terça-feira, 4 de março de 2014

Peso de termoelétricas cresceu 286% em dois anos

A participação das termoelétricas a diesel e a óleo combustível, as mais caras do sistema, na produção de energia elétrica no país tem crescido ano a ano. O peso dessas térmicas na geração aumentou praticamente 286% em apenas dois anos, segundo dados divulgados recentemente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o setor elétrico brasileiro.
Em 2011, a fatia das térmicas a óleo combustível e diesel na geração de energia foi de 0,7%. No ano seguinte, o porcentual subiu para 1,3%. Em 2013, essas duas fontes alcançaram 2,7% da geração, praticamente quatro vezes a participação verificada há dois anos.

A maior participação das usinas a diesel e a óleo combustível mostra que essas usinas estão operando mais tempo do que o previsto quando foram contratadas nos leilões de expansão do governo. O presidente da Associação Brasileira de Geração Flexível (Abragef), Marco Antônio Veloso, afirmou que esses projetos foram concebidos para operar durante 15% do tempo ao longo do ano. "Mas essas termoelétricas estão operando cerca de 60% a 70% do tempo", comentou o executivo.
Risco
A operação por um prazo mais longo do que o previsto aumenta o risco de falha dos equipamentos, o que pode fazer com que se tornem indisponíveis no momento em que o sistema elétrico mais precisa, como agora, em que o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas aumenta o risco de racionamento. "Tem usina que já precisa passar por uma manutenção preventiva, mas não querem que as térmicas sejam desligadas", relatou Veloso. De maneira geral, os motores das usinas passam por uma grande manutenção preventiva após 12,5 mil horas de uso.
Mas essa não é a única preocupação dos geradores térmicos. O aumento do preço do óleo combustível nos últimos anos tem dado dor de cabeça aos investidores, que trabalham para evitar que a operação das usinas dê prejuízos. Em janeiro deste ano, a Petrobrás, principal fornecedora do insumo, elevou em 15% o preço do óleo combustível, pressionando ainda mais as margens das companhias.
Diante desse cenário, Veloso revelou que já há comentários no setor de que geradores estariam buscando a importação de óleo combustível, cujo preço no exterior estaria mais barato do que o praticado pela Petrobrás. Porém, isso ainda não se refletiu na balança comercial do país. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostram que não houve importação do insumo em janeiro.
O crescimento do peso das térmicas a óleo acompanha o movimento de expansão da geração termoelétrica no Brasil, em razão das fracas chuvas que vêm caracterizando os períodos úmidos desde o quarto trimestre de 2012. Enquanto a participação das hidrelétricas na geração de energia do país recuou de 91,2% em 2011 para 79,2% em 2013, a fatia da produção das térmicas cresceu de 8,4% para 19,8% no período, com destaque para a alta da geração a gás natural (de 2,7% para 11,2%).

Reflexo na balança
 
O acionamento de usinas térmicas a óleo diesel também já afeta a balança comercial brasileira. As importações do combustível tiveram um salto de 40% na passagem de dezembro para janeiro, mês em que as termoelétricas movidas a óleo diesel começaram a ser acionadas.
Em dezembro, o Brasil importou 797.624.138 quilogramas (kg) de óleo diesel, ao custo de US$ 735,54 milhões. Em janeiro, o volume passou para 1.116.821.012 kg (US$ 1,036 bilhão), segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. "A gente já importa muito óleo diesel, mas, com as térmicas ligadas, a Petrobrás está sendo obrigada a importar ainda mais", disse Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). "Esse aumento (na importação) é puxado pelas térmicas mesmo."
"Eu vejo um problema sério do impacto das térmicas na recomposição da balança comercial. Boa parte da importação de óleo em janeiro era para termoelétricas. E as térmicas vão continuar pressionando a balança, porque São Pedro ainda não ajudou", alertou o economista Pedro Paulo Silveira, diretor da gestora de recursos Vetorial Asset Management.
Até domingo, o nível dos reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste estava em 34,63%, um dos piores níveis desde 2001, quando houve o racionamento. No Nordeste, o armazenamento era de 42,17%, segundo dados do ONS.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

segunda-feira, 3 de março de 2014

Carnaval, com o enrredo: Arthur X - O Reino do Galinho de Ouro na Corte da Imperatriz, a escola vem brigar pelo tilulo 2014.



