A Câmara Municipal de Vila do Bispo anunciou a criação de um serviço de psicologia, que oferece consultas gratuitas nesta área clínica à população do conselho.
Este novo serviço tem como objetivo a avaliação e acompanhamento psicológico dos munícipes (crianças, jovens e adultos) que a ele se dirijam ou que sejam encaminhados pelos serviços que intervêm na área social, visando contribuir para o seu bem-estar, adaptação e ajustamento psicológico.
Segundo a autarquia, o serviço visa, para além disso, fazer o encaminhamento de casos que necessitem de acompanhamento multidisciplinar para as instituições adequadas.
Neste âmbito, está disponível uma psicóloga, membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, que desenvolve trabalho na área da consulta psicológica individual, avaliação, acompanhamento e aconselhamento.
Assim, as áreas a intervir abrangem a avaliação e acompanhamento psicológico junto de crianças, jovens e adultos do conselho; o acompanhamento direto e indireto de processos instaurados e execução de atividades de sensibilização promovidas pela CPCJ; e a colaboração nos projetos/atividades promovidas pelo gabinete de ação social e saúde.
As consultas são gratuitas e podem ser solicitadas nos serviços de Ação Social e Saúde da autarquia, através do telefone 282630600.
Veleda Dobke (centro) e Jussara Ritter (D) durante o evento
Nesta quarta-feira, 18, data que marcou o Dia Nacional de
Luta contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual Infantil, foi realizada
a VII Jornada de Estudos sobre Abuso Sexual Infantil. O evento foi
promovido pela 11ª Promotoria de Justiça Criminal Extrajudicial de
Combate à Violência Doméstica Familiar, representada pela promotora de
Justiça Veleda Maria Dobke, e o Núcleo de Estudos e Pesquisas em
Adolescência da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (NEPA/Ufrgs). A
atividade, que neste ano teve como objetivo elucidar e problematizar
aspectos relativos à pedofilia, a partir de aspectos psicológicos,
educacionais e jurídicos, lotou o auditório do Palácio do Ministério
Público, na Praça da Matriz, em Porto Alegre.
A primeira palestrante do evento, Marli Kath Satler, psicóloga e
coordenadora do Grupo de Estudo e Atendimento em Violência Doméstica,
discorreu sobre “Aspectos psicológicos sobre a pedofilia e a pessoa que
exerce o abuso sexual”. Conforme Marli, há pouco tempo se tem um olhar
voltado especificamente ao abusador (identificação dos tipos,
características, motivações, entre outros). “Por muito tempo se colocou a
culpa do abuso infantil na própria criança abusada (sedutora), ou na
mãe que oferecia a criança ou não tinha cuidados suficientes com ela”,
lembrou a psicóloga, que explicou que foram membros do FBI americano que
passaram a estudar o abusador, auxiliando muito na identificação dos
casos por psicólogos.
“Pedofilização como prática social contemporânea: construindo
sujeitos pedófilos?”, foi o tema abordado pela psicóloga Jane Felipe de
Souza, que falou sobre a construção dos gêneros na infância, a partir de
diversos fatores como meio, religião, classes sociais, e os limites da
utilização do corpo das crianças pelos adultos (por exemplo, através de
brincadeiras).
O coordenador-geral da Comissão de Direitos Humanos Sobral Pinto da
OAB/RS, Ricardo Breier, abordou, por fim, os aspectos jurídicos do abuso
e as visões sobre o tema dentro da criminologia. Breier, que é co-autor
da obra "Pedofilia - Aspectos Psicológicos e Penais", destacou as
transformações sofridas pela legislação brasileira nos últimos anos e as
diferentes interpretações da lei que versa sobre pedofilia. Ele
sustenta que a legislação brasileira condiz com o que é praticado no
resto do mundo, mas está "afastada da realidade, por questões
sócio-culturais". O advogado salientou, ainda, que o ideal no
cumprimento das penas decorrentes de crimes sexuais seria a combinação
com tratamentos, para evitar que houvesse reincidência.
O evento, que teve caráter multidisciplinar, contou, ainda, com a
presença da procuradora de Justiça Jussara Maria Lahude Ritter, que
representou o Ministério Público e a Associação do MP.
