terça-feira, 15 de julho de 2014

O Projeto de Lei (3338/2008), (PL) das 30 horas para a Psicologia é aprovado e segue para sanção presidencial

O Projeto de Lei (3338/2008) que fixa a carga horária dos(as) psicólogos(as) em 30 horas semanais foi aprovado na câmara dos deputados no dia 15 de julho de 2014 e agora segue para a sanção presidencial.

A informação foi divulgada por Rogerio Giannini, presidente do SinPsi em sua conta no facebook. O sistema conselhos e a federação nacional dos psicólogos e grande parte da categoria se mobilizaram desde 2008 para aprovação deste projeto. Segundo o Conselho Federal de Psicologia, o projeto traz benefícios a qualidade de vida, diminui problemas gerados pela natureza do trabalho dos psicólogos, impacta positivamente a qualidade dos serviços a população e a economia, dá vantagens oriundas a diminuição da jornada de trabalho e também maior isonomia em relação a outras profissões na área da saúde.


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Fenapsi e SinPsi presentes na aprovação do PL


A próxima etapa, a sanção presidencial, pode se tornar o maior desafio, já que é possível que a presidenta Dilma vete o projeto. Recentemente a presidenta vetou projeto similar para fonoaudiólogos.

Atualização: O Conselho Federal de Psicologia publicou uma nota sobre a aprovação

 

O Conselho tem se mobilizado desde o início da tramitação do PL no Congresso Nacional, em 2008, para garantir esse direito a milhares de psicólogos (as) do país. Na última semana, lançou mais uma campanha de mobilização pelo projeto, na qual os internautas foram convidados a apoiar o tema e pressionar os deputados pelo retorno do mesmo à pauta. Além disso, o CFP também mobilizou os Conselhos Regionais de Psicologia para auxiliar na tarefa.
O Projeto, que tramita no Congresso Nacional desde 2008, foi retirado de pauta em outubro do ano passado e necessitava apenas da aprovação da CCJC para seguir para a sanção presidencial. Ele foi aprovado pelo Senado Federal e na Câmara já obteve a aprovação unânime das comissões de Seguridade Social e Família; do Trabalho; de Administração e Serviço Público; e da Comissão de Finanças e Tributação.








Fontes: 
  • http://site.cfp.org.br/reducao-da-carga-horaria-de-psicologosas-e-aprovada-na-ccjc/
  • http://www.redepsi.com.br/2014/07/15/pl-das-30-horas-para-psicologia-e-aprovado-e-segue-para-sancao-presidencial/

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Psicologia do Esporte é levada a sério na Alemanha

Seleção alemã tem acompanhamento psicológico desde a base

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A seleção da Alemanha teve nesta quinta-feira (10) o primeiro treino, depois de saber com qual time vai disputar a final de domingo (13). E uma arma que eles pretendem levar a campo para enfrentar a Argentina é o equilíbrio emocional.
Já são quase brasileiros. Jogando o que seria quase futevôlei. Rede baixa, a bola pode dar um quique. Ao fundo, na bicicleta, o maior artilheiro das Copas com 16 gols. Klose, com seus 36 anos, não treina como os outros.
Nesta quinta-feira (10), ele mandou uma mensagem a Ronaldo. "Eu jogo na Itália e lá todos o consideram o maior atacante de todos. Foi um jogador incrível. Deve ter sido difícil para ele ver o recorde ser quebrado. Quando eu igualei a marca, Ronaldo disse: ‘Bem-vindo ao clube dos 15’. Agora eu posso dizer: quem quiser que seja bem-vindo ao clube dos 16", declarou.