Arthur X - O Reino do Galinho de Ouro na Corte da Imperatriz

A ÚNICA FORMA DE CHEGAR AO IMPOSSÍVEL É ACREDITANDO QUE É POSSÍVEL
De Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas.

Autoriza o árbitro! Rola a bola na Avenida. Começa a decisão do carnaval carioca. Doze Escolas estão na briga! Vila quer buscar o feito do último campeonato. Império da Tijuca está na primeira divisão. Mocidade e São Clemente jogam na defesa. Ilha cadencia o jogo! Mangueira e Portela tentam a posse de bola pela intermediária. A sobra é da Grande Rio que chuta pro gol mas bate na zaga do Salgueiro. A torcida grita! Tijuca dispara pela ponta esquerda mas é desarmada pela Beija-Flor. Que jogada! Imperatriz domina com categoria, faz a finta e levanta a torcida. Quanta habilidade! Imperatriz cruza o meio de campo, deixa a marcação pra trás e parte em arrancada na direção do gol. O gol é o seu portal! Ela cruza o gol, abre os portões da poesia e mergulha, de braços abertos, na ilusão de um carnaval.
Diante da imaginação permissiva ela não se assusta. Sente-se confortável com o mundo novo que se descortina diante de seus olhos. O País do futebol, que até então muitos falavam, de fato existia e ela estava lá.
Nessa pátria de chuteiras, a nobre representante do carnaval toma conhecimento de histórias populares. Curiosidades em torno da existência de um rei de pernas tortas, fatos sobre a coroação de um rei negro. Porém, dentre as muitas histórias, uma lhe desperta interesse: Arthur X havia nascido plebeu em um subúrbio do país do futebol. A família Antunes Coimbra estava feliz e não conteve a ânsia de espalhar a notícia. Em tempo, damas, bufões, soldados e plebeus espalhavam o ocorrido pelas casas simples da rua Lucinda Barbosa.
O passar dos anos encarregou-se de transformar o plebeu em rei. Suas conquistas e lutas pessoais lhe conduzem ao trono. Travou e venceu batalhas. Foi condecorado com a farda verde e amarela – a mais alta patente dada a um combatente do país do futebol. Sagrou-se campeão trajando vermelho e negro nas disputas mundiais do octogésimo primeiro ano do século em que vivia. Foi coroado! Rei coroado no templo do futebol. E por ser soberano de uma nação popular, espalha-se a fama e a grandeza de suas glórias.
Diante da história que corre na boca de nobres e plebeus, aumenta o interesse da Imperatriz sobre o rei. No afã de encontrá-lo toma conhecimento da realização de competições que animavam as massas, tendo tal evento o título de "disputas dominicais." Realizadas em um lugar, que ficou popular como "Templo do futebol" – espécie de arena erguida em torno de um vasto campo verde – onde o povo se encontrava e se dividia em diferentes torcidas.
Junto à multidão que se espremia pode observar a chegada de combatentes de bandeiras e cores distintas. Gente que vinha desafiar os cavalheiros do Rei. Avistou ao longe um brasão que como símbolo ostentava uma "estrela solitária". Ouviu os gritos de euforia que precederam a passagem de uma nobreza fidalga vestida em verde, encarnado e branco. Pôde ouvir o toque que anunciava o atracar de uma caravela portuguesa junto ao porto e o delírio dos que aguardavam sua chegada
Em meio ao povo que vibrava, não obteve sucesso na tentativa de aproximar-se do soberano. Porém pôde ouvir o anúncio de que o reinado de Arthur X entraria em festa: O aniversário do Rei seria comemorado no auge dos festejos de Momo que estavam por vir. Nobres de nações estrangeiras por onde seus feitos haviam ganhado fama já confirmavam presença e enviavam presentes. Do outro lado do mundo, onde se fazia noite quando aqui era dia e dia quando aqui era noite, a imagem do rei era esculpida em ouro.
No dia em que completava anos, os clarins faziam ecoar uma melodia ritmada que aludia a "vencer, vencer, vencer!" Seus súditos em festa vestiam o vermelho e o preto – as cores do manto sagrado que o Rei tinha predileção. Ela, a Imperatriz, ordenou que sua corte vestisse sua melhor roupa feita em verde, branco e ouro – talvez Arlindo, talvez Rosa – e viesse em cortejo, tecer honras ao monarca. Fez soar a bateria. Chocalhos, tamborins, surdos e cuícas embalaram o momento sublime. Ao Rei, como presente, a Imperatriz ofereceu-lhe valiosa jóia: sua coroa, feita em ouro e pedras verdes. Diante do feito, o povo de Ramos saúda o rei.
Ele, dispensando o tratamento destinado aos soberanos, sorri, quebra o protocolo, e responde:
-Sem formalidades! É carnaval. Podem me chamar de Zico!



