segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Olha uma ideia ai veriadores de Ipiaú e região - Psicologia nas escolas

Projeto que inclui Psicologia e serviço social nas escolas é debatido na Câmara 

 

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados (CEC) realizou nesta quinta-feira (6/12), audiência pública para discutir o Projeto de Lei 3688/00, que exige a prestação de serviços de psicologia e serviço social na rede pública de educação básica. O objetivo foi esclarecer os parlamentares sobre as necessidades e benefícios para a população de se contar com uma equipe multidisciplinar nessas instituições.

O PL garante que esses profissionais tenham a possibilidade de disponibilizar serviços psicológicos para desenvolver ações voltadas para a melhor qualidade do processo de ensino-aprendizado, formação integral dos educandos e mediação das relações institucionais com a participação da comunidade escolar. O substitutivo, que inclui equipes multiprofissionais, foi uma contribuição do Conselho Federal de Psicologia (CFP), da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (Abrapee) e da Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (Abep).
Segundo a deputada e relatora do PL, Keiko Ota (PSB/SP), a aprovação do substitutivo é importante para inserir psicólogos (as) e assistentes sociais nas redes públicas de ensino, pois eles serão capazes de auxiliar na formação sociocultural dos jovens. De acordo com ela, dados do Mapa da Violência 2012, lançado na semana passada, indicam que, nos últimos 30 anos, 608 mil jovens foram mortos por motivos evitáveis, como homicídios, suicídios e acidentes. “Equipes multiprofissionais nas escolas podem mudar este cenário”, completou. Segundo a parlamentar, a proposta deverá ser votada até o final deste ano pela CEC.
Presente à audiência, o conselheiro do CFP Celso Tondin destacou que o PL vai incidir sobre as políticas públicas na ótica do compromisso social. “As equipes devem ter uma ação voltada ao processo de ensino e aprendizagem dentro das escolas, mediando tensões e conflitos nas relações, na promoção da autonomia e superação das diversidades tendo em vista os processos subjetivos e psicossociais”, disse. O conselheiro solicitou à deputada seu parecer sobre o PL e reiterou que o CFP está à disposição para dar subsídios técnicos, já que foi um dos autores do substitutivo, aprovado no Seminário Nacional do Ano Temático da Psicologia na Educação, em 2010.
O conselheiro lembrou, ainda, que o substitutivo visa garantir os direitos das crianças e dos adolescentes.  Segundo Tondin, o PL faz relação ao que o Ministério da Educação aborda na questão da educação integral, com o Programa Mais Educação, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). “A iniciativa define as parcerias intersetoriais e intergovernamentais para ampliar os tempos e os espaços de formação das crianças, adolescentes e jovens para que a escola pública seja complementada pelos processos de permanência e aprendizagem”, ressaltou. Na perspectiva da educação integral, Tondin considerou que o serviço social e a Psicologia podem contribuir na implementação das políticas públicas.
A representante da Abrapee, Marilene Proença, acredita que o projeto de lei irá garantir que as contribuições da Psicologia aconteçam no interior do processo educativo. “Lutamos por uma escola democrática de qualidade, com o direito de cidadania às crianças e adolescentes e a todos aqueles que compõem o quadro educacional. Queremos romper com a tradição de crianças e adolescentes que não vão à escola e precisamos de um PL que garanta este compromisso profissional”, defendeu.
Para que os jovens se mantenham nas redes de ensino, é preciso fazer das instituições locais de processo e desenvolvimento de crianças e adolescentes, na opinião da professora da Pontíficia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), Raquel Guzzo. “O Brasil se vangloria em colocar quase 100% de suas crianças no ensino fundamental, mas não conta que menos de 11% delas não conseguem continuar no sistema educacional brasileiro por razões psicológicas ou socioeconômicas. Precisamos de políticas que mudem essa porcentagem, e o PL será fundamental nisso”, considerou.
Em relação à assistência social, a conselheira do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), Maria Elisa dos Santos, acredita que a atuação desses profissionais garante a igualdade de condições de acesso às escolas, articulando famílias e comunidades por meio de uma gestão democrática de todos os protagonistas que atuam na educação. “Queremos contribuir para que todos permaneçam na escola. Esta é a nossa tarefa: ajudar a promover a educação auxiliando na redução da marginalidade e subalternidade destes indivíduos”, afirmou.
Regulamentação e desafios
Sem a regulamentação, não existem cargos específicos em concursos públicos e muitos profissionais acabam atuando nas redes de ensino de maneira informal, com salários baixos. “Qualquer mudança de gestão muda o profissional de setor porque não existe um concurso com função específica para psicólogos (as) e assistentes sociais. Como se trata de um profissional emprestado, ele vive essa insegurança no ambiente de trabalho”, ressaltou Marilene Proença.
Sobre essas contratações, o conselheiro Celso Tondin alertou que elas também ocorrem com profissionais contratados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas). “Isso cria uma série de dificuldades porque nem todas as estratégias de educação estão contempladas”, constatou.
Um desafio para a atuação dos profissionais nas redes de ensino colocado por Tondin, e endossado pelos outros participantes, foi a formação do psicólogo (a) para lidar com demandas escolares expressas por aqueles interagem na rede de educação. “Temos um desafio para a formação, de modo que o psicólogo (a) possa atuar na perspectiva institucional sem enxergar o aluno como um problema individual, numa perspectiva muitas vezes patologizante”, disse.
Para qualificar os profissionais da Psicologia, os palestrantes concordam que deverá haver incentivo e financiamento por parte do Governo Federal. “Temos a luta de muitas entidades para termos acesso a 10% do PIB nacional, além disso, a presidenta Dilma Rousseff acabou de liberar orçamentos dos royalties do pré-sal. Temos onde buscar fontes de financiamento”, completou Tondin.
De autoria do ex-deputado José Carlos Elias (PTB/ES), o PL 3688/2000 está sendo relatado na Comissão de Educação pela deputada Keiko Ota (PSB/SP), que solicitou, juntamente com a deputada Érika Kokay (PT/DF), a realização da audiência. Quando for aprovado, o PL será apreciado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara. Assim que passar por todas as Comissões e pelo Plenário, o PL irá para a sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Fonte:http://site.cfp.org.br/projeto-que-inclui-psicologia-e-assistencia-social-nas-escolas-e-debatido-na-camara/

