domingo, 14 de junho de 2015

ALUNOS DA FTC JEQUIÉ APRESENTARAM NESTA SEXTA-FEIRA UM TRABALHO COM O TEMA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: PRINCIPAIS CAUSAS E CONSEQUÊNCIA



FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS

JHÉSSICA LOPES
TALITA PEIXOTO
MATHEUS SILVA
MARCIA VIEIRA
RITA JANUÁRIO






SAÙDE E CIDADANIA
Gravidez na adolescência: Principais causas e consequências














JEQUIÉ - BA
2015



JHÉSSICA LOPES
TALITA PEIXOTO
MATHEUS SILVA
MARCIA VIEIRA
RITA JANUÁRIO








SAÙDE E CIDADANIA
Gravidez na adolescência: Principais causas e consequências


Projeto submetido à apreciação da disciplina Trabalho Interdisciplinar Dirigido IV, ministrada pela professora Me. Verena Santos Andrade Ferreira, do curso de Psicologia na Faculdade de Tecnologia e Ciência, pela equipe do 6° semestre, turno noturno para fins parciais de avaliação.







JEQUIÉ – BA
2015
GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: PRINCIPAIS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS
Jhéssica de Jesus Lopes1
Talita Peixoto de Figueredo2
Matheus de Oliveira Silva3
Márcia Vieira Alves4
Rita de Cássia Santana Januário5

ABSTRACT
A adolescência compreende todas as mudanças sociais e emocionais dessa faixa etária. Os processos de reflexões são de extrema importância na adequação de muitos assuntos na adolescência, e a sexualidade na adolescência deve ser trabalhada com cuidado. Este projeto contribuiu para facilitar um debate com este grupo de jovens, com as discussões e a pesquisa bibliográfica onde embasamos para produzir o Workshop. Foram explanados os subtemas implicações de uma gravidez, implicações para a mãe e o bebê, impacto familiar e como prevenir. Diante, a gravidez será assimilada, aceita, desenvolvida na adolescente que estão em uma mudança radical, tanto corporal quanto psicológico. Importante lembrar que essa etapa é justamente àquela na qual estruturamos nossa identidade, uma fase em que se altera a visão de mundo a partir da infância, que é um processo que inicia- se uma orientação para a fase adulta.
Palavras - chave: Adolescência, Família, Jovens, Gravidez.

RESUMO
Adolescence comprises all social and emotional changes this age group. Reflections processes are extremely important in the adaptation of many subjects adolescence and sexuality in adolescence should be crafted carefully. This project helped to facilitate a discussion with this group of young people, with the discussions and the literature where embasamos to produce the Workshop. Have been described subthemes implications of a pregnancy, implications for the mother and the baby, family impact and how to prevent. On, the pregnancy will be assimilated, accepted, developed in adolescents who are in a radical change, both bodily and psychological. Important to remember that this step is just to that in which we structure our identity, a stage that changes the worldview from childhood, which is a process that is initiated guidance for adulthood.

Key - word: Adolescence, Family, Youth, pregnancy.
[1, 2, 3, 4 e 5] Respectivamente: Jhéssica de Jesus Lopes, Talita Peixoto de Figueredo, Matheus de Oliveira Silva, Márcia Vieira Alves e Rita de Cássia Santana Januário, graduandos em Psicologia pela Faculdade de Tecnologia e Ciências; Jequié-Bahia (2015).
Endereço correspondência: matheusoliver0@gmail.com, jheuhtinha91@hotmail.com.br, marcia.life.22@hotmail.com, taali.peixoto@hotmail.com e rita.janu@hotmail.com.


