sábado, 23 de março de 2013

Oficina da Psicologia

Oficina da Psicologia: Guia contra a insegurança

Oficina da Psicologia: Guia contra a insegurança
Quando falamos de insegurança, necessariamente falamos de dúvida quanto à nossa capacidade para lidar com situações que estão para acontecer. Uma estimativa de pesos, portanto: quanto “pesa” esta situação que estou a considerar, por um lado, e quanto “pesa” o que conheço dos meus recursos internos adequados para lidar com essa situação.
 
[Por Madalena Lobo, Psicóloga Clínica]

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E, conceptualizado assim, levantam-se logo duas questões. Se estamos a proceder a uma estimativa, há uma dose de incerteza elevada – ou seja, trata-se de uma mera projeção, resultado de uma análise, mais ou menos realista, daquilo que conhecemos do nosso passado em situações semelhantes (ou não) e do que julgamos que vá ser o desafio com que temos de lidar. 
 
E, como qualquer estimativa, pode falhar redondamente! “Acho que não sou capaz” é algo em que devemos ouvir atentamente a palavra “acho” e completá-la com “mas, de facto, não sei”. Manter a consciência de que, apenas pela experiência concreta é que poderemos aferir os resultados reais, abre-nos as portas a uma curiosidade saudável que é base do crescimento individual, e coloca-nos numa lógica de decisão que favorece o rumo “em caso de dúvida, avanço”.
 
Assim, a primeira questão quando surgem temas de (falta de) autoconfiança é lembrarmo-nos que se baseiam em previsões quanto ao futuro, que são tão falíveis quanto apenas uma previsão pode ser.
 
Mas após este raciocínio, e porque a parte intelectual e a emocional são parceiros que nem sempre se escutam mutuamente nem concordam um com o outro, permanece a sensação de insegurança. E ninguém gosta de avançar sentindo a falta de confiança em si próprio a morder-lhe os tornozelos. 
 
Por isso, o mais comum, é justificarmos a inação com esta sensação de insegurança - “eu não me sinto capaz, por isso não avanço” – e começarmos à procura de uma forma de aumentar a autoconfiança ou mesmo fazer desaparecer a sensação de insegurança.

Ora, o cérebro é um bocadinho teimoso; por exemplo, insiste em ser conservador quando avalia as situações – vai ao nosso reservatório de memórias conferir se existe alguma experiência igual e, não a encontrando, ou encontrando algo de semelhante mas com resultados duvidosos, assume a atitude desconfiada de que é provável não sermos capazes de lidar com o desafio que se nos coloca. 
 
E, por isso, sentimo-nos inseguros perante qualquer situação que saia um bocadinho que seja da nossa experiência passada ou que se assemelhe a algo que teve resultados que não sentimos como bons para além de qualquer dúvida. E apenas voltamos à tranquilidade quando desistimos ou depois de descobrir na prática que, afinal, fomos capazes.
 
Então, o segundo tema importante no que diz respeito à auto-confiança, refere-se à necessidade de irmos criando tolerância para a sentir, sem que isso nos impeça a passada do caminho em frente, em vez de pararmos para tentar eliminá-la ou reduzi-la como condição necessária antes de prosseguir.
 
Deixo-lhe um guia de navegação contra a insegurança:
 
Reconheça que é natural e mesmo saudável que a auto-confiança não seja uma convidada habitual da vida
Tire uns segundos para respirar tranquila e profundamente, porque a insegurança é desagradável e é sempre bom libertar a tensão emocional e cuidar de si próprio com gentileza e bondade
Enfrente a situação que lhe está a provocar insegurança, olhando-a directamente nos olhos, colocando numa caixinha mental tudo o que são estimativas pessoais e subjectivas e, noutra, tudo o que são factos inquestionáveis
Tome uma decisão racional, com base numa análise de custos e benefícios reais, em relação a prosseguir ou optar por outro curso de acção
Reconheça a insegurança que em si perdura, se optar por avançar, e leve-a consigo, como quem leva um amigo conservador capaz de ir conversando connosco e nos modular os excessos da confiança
 
E, como nota final, vá recordando que o ser humano é capaz dos maiores feitos, mesmo perante adversidades, por vezes, inimagináveis e conta com reservas e recursos que apenas precisam da acção do primeiro passo para se mostrarem em toda a sua força e qualidade. Você, eles, eu, nós – somos muito capazes! Mesmo quando sentimos que não, porque o sentir nem sempre tem razão.
 