CARNAVALESCO: CAHÊ RODRIGUES
TEXTO DE: LEANDRO VIEIRA | COLABORAÇÃO: FAMÍLIA ANTUNES COIMBRA
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  • ARTHUR X - O Reino do Galinho de Ouro na Corte da Imperatriz

    Compositores: Elymar Santos, Guga, Tião Pinheiro, Gil Branco
    e Me Leva

    Intérprete: Wander Pires



    O dia chegou!
    Em meus olhos, a felicidade.
    Te fiz poesia, pra matar a saudade...
    Imperatriz vai me levar
    A um reino encantado,
    Um menino a sonhar...
    Cresceu driblando o destino,
    Venceu as barreiras da vida...
    Fardado nas cores da nação,
    Armado de raça e paixão,
    Nos pés, o poder!
    Vencer, vencer, vencer!
    "Oô", o povo cantava...
    Domingo, um show no gramado!
    Com seus cavaleiros, Arthur se tornava
    O "Rei do Templo Sagrado"!
    Caminhando mundo afora...
    O seu passaporte, a bola!
    Da Europa ao Oriente,
    Grande "Deus do Sol Nascente",
    Outros reinos conquistou...
    À sua pátria amada, então, voltou.
    Hoje, mais do que nunca é o seu dia,
    Vamos brindar com alegria,
    Trazer de volta a emoção.
    Com toda humildade, vem ser coroado,
    Vestir o meu manto verde, branco e dourado!
    Quem dera te ver por mais um minuto,
    Na arquibancada, todo mundo canta junto:
    Da-lhe, Da-lhe, Da-lhe Ô
    O show começou!
    Da-lhe, Da-lhe, Da-lhe Ô
    Um canto de amor!
    Imperatriz me faz reviver...
    Zico faz mais um pra gente ver!






  • Muito prazer, Eu sou a Imperatriz!

    "A semente germinou, do Recreio então brotou nossa escola de samba"
    A história do G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense, ao longo dos seus 50 anos de existência, é marcada pelo pioneirismo das realizações feitas por esta agremiação. A idéia de se fundar uma escola de samba na Zona da Leopoldina, se deu pelo fato de que era preciso ter na região uma entidade carnavalesca à altura do Recreio de Ramos e cujos freqüentadores eram integrantes da mais alta estirpe musical da cidade: Armando Marçal, Pixinguinha, Villa-Lobos, Heitor dos Prazeres, Bidê (Alcebíades Barcelos), Mano Décio da Viola e outros mais.
    O articulador de tal empreendimento foi Amaury Jório, que reuniu no dia 6 de março de 1959, na sua própria casa na Rua Euclides Faria 22, em Ramos, um número de sambistas para criar a escola de samba. Cada um ali reunido opinou para a criação dos símbolos que marcariam e identificariam essa nova entidade carnavalesca. Jório deu a sugestão de que a área de atuação da recém fundada escola, a Leopoldina, fizesse parte do nome; articulação está para agregar as variadas agremiações carnavalescas do bairro.