INTRODUÇÃO

Segundo A Organização Mundial de Saúde (OMS) (BRILHANTE, CATRIB, 2011), delimita a adolescência como a segunda década de vida, ou seja, dos 10 aos 19 anos aproximadamente, sendo uma etapa do desenvolvimento humano em que ocorre a transição entre a passagem da infância para a vida adulta, ocorrendo várias mudanças físicas, psicológicas, biológicas e sociais, na qual essas transformações levam a adolescência a ser uma fase complicada da vida, gerando vários conflitos.
Segundo Papalia (2006), a maturação sexual leva a atividade sexual precoce, pois o adolescente, que ainda não está totalmente consciente de suas mudanças, acaba iniciando sua vida sexual de forma descuidada, seja por pressão dos amigos ou namorado, seja como forma de desafiar a família, enfrentando-a, entre outros motivos. O mesmo autor destaca que especialistas discordam a respeito das causas da gravidez na adolescência. Alguns pesquisadores apontam fatores como menor estigma em relação a mães solteiras, exaltação do sexo nos meios de comunicação, a ausência de uma mensagem clara de que sexo e paternidade, maternidade, são para adultos, a influência do abuso sexual de crianças e o fracasso dos pais em se comunicar com os filhos.
Além do pensamento do próprio adolescente, a sociedade também desenvolveu opiniões sobre o tema da gravidez, considerando-a como um risco social e um grave problema de saúde pública, devido a sua amplitude e magnitude, como também aos problemas que dela derivam: abandono escolar, risco durante a gravidez, conflitos familiares, aborto, abandono do parceiro, discriminação social e o afastamento dos grupos de sua convivência conforme (NETO, 2007).
Segundo Cervo, Bervian e da Silva (2007, p.61), a pesquisa bibliográfica “constitui o procedimento básico para os estudos monográficos, pelos quais se busca o domínio do estado da arte sobre determinado tema”, Assim, através da pesquisa bibliográfica e dados no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse trabalho visa compreender o que leva os adolescentes a engravidarem, e quais seus motivos e consequências. A partir daí, será realizada uma intervenção de cunho informativo através de oficina, a qual esses adolescentes poderão interagir e refletir a respeito do tema aqui proposto, além de desenvolver medidas educativas visando à diminuição destas gestações.  