 
 
Fonte:http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Oficina-da-Psicologia-Navegar-contra-a-inseguran%C3%A7a_15031.html#.UU5YIlfhiGo

Bahia está pronto para despedida de Pituaçu

 
O elenco do Bahia finalizou na manhã deste sábado (23), a preparação para o jogo contra o Juazeirense, que será marcado pela despedida do Estádio de Pituaçu, já que a partir da próxima partida como mandante, o Tricolor vai jogar na Arena Fonte Nova.
O técnico Jorginho terá alguns desfalques para esta partida. O goleiro Omar, com um incômodo no quadril, o volante Hélder, com o tornozelo inchado, o atacante Souza, com dores na panturrilha e o atacante Ryder, que se recupera de um estiramento muscular são desfalques certos. 
No último treinamento, Jorginho aplicou o tradicional recreativo. Cobranças de faltas e escanteios foram ensaiadas, fechando assim a semana de treinos. O lateral esquerdo Ávine participou do recreativo, treinando normalmente com bola, o que demonstra que o atleta está cada vez mais próximo de retornar ao grupo e ser opção novamente.
Após o treino, os jogadores relacionados para o jogo deste domingo seguiram para a concentração. O jogo contra o Juazeirense está marcado para as 16h deste domingo (24). 

Fonte:http://www.aratuonline.com.br/noticia/102222,time-do-bahia-esta-pronto-para-despedida-de-pituacu.htm

sábado, 9 de março de 2013

Introdução ao Desenvolvimento Humano

 
A criança nasce com um conjunto de reflexos básicos e fundamentais para a manutenção de sua vida. Os bebês preferem imagens e sons que facilitam a interação social. Dias depois do nascimento, o bebê já pode distinguir o odor de sua mãe. E há indícios de que com três semanas o bebê já reconhece a voz de sua mãe.
Durante o desenvolvimento uterino células nervosas são formadas em um ritmo 2500 por minuto. Quando nasce a criança tem todas as células cerebrais que jamais terá, porém seu sistema nervoso é ainda imaturo. A maturação é uma seqüência ordenada de processos de crescimento biológico, geneticamente projetados. A maturação determina muitos aspectos comuns como ficar em pé antes de andar, usar substantivos antes de adjetivos etc. “A maturação fixa o curso básico do desenvolvimento e a experiência o ajusta” (Myers, 1999, pág. 59)
A memória se estabelece melhor após os três anos de idade. Mas depois dos cinco anos de idade, por causa das mudanças na maturação como as lembranças são armazenadas, a maioria das pessoas também têm poucas lembranças dos seus anos de pré-escola.
A experiência ajuda a desenvolver as conexões nervosas do cérebro.” (pág. 59) A aprendizagem inicial ajuda a preparar o cérebro para o pensamento e a linguagem.
Bebês se beneficiam do contato físico e da massagem. Bebês manipulados ganham peso mais depressa e têm um desenvolvimento neurológico mais rápido. Para o desenvolvimento inicial do cérebro os primeiros anos são decisivos. Os circuitos neuronais do cérebro muda com o tempo, em resposta a uma mudança de estimulação o cérebro pode se reorganizar. Quando uma área do cérebro é lesionada, outras áreas podem se reorganizar a tempo e assumir algumas de suas funções.
O cérebro é mais plástico quando somos crianças pequenas. Plasticidade é a capacidade do cérebro para a modificação. As crianças nascem com um excedente de neurônio. “Se uma lesão destrói uma parte do cérebro de uma criança, o cérebro vai compensar pondo outras áreas excedentes para trabalhar” (pág. 59)
A criação pode influenciar o desenvolvimento motor. A maturação biológica, com o rápido desenvolvimento do cerebelo cria uma disposição para prender a andar com cerca de um ano. Depois de um impulso de crescimento durante os dois primeiros anos, as crianças crescem a um ritmo constante de cinco a sete centímetros por ano ao longo da infância.
As áreas de associação do córtex vinculadas à memória , ao pensamento e à linguagem são as últimas áreas do cérebro a se desenvolverem. A memória e o cérebro desenvolvem-se juntos.
A cognição relaciona-se a todas as atividades mentais associadas com o pensamento, o conhecimento, a recordação e a comunicação. (Myers, 1999, pág. 59) as crianças pequenas entendem o mundo de maneira radicalmente distinta dos adultos.