    Manoel Vieira deu nome de Imperatriz Leopoldinense e as cores verde e branco foram sugeridas por Venâncio da Conceição. O esboço do maior símbolo da agremiação, seu pavilhão, foi idéia de Agenor Gomes Pereira e a madrinha do seu batismo, prática comum entre as escolas de samba, foi o Império Serrano.
    Escola fundada, agora a meta era a preparação do carnaval; o caminho foi a adoção ao longo de sua trajetória de enredos que tivessem uma temática histórico-cultural. Vale lembrar inclusive que a Imperatriz Leopoldinense foi a primeira escola de samba a possuir um Departamento Cultural – fundado por Hiram Araújo em 1967 – com o propósito de auxiliar na confecção dos enredos e realizar atividades educativas com os integrantes. Seus ensaios eram realizados inicialmente na Rua Paranhos 227, casa de Pedro Alcântara Diniz, depois passaram para o número 315 onde funcionava o Clube Paranhos.
    O primeiro carnaval, em 1960, teve como enredo Homenagem à Academia de Letras que alcançou um honroso sexto lugar. O primeiro título, no carnaval de 1961, com o enredo Riquezas e maravilhas do Brasil serviu para que novas mudanças acontecessem na trajetória da agremiação; um grande número de componentes oriundos dos blocos e agremiações carnavalescas da região começava a integrar os quadros da escola, era o sonho de Jório ganhando proporções! A existência de uma sede oficial, situada na Rua Professor Lace 235, foi a consolidação deste sonho; foi na gestão de Antônio Carbonelli que se realizou tal feito.
    Um acontecimento que marcou muito a vida da escola e serviu para projetar seu nome aconteceu em 1972. Dias Gomes procurava uma escola de samba para servir de cenária para a novela "Bandeira 2" da TV Globo. Após muitas indas e vindas, a escolha recaiu sobre a Imperatriz, uma então modesta escola da Zona da Leopoldina. A história tratava do amor de dois jovens, filhos de famílias inimigas. Uma livre adaptação da imortal história de Shakespeare "Romeu e Julieta" ambientada no universo suburbano carioca. O principal personagem acabou sendo encarnado por Paulo Gracindo, que até então havia interpretado quase sempre personagens ricos e sofisticados. Seu desempenho como bicheiro Turcão teve imensa aceitação popular e significou sua consagração na televisão.
    Na história, Zé Catimba, compositor da Imperatriz, foi representado por Grande Otelo. O samba-enredo "Martim Cererê" acabou entrando para a trilha sonora da novela – um fato pioneiro – e ajudou a tornar a Imperatriz conhecida em todo o Brasil. Um fato sobre "Bandeira 2" que merece ser destacado é que anos depois, Dias Gomes adaptou a história para o teatro, nascendo assim o musical "O Rei de Ramos", que estreou na reinauguração do Teatro João Caetano, em 1979, com músicas de Chico Buarque e Francis Hime.





    Mas os anos se passaram e a Imperatriz Leopoldinense oscilava entre bons e maus resultados nos seus desfiles. Tamanha inconstância fez com que Amaury Jório trouxesse para a agremiação, alguém capaz de administrar a escola e colocá-la no patamar competitivo com as demais que já existiam. Luiz Pacheco Drumonnd, o Luizinho – como era chamado por Jório – foi o nome escolhido. Com sua capacidade empreendedora, Luizinho tomou medidas decisivas para transformar a escola em uma grande agremiação, não em importância histórico-cultural, pois, isso a história de sua fundação já se incumbiu; mas sim uma importância ligada a notoriedade que fosse vinculada às vitórias.
    Para tal, Luizinho comprou a quadra, alugou um galpão para a confecção das alegorias e contratou o renomado carnavalesco Arlindo Rodrigues para o desenvolvimento dos enredos da escola! A conjunção de tais medidas só poderia render bons resultados e que não tardaram a chegar. E assim vieram os títulos de 1980 com enredo O que a Bahia tem e o de 1981 O teu cabelo não nega. Daí para frente a Imperatriz se firmava entre as grandes escolas de samba do Rio de Janeiro.





    Arlindo permaneceu na escola, consecutivamente, entre os anos de 1980 até 1983, realizando grandiosos carnavais, o que serviu para dar a escola uma característica artística ligada às tendências mais barrocas. No carnaval de 1984, com um enredo Alô Mamãe, criticando a então conjuntura político-econômico brasileira – assinado pela carnavalesca Rosa Magalhães – e mesmo passando por algumas dificuldades, a escola conseguiu um quarto lugar. Entre os anos de1985 até 1988, a escola oscilou entre desfiles e posições que não renderam resultados tão significativos.
    Mais uma vez numa atitude empreendedora, Luiz Pacheco Drumond, trouxe para escola o carnavalesco Max Lopes para cuidar das questões artísticas e Wagner Tavares de Araújo, para o cargo de diretor de carnaval. Mudanças feitas, os resultados voltaram a aparecer; em 1989, a Imperatriz Leopoldinense se consagra como campeã do carnaval com um enredo histórico, sua marca principal, falando sobre o centenário da Proclamação da República, Liberdade, Liberdade abre as asas sobre nós. A partir e então a escola adotou uma forma de desfile que visava atender as necessidades e obrigatoriedades dos quesitos a serem julgados; o que lhe rendeu os termos de "escola técnica" ou "a certinha de Ramos".
    Os anos noventa foram marcados por outras vitórias e resultados significativos! No carnaval de 1991, com o enredo O que a banana tem do figurinista e carnavalesco Viriato Ferreira, a escola obteve a terceira colocação. Para o carnaval de 1992, a escola contou com a (re)contratação da renomada carnavalesca Rosa Magalhães.