O Workshop foi realizado  no intuito de proporcionar aos alunos uma conscientização e informação da necessidade de ter um cuidado maior com sua vida sexual de forma que estes venham refletir a respeito da gravidez na adolescência: principais causas e consequências. A atividade realizou –se na  Escola Municipal Maria Jose Lessa de Moraes, localizada na Rua Augusto Sá, n°91, Bairro da Conceição – Ipiaú - BA, que tem como diretora Márcia Pólvora.
O público alvo foi de  alunos de 7° e 8° ano  com a faixa etária de 14 a 17 anos. A escolha deste público se deu por estar dentro da faixa etária do tema proposto, visando trazer uma reflexão a esses adolescentes a respeito do tema Gravidez na Adolescência: Principais Causas e Consequências, visto que é um assunto atual e que, segundo fontes dos órgãos de pesquisa (IBGE, 1999)  vem aumentando gradativamente os números de adolescentes grávidas .
Até a década de 1970, as mulheres de 25 a 29 anos tinham a maior participação no total de partos registrados no país e, na década de 1980, verificou-se o crescimento da proporção de mães com idade entre 20 e 24 anos. Na década de 1990, já era possível observar claramente o aumento da proporção de mães adolescentes em todas as regiões brasileiras, embora o fenômeno seja mais acentuado nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde os partos de mães menores de 20 anos estavam ao redor de 20% do total em 1990. Este fenômeno tem gerado apreensão em segmentos da sociedade e órgãos governamentais, devido à vulnerabilidade desse grupo nas questões relacionadas a aspectos biológicos e relações com a sobrevivência das crianças (IBGE, 1999).
O Workshop teve início  às 2HS  da tarde, na oportunidade foi apresentado às professoras e a diretora da unidade educativa, expondo o que de fato era o nosso real propósito. Logo, apresentamos o folder e fizemos uma breve explanação para estes educadores, em seguida nos dirigimos  ao local para organizar o Workshop.
A atividade começou com um Rapport que foi crucial para o desenvolvimento da oficina, esta se deu com uma dinâmica, que propunha refletir a respeito dos sonhos”. A dinâmica convidava os alunos a encherem uma bexiga colocando –de forma figurada- seus sonhos dentro. Em seguida, fez-se a distribuição de palitos de dente. Uma única ordem foi dada: proteja o seu sonho! De forma imediata, os alunos começaram a estourar a bexiga uns dos outros, com exceção da professora e de um único aluno. Ao final, questionou-se a atitude de estourar a bexiga dos colegas, lembrando que a única regra dada foi a de proteger sua bexiga. O intuito da dinâmica foi colocar em questão os sonhos dos jovens e deixar uma reflexão: todos afirmaram ter sonhos, e muitas vezes uma gravidez precoce, não planejada, além de romper a infância de forma repentina, impossibilita à realização dos sonhos. Eles entenderam e concordaram com a proposta da dinâmica afirmando que se cada um cuidasse da sua bexiga, os sonhos não teriam “estourado”. 
Após este momento, o uso desta dinâmica como referência para estes adolescentes foi pontual para a interação a respeito das Implicações de uma Gravidez , trocando ideias, reflexões e exemplos de vida a respeito do porque estes adolescentes experienciam cada vez mais cedo o ato de praticar a relação sexual .
Foi exibido um vídeo (documentário) produzido pela Universidade de Passo Fundo - UPF TV6, que traz depoimentos de adolescentes que engravidaram entre 13 a 15 anos, mostrando a importância do acompanhamento da equipe multiprofissional e do acompanhamento familiar, traz informações sobre pré-natal e como este é importante na gravidez, para entender os problemas psicossociais e os riscos biológicos, resaltando na família e principalmente os responsáveis das meninas que , ao surgir à primeira menarca, devem aconselhar  e levar ao ginecologista para que seja orientada adequadamente, tomando as medidas preventivas para que a gravidez não ocorra.    .
Os especialistas discordam a respeito das causas da gravidez na adolescência. Alguns observadores apontam fatores como menor estigma em relação a mães solteiras, glorificação do sexo nos meios de comunicação, a ausência de uma mensagem clara de que sexo e paternidade são para adultos, a influência do abuso sexual de crianças e o fracasso dos pais em se comunicar com os filhos. A experiência europeia sugere a importância de dois outros fatores: a educação sexual e o acesso à contracepção (apud PAPALIA, 2006, p488).
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Salientou-se que, seja para evitar uma gravidez não programada ou para se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis, que os métodos anticonceptivos devem fazer parte da nossa vida. Por estes motivos, são disponibilizados nos postos de saúde oito tipos de métodos contraceptivos gratuitamente à população, podendo ser retirado gratuitamente. São eles: preservativos feminino e masculino (camisinha), pílula oral, minipílula, injetável mensal, injetável trimestral, dispositivo intrauterino (DIU), pílula anticoncepcional de emergência (mais conhecida como pílula do dia seguinte), diafragma e anéis medidores.
Também é importante lembrar que tudo tem seu tempo certo de acontecer, não é preciso correria para explorar a sexualidade tão cedo, e que essa exploração está sendo gerada pela consequência da vida moderna , como a globalização, a velocidade das informações, as potencialidades tecnológicas entre outros fatores. A informação é crucial para a formação destes meninos e meninas, e nós da área de saúde devemos levar estas informações às pessoas, de forma a trabalhar olhando o ser humano com o olhar social.


CONCLUSÃO


Promover a reflexão levando a informação a estes adolescentes nos tornou possível percepção de o quanto informar é importante, para que estes não atropelem esta fase da vida tão bela e que deve ser vivida adequadamente. Foi muito satisfatório levar este assunto para este público, pois se sabe que mesmo em meio a inúmeras informações proporcionadas pela mídia, pelas escolas, ainda existem as famosas desculpas que “aconteceu”. Sendo assim nosso intuito foi deixar eles cientes que uma gravidez nesta fase pode implicar em suas vidas futuramente e que infelizmente a criança sofrerá as consequências também.
A eventualidade da gravidez em uma juventude que mal começa a sair da infância pode significar uma série de problemas de ordem, social, saúde e emocional com consequências marcantes por toda a vida. Por outro lado, o número crescente de gravidez em jovem, tem se traduzido em uma grande batalha para toda a sociedade.
A gravidez precoce tem se tornado uma grande preocupação para gestão de saúde pública. Com poucas orientações e uma vida sexual cada vez mais precoce, muitas adolescentes estão engravidando numa fase da vida em que se encontram despreparadas para assumir tal responsabilidade. Notando-se que o fato da jovem  engravidar envolve não só a si, mas, sobretudo, todas as pessoas que de alguma maneira fazem parte de sua vida.
Todavia, a gravidez será assimilada, aceita, desenvolvida na adolescente que está em uma mudança radical, tanto corporal quanto psique. Importante lembrar que essa etapa é justamente àquela na qual estruturamos nossa identidade, uma etapa em que se altera a visão de mundo a partir da infância, que é um processo que inicia- se uma orientação para a fase adulta, onde o adolescente experimenta diversos sentimentos que vão desde a alegria da notícia da gravidez ao desespero em gerar uma nova vida. Diante dessas vivencias e mediante a pesquisa bibliográfica pode se entender que o profissional de saúde e estes inclui o Psicólogo (a) deve está atento à sensibilidade e disponível a responder perguntas dos adolescentes ou da família. Promovendo um acolhimento que possa resultar no adolescente e na família um apoio, bem estar físico e psicológico.  