Psicopatologias

Tipos de psicopatologias

por: Colunista Portal
O ser é construído pela experiência particular de cada sujeito
O ser é construído pela experiência particular de cada sujeito
• Psicopatologia descritiva versus Psicopatologia dinâmica

Para a descritiva interessa fundamentalmente a forma das alterações psíquicas, a estrutura dos sintomas, àquilo que caracteriza a vivência patológica como sintoma mais ou menos típico. Para a dinâmica interessa o conteúdo da vivência, os movimentos internos dos afetos, desejos e temores do indivíduo, sua experiência particular, pessoal, não necessariamente classificável em sintomas previamente descritos. A boa prática em saúde mental implica uma combinação hábil e equilibrada de uma abordagem descritiva, diagnóstica e objetiva e uma abordagem dinâmica, pessoal e subjetiva do doente e sua doença.

• Psicopatologia médica versus Psicopatologia existencial

A perspectiva médico-naturalista trabalha com uma noção de homem centrada no corpo, no ser biológico como espécie natural e universal. Assim, o adoecimento mental é visto como um mau funcionamento do cérebro, uma desregulação, uma disfunção de alguma parte do “aparelho biológico”. Já na existencial, o doente é visto principalmente como “existência singular”, como ser lançado a um mundo que é apenas natural e biológico na sua dimensão elementar, mas que é fundamentalmente histórico e humano.

O ser é construído pela experiência particular de cada sujeito, na sua relação com outros sujeitos, na abertura para a construção de cada destino pessoal. A doença mental não é vista tanto como disfunção biológica ou psicológica, mas, sobretudo, como um modo particular de existência, uma forma trágica de ser no mundo, de construir um destino, um modo particularmente doloroso de ser com os outros.

• Psicopatologia comportamental-cognitivista versus Psicopatologia psicanalítica

No enfoque comportamental, o homem é visto como um conjunto de comportamentos observáveis, verificáveis, regulados por estímulos específicos e gerais, bem como por certas leis e determinantes do aprendizado. Associada a essa visão, a perspectiva cognitivista centra atenção sobre as representações cognitivistas conscientes de cada indivíduo. As representações conscientes seriam vistas como essenciais ao funcionamento mental, normal e patológico. Os sintomas resultam de comportamentos e representações cognitivas disfuncionais, aprendidas e reforçadas pela experiência sociofamiliar.

Na visão psicanalítica, o homem é visto como ser “determinado”, dominado por forças, desejos e conflitos inconscientes. A psicanálise dá grande importância aos afetos que, segundo ela, dominam o psiquismo; o homem racional, autocontrolado, senhor de si e de seus desejos é, para ela, uma enorme ilusão. Na visão psicanalítica, os sintomas e as síndromes mentais são considerados formas de expressão de conflitos, predominantemente inconscientes, de desejos que não podem ser realizados, de temores a que o indivíduo não tem acesso.