Klose explica porque não vibrou tanto com recorde batido
Klose foi perguntado porque não vibrou tanto com o recorde. "As emoções são como líquido em uma esponja. Você deve absorvê-las e curti-las só no momento certo", ele respondeu.
A frieza faz parte da imagem que temos dos alemães. Mas para esse time a aparente ausência de emoção é de propósito. Para os alemães, a preparação psicológica é tão importante quanto a preparação física.
Primeiros minutos sob vaias no Mineirão foram treinados mentalmente
Hans Dieter Hermann é o homem que há 12 anos cuida da cabeça dos jogadores. "Tudo é importante. Desde o local que escolhemos como base. A música que escutamos. Tudo é voltado para a concentração. Assim como há treinos físicos todo dia. Fazemos atividades diárias para simularmos situações de pressão", ele explica.
No Mineirão, os primeiros dez minutos sob vaias. Foram discutidos e treinados mentalmente. Estavam preparados para entrar em campo como se não ouvissem nada.
Acompanhamento psicológico dos jogadores desde a adolescência
A Federação faz um acompanhamento psicológico dos jogadores desde as seleções de base. Assim, Hermann têm o perfil de todos. Desde quando eram adolescentes.
É o homem que mais influencia o técnico Joachim Löw pelo conhecimento que tem. "No futebol a mente também deve estar preparada", diz Hermann.




FONTE:http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/07/selecao-alema-tem-acompanhamento-psicologico-desde-base.html

terça-feira, 8 de julho de 2014

Seleção do Brasil: Psicologia e emoções a toda prova.

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 Texto de
O treinador da Alemanha, Joachim Löw, afirmou na semana passada que “o Brasil tem o emocional como o grande diferencial diante dos rivais europeus”. O comandante alemão está absolutamente correto em sua afirmação. A emoção bem trabalhada é um combustível dos mais importantes na ativação mental, autocontrole e equilíbrio interno. Por outro lado, quando existe um grupo com uma emotividade evidentemente elevada, é preciso um cuidado maior para que ela não jogue contra o próprio grupo. Creio que o treinador da Seleção Brasileira já aprendeu que passar vídeos apelativos momentos antes de grandes decisões opera um efeito contrário ao desejado. Afinal, de combustível inflamável já bastam os onze jogadores em campo e a pressão e expectativa de outros duzentos milhões que estão ao redor do time.
Ainda dentro dessa questão, a ausência do Neymar certamente será importante no jogo contra a Alemanha. Esse fato pode unir a equipe e até fortalecê-la emocionalmente, desde que os jogadores se apeguem no desejo de vencer e não na necessidade imposta pela mídia e reforçada pela sociedade. É preciso ter espaço para querer – perseguir o sonho, representar o colega, o país, a equipe.
Confesso que fico preocupado com esses boatos que o Neymar – em caso de classificação da Seleção, poderá – quem sabe, atuar na final da Copa. Isso gera – de forma desnecessária – ainda mais expectativas no grupo e, de acordo com a maioria absoluta dos médicos ortopedistas, a lesão do atleta demora de 4 a 7 semanas para a total recuperação. Então, o momento é o de focar no grupo, naqueles que poderão (e deverão) tomar à frente – exercer o papel de liderança, falar mais dentro de campo, compartilhar a confiança e o espírito de grupo (muito daquilo que – apenas a presença de Neymar – era capaz de promover na equipe).
O capítulo Neymar precisa ser superado. E rápido. Obviamente que foi perdida uma referência incrível dentro de campo, embora nos dois últimos jogos da Seleção, pouco se observou em termos do rendimento esperado do atleta. Talvez pelo altíssimo acúmulo de lesões e, claro, pelas seguidas pancadas que o jogador sofreu na primeira fase do Mundial.
Psicologicamente, a baixa sofrida pela Seleção com a ausência de sua maior referência abre caminho para que o grupo possa se reorganizar de uma nova forma dentro de campo. O conjunto de forças representado pela presença de novos jogadores que atuarão na semi-final diante da Alemanha pode ser capaz de gerar um resultado surpreendente – positiva ou negativamente. É como um novo experimento laboratorial – só que realizado com humanos – durante o maior evento esportivo do universo. O resultado é uma incógnita tão indecifrável como o surpreendente comportamento de alguns atletas num momento de extrema pressão e elevação da carga emocional
Se o Brasil jogar com alegria, solto, unido dentro de campo e consciente que a equipe pode superar a ausência de Neymar, existe a chance real de um embate em igualdade de condições com os alemães. Se entrarmos com o sentimento partido – sangue latino aflorado – com choros e emoções desassociados com o momento decisivo da Copa, poderá ser o ponto final para todos nós.
Enfrentaremos um time frio, racional e obediente técnica, tática e psicologicamente. Eles atuam de forma profissional – dentro dos conceitos mais modernos de preparação psicológica. Os alemães trouxeram ao Brasil todos os equipamentos e tecnologias para a preparação física – técnica e psicológica. Essa última, inclusive, com aparelhagens de biofeedback e neurofeedback para gerenciamento da concentração, controle da ansiedade e manejo da energia de ativação interna dos atletas. Em termos de preparação esportiva, eles estão anos luz na nossa frente. Agora, o futebol se decide dentro de campo – com a cabeça e a emoção, equilibrados, na ponta da chuteira. Atleta e ser humano em ação. Vencerá aquele que mais apostou nas duas faces dessa mesma Unidade.