BRILHANTE, Aline Veras Morais: CATRIB, Ana Maria Fontenelle. Sexualidade na adolescência; Outubro 2011, vol 39, nº 10, Guararapes – CEP: 60810-165 – Fortaleza (CE), Brasil.

CAVALCANTI, A. L. S.; Aspectos psicossociais de adolescentes gestantes atendidas em serviço público da cidade de Recife. Revista Projeto Acolher: Um encontro da enfermagem com o adolescente brasileiro. Brasília. 2000.  

CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; DA SILVA, Roberto. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2007.

Estatuto da Criança e do Adolescente. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/l8069.htm> Acesso em: 22 maio 2015.

Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/. Acesso em: 19 Maio 2015.
OLIVEIRA, Maria Waldenez; Gravidez na adolescência: Dimensões do problema; 1998, Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-32621998000200004&script=sci_arttext> . acessado em 22 maio 2015.
NETO, Francisco R. G. X. Gravidez na adolescência: motivos e percepções de adolescentes. Ver Bras Enferm, Brasília, 2007.

OPS - Organizacion Panamericana de la Salud. Salud reproductiva en las Américas. Genebra: OMS, 1992.

PAPALIA, D. Dolds, S e FELDMAN, R. Desenvolvimento Humano. Porto Alegre: Artmed, 2006.
UPF TV – Universidade de Passo Fundo, Canal de vídeos: Reportagem Gravidez na Adolescência, <https://www.youtube.com/user/upftvcanal>. Acessado em: 20 de Maio 2015.



segunda-feira, 18 de maio de 2015

Preciosa Filmes Completos Dublados Filmes de Ação


Gravidez na Adolescência

Por: Matheus de Oliveira Silva
Estudante de Psicologia. 
1. Gravidez
Biologicamente a gravidez pode ser definida como o período que vai da concepção ao nascimento de um indivíduo. Entre os animais irracionais trata-se de um processo puro e simples de reprodução da espécie. Entre os seres humanos essa experiência adquire um caráter social, ou seja, pode possuir significados diferenciados para cada povo, cada cultura, cada faixa etária.
Em alguns países como a China, que não possui mais capacidade territorial para absorver um número elevado de indivíduos a maternidade é controlada pelo governo e cada casal só pode ter um filho. Em outras culturas como em tribos indígenas e alguns países africanos gravidez é sinônimo de saúde, riqueza e prosperidade.
No Brasil, onde não há controle de natalidade e onde o planejamento familiar e a educação sexual ainda são assuntos pouco discutidos, a gravidez acaba tornando-se, muitas vezes, um problema social grave de ser resolvido. É o caso da gravidez na adolescência.