O sintoma é aceito, nesse caso, como uma “formação de compromisso”, certo arranjo entre o desejo inconsciente, as normas e as permissões culturais e as possibilidades reais de satisfação desse desejo. A resultante desse emaranhado de forças, dessa “trama conflitiva” inconsciente é o que identificamos como sintoma psicopatológico.

• Psicopatologia categorial versus Psicopatologia dimensional

As entidades nosológicas ou transtornos mentais específicos podem ser compreendidos como entidades completamente individualizáveis, com contornos e fronteiras bem demarcados. As categorias diagnósticas seriam “espécies únicas”, tal qual espécies biológicas, cuja identificação precisa seria uma das tarefas da psicopatologia.

Em contraposição a essa visão “categorial”, a visão “dimensional” em psicopatologia seria hipoteticamente mais adequada à realidade clínica. Haveria, então, dimensões como, por exemplo, o espectro esquizofrênico, que incluiria desde formas muito graves, tipo “demência precoce” (com grave deterioração da personalidade, embotamento afetivo, muitos sintomas residuais), formas menos deteriorantes de esquizofrenia, formas com sintomas afetivos, chegando até o polo de transtornos afetivos, incluindo formas com sintomas psicóticos até formas puras de depressão e mania.

Psicopatologia biológica versus Psicopatologia sociocultural

A psicopatologia biológica enfatiza os aspectos cerebrais, neuroquímicos ou neurofisiológicos das doenças e sintomas mentais. A base de todo transtorno mental são alterações de mecanismos neurais e de determinadas áreas e circuitos cerebrais. Doenças mentais são (de fato) doenças cerebrais.

Em contraposição, a perspectiva sociocultural pretende estudar os transtornos mentais como comportamentos desviantes que surgem a partir de determinados fatores socioculturais, como a discriminação, a pobreza, a migração, o estresse ocupacional, a desmoralização sociofamiliar e outros.

Os sintomas e síndromes devem ser estudados, segundo tal perspectiva, no seu contexto eminentemente sociocultural, simbólico e histórico. É nesse contexto de normas, valores e símbolos culturalmente construídos que os sintomas recebem seu significado e, portanto, poderiam ser precisamente estudados e tratados. Mais que isso, a cultura, nessa perspectiva, é elemento fundamental na própria determinação do que é normal ou patológico na constituição dos transtornos e nos repertórios terapêuticos disponíveis em cada sociedade.

• Psicopatologia operacional-pragmática versus Psicopatologia fundamental

Na visão operacional-pragmática, as definições básicas dos transtornos mentais e dos sintomas são formuladas e tomadas de modo arbitrário, em função de sua utilidade pragmática, clínica ou para pesquisa. Não se questiona a natureza da doença ou do sintoma ou os fundamentos filosóficos ou antropológicos de determinada definição. É o modelo adotado pelas modernas classificações de transtornos mentais: o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 4ª edição (DSM-IV), da Associação Americana de Psiquiatria e a Classificação Internacional de Doenças, versão número 10 (CID-10), da OMS.

O projeto de psicopatologia fundamental, proposto pelo psicanalista francês Pierre Fedida, objetiva centrar a atenção da pesquisa psicopatológica sobre os fundamentos de cada conceito psicopatológico. Além disso, tal psicopatologia enfatiza a noção de doença mental enquanto pathos, que significa sofrimento, paixão e passividade. O pathos é um sofrimento/paixão, que ao ser narrado a um interlocutor, em determinadas condições, pode ser transformado em experiência e enriquecimento.

Ficará a cargo do profissional, ao avaliar seu cliente, estabelecer critérios e os momentos corretos de escolha da melhor escola psicopatológica. A maioria das psicopatologias tem início com os distúrbios mais clássicos de nossa manutenção vital, o sono. É comum encontrar como queixa principal esta observação do paciente ou parceiro (a), família, amigos e outros.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 900 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/33522/tipos-de-psicopatologias#ixzz2N6IIjyQV
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