ministério para Situações de Emergência. O Centro para Ajuda Psicológica era uma espécie de departamento dentro do próprio ministério e tinha objetivo de oferecer auxílio aos funcionários do órgão que haviam trabalhado em missões difíceis, tais como ataques terroristas e acidentes de avião.
Psicologia hoje
Hoje em dia, existem sete centros de aconselhamento em Moscou que oferecem gratuitamente ajuda psicológica para os moradores da capital – o que corresponde ao número de distritos da cidade. Por outro lado, de acordo com estatísticas de 2013, há mais de 80 centros privados oficialmente registrados que prestam ajuda semelhante.
“Acho que o maior problema hoje em dia é que, no nosso país, há poucos psicólogos formados. Existem muitas pessoas que se autointitulam psicólogos, mas eles não sabem realmente como ajudar as pessoas”, diz Gavrílova. “Um bom especialista é aquele que tem anos de prática e conhece toneladas de métodos que podem ser aplicados aos pacientes.”

Como os russos se relacionam com o corpo
O jovem administrador Smirnov, no entanto, acredita que mesmo consultar-se com um bom profissional pode ter seus inconvenientes. “Quando você procura o seu psicólogo cada vez que tem algum problema, mesmo os menos importantes, você acaba se tornando viciado e não pode mais viver sem ele”, argumenta.
Como resultado, muitos jovens russos preferem recorrer à seção de livros de autoajuda nas livrarias ou procurar por obras sobre o assunto na internet. Prova disso é que o Google Rússia apresenta 12,2 milhões de resultados ao simplesmente digitar “download de livros sobre psicologia” no campo de busca. Quando a pesquisa inclui “livros de treinamento pessoal”, são mais de 600 mil páginas encontradas. 

Treinamento pessoal

O “life coaching”, ou treinamento pessoal, também está sendo tornando cada vez mais popular entre os russos. Essa técnica foi introduzida nos Estados Unidos e, desde então, espalhou-se por diversas partes do mundo. Com a ajuda da internet, é fácil achar vídeos e lições on-line sobre treinamento ou contratar um “coach” (treinador) por Skype.
“Um coach profissional deve ser capaz de não apenas escutar, mas ouvir o seu cliente com atenção e fazer perguntas adequadas que ajudarão a guiar a pessoa para a resposta certa”, explica Olga Gavrílina, que atua como coach no Centro Punctum de Moscou.

O coaching pessoal como um sistema nasceu a partir da psicologia do esporte. Os atletas que treinam para se tornarem campeões precisam de uma forte motivação, e o treinador encontra maneiras de fornecer esse estímulo. Da mesma forma, o coaching psicológico desenvolvido por Marylin Atkinson ajuda as pessoas a desbloquear o seu potencial interior e a usá-lo no cotidiano.

“Às vezes, as pessoas, especialmente aqui na Rússia, pensam que essa prática é superficial. Mas, depois de trabalhar como coach por mais de cinco anos, posso assegurá-los de que lidar com potencial não explorado é, muitas vezes, bem mais difícil do que lidar com uma experiência emocional do passado”, completa a psicóloga.
Enquanto os europeus e americanos se beneficiam de um sistema bem estabelecido de programas de treinamento pessoal e metodologia psicológica desenvolvida, a Rússia parece estagnada no desenvolvimento de tais práticas. A esperança é que, considerando os grandes desafios da vida moderna, as chances de a Rússia rapidamente alcançar os demais países também sejam grandes.




Fonte:http://gazetarussa.com.br/

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Estudantes reivindicam, durante todo o dia, por mais docentes no curso.

Alunos de psicologia da UFTM fazem protesto por professor em Uberaba


Universidade informou que o reitor receberá os alunos para discussão.


protesto psicologia Uberaba (Foto: Reprodução/TV Integração) 
Alunos reivindicam aumento no número de docentes (Foto: Reprodução/TV Integração)

Alunos do curso de Psicologia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) de Uberaba estão reunidos em frente à instituição desde a manhã desta segunda-feira (3) reivindicando a falta de professores. Segundo uma das alunas, Luciana Trajano, o curso de Psicologia da universidade conta apenas com 13 docentes, enquanto em outras instituições o mesmo curso conta com 40. A Universidade informou que os alunos foram ouvidos pela vice-reitora.
Em entrevista ao portal, a aluna ainda afirmou que cerca de 200 alunos estão andando pela universidade, em um movimento pacífico com cartazes e fazendo barulho. “Queremos chamar a atenção da comunidade acadêmica, porque não é um problema só do curso de Psicologia, mas no caso, se o reitor continuar a nos ignorar, 40% do nosso curso vai parar, travando disciplinas e estágios”, completou.
Por meio de nota, a assessoria da UFTM informou que a vice-reitora Ana Lúcia de Assis Simões esteve na manifestação, ouviu os pedidos e reivindicações dos alunos e garantiu que na manhã desta terça-feira (4) o reitor Virmondes Rodrigues Junior receberá os alunos para dar continuidade às discussões.
 
 
 
 
Fonte:http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2014/02/alunos-de-psicologia-da-uftm-fazem-protesto-por-professor-em-uberaba.html
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