2. Gravidez na adolescência

Denomina-se gravidez na adolescência a gestação ocorrida em jovens de até 21 anos que encontram-se, portanto, em pleno desenvolvimento dessa fase da vida – a adolescência. Esse tipo de gravidez em geral não foi planejada nem desejada e acontece em meio a relacionamentos sem estabilidade. No Brasil os números são alarmantes.
Cabe destacar que a gravidez precoce não é um problema exclusivo das meninas. Não se pode esquecer que embora os rapazes não possuam as condições biológicas necessárias para engravidar, um filho não é concebido por uma única pessoa. E se é à menina, que cabe a difícil missão de carregar no ventre, o filho, durante toda a gestação, de enfrentar as dificuldades e dores do parto e de amamentar o rebento após o nascimento, o rapaz não pode se eximir de sua parcela de responsabilidade. Por isso, quando uma adolescente engravida, não é apenas a sua vida que sofre mudanças. O pai, assim como as famílias de ambos também passam pelo difícil processo de adaptação a uma situação imprevista e inesperada.
Diante disso cabe nos perguntar: por que isso acontece? O mundo moderno, sobretudo no decorrer do século vinte e início do século vinte e um vem passando por inúmeras transformações nos mais diversos campos: econômico, político, social.
Essa situação favoreceu o surgimento de uma geração cujos valores éticos e morais encontram-se desgastados. O excesso de informações e liberdade recebida por esses jovens os levam à banalização de assuntos como o sexo, por exemplo. Essa liberação sexual, acompanhada de certa falta de limite e responsabilidade é um dos motivos que favorecem a incidência de gravidez na adolescência.
Outro fator que deve ser ressaltado é o afastamento dos membros da família e a desestruturação familiar. Seja por separação, seja pelo corre-corre do dia-a-dia, os pais estão cada vez mais afastados de seus filhos. Isso além de dificultar o diálogo de pais e filhos, dá ao adolescente uma liberdade sem responsabilidade. Ele passa, muitas vezes, a não ter a quem dar satisfações de sua rotina diária, vindo a procurar os pais ou responsáveis apenas quando o problema já se instalou.
A desinformação e a fragilidade da educação sexual são também questões problemáticas. As escolas e os sistemas de educação estão muito mais preocupados em dar conta das matérias cobradas no vestibular, como: física, química, português, matemática, etc., do que em discutir questões de cunho social. Dessa forma, temas como sexualidade, gravidez, drogas, entre outros, ficam restritos, quase sempre, aos projetos, feiras de ciência, semanas temáticas, entre outras ações pontuais. Os governos, por sua vez, também se limitam às campanhas esporádicas. Ainda assim, em geral essas campanhas não primam pela conscientização, mas apenas pela informação a respeito de métodos contraceptivos. Os pais, como já foi dito anteriormente, além do afastamento dos filhos, enfrentam dificuldades para conversar sobre essas questões. Isso se dá devido a uma formação moralista que tiveram. Diante dessa realidade o número de pais e mães adolescentes cresce a cada dia.
A adolescência já é uma fase complexa da vida. Além dos hormônios, que nessa etapa afloram causando as mais diversas mudanças no adolescente, outros assuntos preocupam e permeiam as mentes dos jovens: escola, vestibular, profissão, etc.
A gravidez, por sua vez, também é uma etapa complexa na vida. Ter um filho requer desejo tanto do pai quanto da mãe, mas não só isso. Atualmente, com problemas como a instabilidade econômica e a crescente violência, são necessários, além de muita consciência e responsabilidade, um amplo planejamento. Quando isso não acontece, a iminência de acontecerem problemas é muito grande.
Os primeiros problemas podem aparecer ainda no início da gravidez e vão desde o risco de aborto espontâneo – ocasionado por desinformação e ausência de acompanhamento médico – até o risco de vida – resultado de atitudes desesperadas e irresponsáveis, como a ingestão de medicamentos abortivos.
O aborto além de ser um crime, em nosso país, é uma das principais causas de morte de gestantes. Por ser uma prática criminosa não há serviços especializados o que obriga as mulheres que optam por essa estratégia, a se submeterem a serviços precários, verdadeiros matadouros de seres humanos, colocando em risco a própria vida.
Um outro problema é a rejeição das famílias. Ainda são muito comuns pais que abandonam seus filhos nesse momento tão difícil, quando deveriam propiciar toda atenção e assistência. Há que se pensar que esse não é o momento de castigar, pelo menos não dessa forma, o filho ou filha.
Em outras situações a solução elaborada pelos pais é o casamento. Embora hoje haja poucos e apenas nas regiões interioranas os casos de casamentos forçados com o objetivo de reparar o mal cometido, os casamentos de improviso, acertados entre as famílias ainda é bastante recorrente. Os adolescentes, nessa situação, são, normalmente, meros observadores e em geral não se opõem a decisão tomada pelos pais. Isso acontece tanto pela inexperiência quanto pela culpa que carregam ou ainda por pura falta de condições de apontar melhor solução. O agravante dessa situação são os conflitos de depois do casamento, que na maioria das vezes acabam em separação, causando uma situação estressante não só para os pais, mas também para o bebê.
A adolescência é o momento de formação escolar e de preparação para o mundo do trabalho. A ocorrência de uma gravidez nessa fase, portanto, significa o atraso ou até mesmo a interrupção desses processos. O que pode comprometer o início da carreira ou o desenvolvimento profissional.