As palestrantes Marli Kath Satler e Jane Felipe de Souza
Ricardo Breier falou sobre os aspectos jurídicos da pedofilia
Agência de Notícias
Fonte: http://www.mprs.mp.br/noticias/id24934.htm
Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80 - Porto Alegre - CEP.: 90050-190 - Tel.: (51) 3295-1100
Experiência soviética ensinou os russos de que era melhor sofrer do
que admitir a necessidade de ajudar. Mas os tempos estão mudando.
Anna Trofímova, Gazeta Russa
Life coaching é prática cada vez mais popular entre os russos Foto: Getty Images/Fotobank
Não é surpresa alguma que viver na
Rússia é difícil. Trata-se de um país frio, os salários são baixos e o governo
tende a ser indiferente com a população. No entanto, os russos tradicionalmente
assumem a perspectiva de que sofrer faz parte da vida e, portanto, não vale a pena
discorrer sobre isso. Recentemente, contudo, um número maior de russos começou
a procurar ajuda de especialistas.
10
razões para sorrir (ou não) na Rússia
“Recorri a psicólogos e definitivamente
continuarei fazendo isso”, diz Olga Gavrílova, 30, editora-chefe do canal de
negócios “Uspekh” (“Sucesso”). “Nosso cérebro é um sistema tão complexo, e os
psicólogos abrem todas as travas da nossa consciência com bastante cuidado.”
Gavrilova pode ser, entretanto, a
exceção que prova a regra. O administrador, Dmítri Smirnov, 28, pensa que a
melhor solução para qualquer problema ainda é ir ao bar com os amigos. “Tenho
certeza de que isso me ajudará muito mais do que o melhor psicólogo do mundo”,
defende.
Um pouco de história
A postura russa em relação à psicologia
se deve parcialmente ao modo de vida sob o regime comunista. Na época
soviética, as pessoas ouviam constantemente que suas vidas eram maravilhosas – e
pensar de outra forma era sinal de antipatriotismo.
Após a queda da URSS, os russos foram
confrontados tanto com as dificuldades da “terapia de choque” econômica, que
causou a ruína do antigo padrão de vida, como com a invasão da cultura pop
vinda do exterior, mostrando como era a vida em países mais afluentes. Embora
essa combinação supostamente incentivasse as pessoas a procurar ajuda
psiquiátrica, a realidade mostrou o contrário.
“Na União Soviética, a psicologia como
ciência, cujo objetivo era desenvolver o potencial das pessoas, não era
nem um
pouco bem-vinda”, diz Rustam Nabiúllin, psiсoterapeuta do Centro
Cultural "Punctum", em Moscou. Em vez disso, ser enviado a um psiquiatra
era
considerado uma forma de punição. Ainda hoje, o prefixo “psico” é um
termo
pejorativo no país.
De acordo com o psicoterapeuta Rustam Nabiúllin, os russos atualmente:
1) Apresentam altíssimo nível de ansiedade 2) Sofrem de estresse e exaustão constantes 3) Confiam apenas em si mesmo e têm receio de pedir ajuda 4) Consideram fraco alguém que expresse os seus sentimentos 5) Estão sempre esperando que algo ruim aconteça
As hotlines, ou linhas diretas, para
pessoas em busca de ajuda psicológica surgiram no final da década de 1980, mas o
primeiro centro oficial com tal finalidade foi criado apenas em setembro de
1999 pelo Ministério para Situações de Emergência. O Centro para Ajuda
Psicológica era uma espécie de departamento dentro do próprio ministério e
tinha objetivo de oferecer auxílio aos funcionários do órgão que haviam
trabalhado em missões difíceis, tais como ataques terroristas e acidentes de
avião.
Psicologia hoje
Hoje em dia, existem sete centros de
aconselhamento em Moscou que oferecem gratuitamente ajuda psicológica para os
moradores da capital – o que corresponde ao número de distritos da cidade. Por
outro lado, de acordo com estatísticas de 2013, há mais de 80 centros privados
oficialmente registrados que prestam ajuda semelhante.