Fonte:http://www.gazetaesportiva.net/blogs/joaoricardocozac/2014/07/06/psicologia-e-emocoes-a-toda-prova/

domingo, 6 de julho de 2014

Seleção Brasileira e a Psicologia.

 

A psicóloga Regina Brandão, chamada às pressas pelo técnico Luiz Felipe Scolari após o episódio do choro de alguns atletas da Seleção Brasileira na vitória sobre o Chile, está de volta à Granja Comary. Neste domingo, a pauta da conversa com os jogadores será o baque pela perda do principal jogador do time, Neymar, que se lesionou e está fora da Copa do Mundo.
A Confederação Brasileira de Futebol confirmou a presença da profissional, "dando continuidade ao planejamento traçado ainda antes do início da Copa do Mundo", mas não soube precisar em que momento se dará a conversa com o grupo.
"Emocionalmente falando, é lógico que o grupo sentiu. Uma perda não só pelo jogador, mas também pela pessoa. O grupo sentiu. Ele traz uma felicidade incrível no dia a dia, sempre sorrindo, passando palavras positivas em qualquer situação", disse o atacante Bernard, um de seus possíveis substitutos na partida de terça-feira, contra a Alemanha, pela semifinal.


Fernando Dantas/Gazeta Press
 
"Tem que ter tranquilidade e maturidade, não se apavorar", receitou o atacante Bernard, possível substituto.
O último contato dos jogadores com Neymar foi no sábado, dia seguinte ao jogo com a Colômbia, no qual sofreu uma pancada que fraturou sua terceira vértebra lombar. Tanto na noite do dia anterior quanto na manhã em que deixou a Granja Comary de helicóptero rumo ao Guarujá (onde passará os primeiros dias de recuperação, com a proteção de uma cinta lombar), o jogador devolveu o apoio recebido dos colegas.
"Todos ficamos tristes com a situação. Mesmo diante da tristeza em que se encontrava, o Ney passou força total para a gente, dizendo que ia nos acompanhar, que estaria com a gente, passando energia positiva", contou Bernard, neste domingo. "A gente tem que passar por cima disso, tem que ter tranquilidade e maturidade, não se apavorar. Temos jogadores aqui que podem dar conta do recado".
É a terceira vez que Regina Brandão se dirige a Teresópolis para trabalhar diretamente com o elenco. No início da preparação para o Mundial, ela entrevistou os 23 convocados por Felipão para traçar o perfil psicológico do time. Na semana passada, reuniu-se com os atletas para reencontrar o equilíbrio emocional de alguns deles, a pedido do treinador.
 


Fonte:http://www.gazetaesportiva.net/noticia/2014/07/futebol/elenco-admite-baque-por-neymar-e-tera-novo-papo-com-psicologa.html
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