3. Como evitar?

É muito comum ouvir nas ocasiões em que se discute esse assunto com os adolescentes, perguntas do tipo: o asseio íntimo com ducha vaginal depois da relação sexual previne a gravidez? Quando a relação é em pé há risco de engravidar? Uma menina pode engravidar na sua primeira transa? E muitas outras perguntas e afirmações mitológicas sobre como não engravidar. A resposta a todas essas questões postas acima é única. Em todas as situações há risco de engravidar sim.
Não importa que tipo de asseio se faça depois do ato sexual. O espermatozóide é lançado no canal vaginal durante a ejaculação ou até mesmo antes, no líquido lubrificante produzido pelo homem. Isso significa que na hora do asseio eles já estão bem longe do alcance de uma ducha íntima. O fato da transa ser em pé, de lado ou em qualquer outra posição também não altera em nada o percurso dos espermatozóides até o óvulo. Também não se pode pensar que porque é a primeira vez de uma garota os espermatozóides fiquem “cerimoniosos” e resolvam voltar sem fecundar o óvulo. Até mesmo porque eles não teriam para onde voltar não é verdade?
Outras garotas ao iniciarem sua vida sexual tomam decisões como: só praticar sexo anal; só transar durante a menstruação; fazer tabelinha; pedir ao parceiro que utilize o coito interrompido1, entre outras estratégias equivocadas, que passam de boca-em-boca como eficientes.
Tudo bem, sexo anal não engravida porque é anatomicamente impossível: não há como o espermatozóide migrar do canal retal para o vaginal. Porém, há que se ter cuidado com o líquido expelido pelo pênis durante a excitação. Esse líquido pode conter espermatozóides que em contato com a vagina podem ter acesso ao óvulo mesmo não havendo penetração vaginal. Outro fator também tem que ser considerado. Não se pode optar pelo sexo anal se essa não é uma escolha, se a experiência não é agradável aos dois e sim porque é mais seguro.
O coito interrompido é outra opção que não convém, pois no momento máximo da excitação pode não dar tempo de realizar o procedimento ou mesmo que tudo ocorra bem bastaria que uma gotícula de esperma caísse na vagina para que houvesse risco de gravidez.
1Denomina-se coito interrompido a ação do homem de retirar o pênis da vagina durante a penetração para ejacular o sêmen fora.
A tabelinha também é um método arriscado, sobretudo no início da vida sexual e sem acompanhamento de um profissional. Esse é um recurso usado como paliativo e sempre orientado por um médico e acompanhado de outros métodos contraceptivos. Assim como no caso da transa durante a menstruação o fator regularidade do ciclo menstrual é fundamental, o que significa dizer que se o ciclo for irregular não dá para confiar nesses métodos.
Diante disso só o acesso à informação, a educação, assim como a conscientização e a orientação para o uso de contraceptivos, são as únicas formas de combater e prevenir a gravidez na adolescência. Tudo isso, porém, só será possível através da associação de ações educacionais e de saúde pública. Não basta ter a informação se o acesso a uma consulta, um aconselhamento, ou a uma cartela de camisinhas é truncado.

4. Métodos Contraceptivos

4.1. Espermicida

Espermicida é um produto, uma espécie de gel, comprado em farmácias sem a necessidade de receitas médicas e utilizado para matar ou imobilizar os espermatozóides evitando que eles cheguem ao óvulo. É aplicado na vagina pouco antes da relação sexual, mas não oferece o mesmo grau de proteção que a camisinha, por exemplo. O ideal é que seja usado junto com a camisinha aumentando assim sua eficácia.

4.2. Diafragma

O diafragma é outro método ideal que cãs bem com o espermicida. Aliás, ele só funciona assim. É um objeto côncavo, arredondado e de bordas, feito de borracha flexível. Para utilizá-lo é necessário aplicar-lhe o espermicida e em seguida inseri-lo no canal vaginal. Ele funciona como uma barreira de proteção do útero.