“Acho que o maior problema hoje em dia é
que, no nosso país, há poucos psicólogos formados. Existem muitas pessoas que
se autointitulam psicólogos, mas eles não sabem realmente como ajudar as
pessoas”, diz Gavrílova. “Um bom especialista é aquele que tem anos de prática
e conhece toneladas de métodos que podem ser aplicados aos pacientes.”
Como
os russos se relacionam com o corpo
O jovem administrador Smirnov, no
entanto, acredita que mesmo consultar-se com um bom profissional pode ter seus
inconvenientes. “Quando você procura o seu psicólogo cada vez que tem algum
problema, mesmo os menos importantes, você acaba se tornando viciado e não pode
mais viver sem ele”, argumenta.
Como resultado, muitos jovens russos
preferem recorrer à seção de livros de autoajuda nas livrarias ou procurar por
obras sobre o assunto na internet. Prova disso é que o Google Rússia apresenta
12,2 milhões de resultados ao simplesmente digitar “download de livros sobre
psicologia” no campo de busca. Quando a pesquisa inclui “livros de treinamento
pessoal”, são mais de 600 mil páginas encontradas.
Treinamento pessoal
O “life coaching”, ou treinamento
pessoal, também está sendo tornando cada vez mais popular entre os russos. Essa
técnica foi introduzida nos Estados Unidos e, desde então, espalhou-se por
diversas partes do mundo. Com a ajuda da internet, é fácil achar vídeos e
lições on-line sobre treinamento ou contratar um “coach” (treinador) por Skype.
“Um coach profissional deve ser capaz de
não apenas escutar, mas ouvir o seu cliente com atenção e fazer perguntas
adequadas que ajudarão a guiar a pessoa para a resposta certa”, explica Olga Gavrílina,
que atua como coach no Centro Punctum de Moscou.
O
coaching pessoal como um sistema nasceu a partir da psicologia do
esporte. Os atletas que treinam para se tornarem campeões precisam de
uma forte motivação, e o treinador encontra maneiras de fornecer esse
estímulo. Da mesma forma, o coaching psicológico desenvolvido por
Marylin Atkinson ajuda as pessoas a desbloquear o seu potencial interior
e a usá-lo no cotidiano.
“Às vezes, as pessoas, especialmente
aqui na Rússia, pensam que essa prática é superficial. Mas, depois de trabalhar
como coach por mais de cinco anos, posso assegurá-los de que lidar com
potencial não explorado é, muitas vezes, bem mais difícil do que lidar com uma
experiência emocional do passado”, completa a psicóloga.
Enquanto os europeus e americanos se
beneficiam de um sistema bem estabelecido de programas de treinamento pessoal e
metodologia psicológica desenvolvida, a Rússia parece estagnada no
desenvolvimento de tais práticas. A esperança é que, considerando os grandes
desafios da vida moderna, as chances de a Rússia rapidamente alcançar os demais
países também sejam grandes.
Alunos de psicologia da UFTM fazem protesto por professor em Uberaba
Universidade informou que o reitor receberá os alunos para discussão.
Alunos reivindicam aumento no número dedocentes (Foto: Reprodução/TV Integração)
Alunos do curso de Psicologia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) de Uberaba
estão reunidos em frente à instituição desde a manhã desta
segunda-feira (3) reivindicando a falta de professores. Segundo uma das
alunas, Luciana Trajano, o curso de Psicologia da universidade conta
apenas com 13 docentes, enquanto em outras instituições o mesmo curso
conta com 40. A Universidade informou que os alunos foram ouvidos pela
vice-reitora.
Em entrevista ao portal, a aluna ainda afirmou que cerca
de 200 alunos estão andando pela universidade, em um movimento pacífico
com cartazes e fazendo barulho. “Queremos chamar a atenção da comunidade
acadêmica, porque não é um problema só do curso de Psicologia, mas no
caso, se o reitor continuar a nos ignorar, 40% do nosso curso vai parar,
travando disciplinas e estágios”, completou.
Por meio de nota, a assessoria da UFTM informou que a vice-reitora Ana
Lúcia de Assis Simões esteve na manifestação, ouviu os pedidos e
reivindicações dos alunos e garantiu que na manhã desta terça-feira (4) o
reitor Virmondes Rodrigues Junior receberá os alunos para dar
continuidade às discussões.