    Em resumo a história da Imperatriz Leopoldinense foi construída pela tríade do idealismo, empreendimento e pioneirismo; respectivamente ligados à Amaury Jório, Luiz Pacheco Drumonnd e suas realizações ao longo da história do carnaval.
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    Escola de Samba | Imperatriz Leopoldinense

    domingo, 2 de março de 2014

    Carnaval no Brasil: Galo da Madrugada homenageia Suassuna

    O dia mais aguardado do ano entre os pernambucanos chegou: o bloco carnavalesco Galo da Madrugada levou ontem 30 trios elétricos e 60 atrações ao centro do Recife. Apesar da chuva, as principais ruas do percurso foram tomadas pela multidão. Em sua 37.ª edição, o Galo da Madrugada, considerado o maior bloco do mundo, homenageia o poeta, dramaturgo e romancista paraibano Ariano Suassuna, de 86 anos.

    Assim como nos anos anteriores, o caminho de seis quilômetros começou na Travessa do Forte das Cinco Pontas, passando pela Rua Imperial, Avenida Dantas Barreto, Praça da Independência, Avenida Guararapes e, por fim, a Rua do Sol.

    O galo gigante, que fica montado sobre a Ponte Duarte Coelho, tem elementos da cultura nordestina, com sombrinha de frevo na asa e elementos armoriais, inspirados no movimento artístico criado por Suassuna.

    Elba Ramalho, Fafá de Belém, Marcelo D2 e a Banda Calypso foram as principais atrações.

    Pelas ruas do Recife, não faltou irreverência. Fantasiado de presidente Dilma Rousseff, o autônomo Marco Antônio Santos, de 35 anos, "lançava" o programa federal "Mais Mulheres".

    Notícia publicada na edição de 02/03/14 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 012 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
    http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/534437/galo-da-madrugada-homenageia-suassuna

    sábado, 1 de março de 2014

    Cantor do Psirico chora: "Lepo Lepo é amor na forma baiana"

    Após uma hora em cima do trio desde a saída no circuito Dodô no fim da tarde desta sexta-feira (28), o Psirico tocou pela primeira vez no Carnaval de Salvador o hit Lepo Lepo, que promete ser a sensação deste ano na capital baiana. O vocalista Márcio Vitor ouviu ao longo de todo o trajeto pedidos de milhares de pessoas na avenida Oceânica para cantar a música, mas ele demorou para atender aos fãs. Porém, quando tocou o hit, não se aguentou e acabou chorando.
     “Queria pedir desculpas por isso, mas o trabalho foi duro até chegar aqui”, disse Márcio Vitor. Enquanto chorava, o público na avenida, que não era separado pelos chamados cordeiros, gritava “já ganhou”, desejando que a música Lepo Lepo seja eleita o hit do Carnaval 2014. Segundo Márcio, ela começou a aparecer nas rádios, principalmente no nordeste, no ano passado, e composta em maio.
    Quando questionado o que era o Lepo Lepo, Márcio respondeu rapidamente. “É o amor na forma baiana, porque é o nosso dicionário. Isso vem na contramão da ostentação porque é sempre melhor ser sincero”, disse, referindo-se à letra da música. “É uma mensagem do não capitalismo”.

    O vocalista, que subiu no tri vestido de Nelson Mandela, fez uma promessa caso a música seja eleita o hit do Carnaval. “Quero dividir o dinheiro com o povo, mas baiano não quer dinheiro, quer arroz, feijão, feijoada”, brincou. “Se for eleita, vamos fazer o primeiro arrastão de graça na quarta-feira de cinzas”.



    Fonte:http://diversao.terra.com.br/carnaval/salvador/cantor-do-psirico-chora-lepo-lepo-e-amor-na-forma-baiana,3743779209a74410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html
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