4.3. Camisinha

É o método contraceptivo mais seguro chegando a oferecer 90% de segurança em relação a gravidez. Além da gravidez previne também todo tipo de doença sexualmente transmissível. Além disso, pode ser utilizada tanto pelo parceiro (camisinha masculina) quanto pela parceira (camisinha feminina). Outra vantagem é que sua aquisição é fácil. Tanto pode ser adquirida gratuitamente nos postos de saúde como comprada a um preço módico em supermercados e farmácias. O único cuidado que deve ser tomado é o de observar se o produto tem o selo do imetro e se está dentro da data de validade.

4.4. Pílulas anticoncepcionais

Um dos métodos contraceptivos mais populares as pílulas ocupam o primeiro lugar no ranking dos métodos mais usados pelas meninas. Isso acontece, primeiro porque sua fama de método seguro é grande, segundo porque o acesso a esse produto também é muito fácil. Embora isso seja errado a maioria das farmácias não pede receita médica no ato da compra e muitas mulheres fazem uso desse medicamento sem orientação médica. É importante salientar que essa atitude não deve ser cultivada. O uso de qualquer medicamento por iniciativa própria é arriscado à saúde. As pílulas costumam provocar efeitos colaterais como aumento ou redução de peso, dores de cabeça, náuseas, tonturas, entre outros.

4.5. Outras alternativas

Além desses há ainda um método contraceptivo que não é adequado à adolescência. É o DIU (Dispositivo Intra Uterino). Trata-se de um mecanismo depositado, apenas pelo médico, no útero da mulher e que deve ser acompanhado pelo menos de 6 em 6 meses pelo ginecologista.

Não resta dúvida então que o melhor remédio para não engravidar é prevenir, certo? Porém, se algo deu errado há um método contraceptivo de urgência: trata-se da “pílula do dia seguinte”. É um medicamento que deve ser usado quando, por acidente, falham os outros métodos. Importante: apenas em casos extremos. Não dá para ser irresponsável e sair por aí transando sem proteção e tomando a pílula toda vez que transa. A eficiência do uso da “pílula do dia seguinte” está relacionada com o tempo que leva entre a transa e a ingestão do medicamento. Quando mais cedo for tomada maior sua eficácia. Seu uso errado pode ser prejudicial a gravidez, por isso deve ser orientado pelo médico.

BIBLIOGRAFIA

BEHLE, I. Reflexões sobre fatores de riscos na prevenção primária da gestação na adolescência. In: Maakaroun, M. F.; Souza, R. P.; Cruz, A. R. Tratado de adolescência: um estudo multidisciplinar. Rio de Janeiro, Cultura Médica. 1991.

CABRERA, R. R. La prevención del embarazo en adolescentes: un compromiso con la vida. Una propuesta de coordinación para la promoción de la salud adolescente. Revista Niños 1995.

CAMPOS, M. A. B. Gravidez na Adolescência. A imposição de uma nova identidade. Atual, 2000.

GUIMARÃES, E. B. Gravidez na adolescência: fatores de risco. In: Saito, M.I. & Silva, E.V. Adolescência - Prevenção e Risco. São Paulo, Atheneu, 2001.

29. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Perfil estatístico de crianças - mães no Brasil: A situação da fecundidade; Determinantes gerais características da transição recente. Rio de Janeiro, 1988.

http://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/3999/-1/maternidade-na-adolescencia.html
http://teensexo.uol.com.br/sexocabeca/sexosemgravidez/1.jhtm
http://web.archive.org/web/20070814000437/http://www.fozdoiguacu.pr.gov.br/noticias/link44.htm
http://sites.uol.com.br/gballone/infantil/adoelesc3.html
http://web.archive.org/web/20100211132703/http://www.brazilpednews.org.br:80/set2001/bnpar101.htm
http://gballone.sites.uol.com.br/infantil/adolesc3.html
http://web.archive.org/web/20111229060622/http://www.virtualpsy.org:80/infantil/gravidez.html

Fonte:http://www.infoescola.com/sexualidade/gravidez-na-adolescencia/

Gravidez na Adolescencia

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