Como fica o debate sobre armas nos EUA após o massacre de Newtown

O massacre na escola de Newtown, Connecticut, horrorizou os EUA. Mas que impacto, se é que haverá algum, isso terá no debate sobre as leis de armas no país?


 

Até numa nação com um histórico de ataques a tiros - Columbine, Virginia Tech, Aurora e muitos outros -, as mortes de 20 crianças na Escola Sandy Hook são particularmente chocantes.
A tragédia reabre o debate sobre mais controle na venda de armas. Logo depois do massacre, o presidente Barack Obama pediu "ações significativas", acrescentando: "Como país, passamos por isto vezes demais".
Segundo um estudo de julho da revista de esquerda Mother Jones de 62 massacres ocorridos no país desde 1982, 75% das 139 armas usadas pelos atiradores haviam sido obtidas legalmente. Dessas, mais de 60 eram semiautomáticas e mais de 30 eram armas de combate.
Mas num país com estimados 300 milhões de armas, onde o direito de portá-las é mencionado na Constituição, defensores do controle de armas estão cansados de advogar que uma mudança é possível.

Menos apoio a restrições

Trata-se, afinal, do país onde a National Rifle Association (NRA), organização pró-armas, tem mais de 4 milhões de membros. Segundo a pesquisa Small Arms Survey, havia 88,8 armas de fogo para cada 100 americanos em 2007.
Para James Jacobs, diretor do Centro de Pesquisas em Crime e Justiça da Universidade de Nova York, o apoio a uma legislação mais dura para o porte de armas tem declinado nos últimos anos, junto com a queda na taxa de crimes violentos.
"Todo o ímpeto político dos últimos 20 anos tem sido favorável aos direitos dos portadores de armas", diz.

Ímpeto político tem favorecido defensores do porte de armas, diz especialista
Em 2008, a Suprema Corte decidiu que a Segunda Emenda constitucional dá aos americanos o direito de possuir armas para uso pessoal, e não apenas para proteger o direito coletivo dos Estados de manter milícias.
A Câmara dos Representantes (Deputados) é atualmente controlada pelo Partido Republicano, que tem laços com o NRA. O ex-presidente republicano George W. Bush permitiu que um veto a armas de combate expirasse, em 2004.
Ao mesmo tempo, os reveses de políticos democratas que apoiaram leis de controle de armas em 1993 e 94 assustaram os liberais, que passaram a manter distância desse debate, diz Kristin Gross, da Universidade Duke.
"Os democratas creem que não é um tema em que podem ganhar", afirma.
Como resultado, o porte de armas praticamente não foi discutido na campanha eleitoral de 2012, exceto quando Obama, questionado a respeito em um debate, reafirmou seu apoio a um veto a armas de combate.

Outros exemplos

Outros países palcos de massacres responderam com leis mais duras para o porte de armas.
No Reino Unido, o acesso a armas de fogo foi restrito após o massacre de Hungerford, em 1987, quando 16 pessoas foram mortas por um atirador; revólveres foram banidos após outro massacre, em Dunblane, em 1996, quando um homem matou 16 crianças e uma professora em uma escola escocesa.

A Austrália também reforçou as leis de armas após um massacre em 1996, e a Finlândia - país com uma das legislações de armas mais permissivas da Europa e um dos maiores índices de porte de armas - dificultou a emissão de porte após a morte de 11 pessoas em uma universidade em 2008.
A Noruega, porém, não reforçou suas já duras leis de armas após os ataques de Anders Behring Breivik em 2011.

Tragédia em Connecticut foi tão chocante que pode ter força no debate
Nos EUA, atrocidades prévias tampouco provocaram mudanças.

O impacto de Newtown

A escala e a natureza do massacre de Connecticut, porém, colocaram o controle de armas de novo em debate, de uma maneira que outras tragédias não foram capazes de colocar. E liberais esperam que o novo mandato de Obama dê ao presidente força para enfrentar o tema.
Uma nova legislação mais dura não é impossível, mas ainda de difícil alcance, opina Robert Spitzer, professor da Universidade Estadual de Nova York e autor do livro The Politics of Gun Control.
"As pessoas estão genuinamente chocadas (pelo ocorrido em Newtown)", diz ele. "Obama está em posição de exercer alguma liderança nesse assunto. Mas acho difícil imaginar o novo Congresso aprovando novas leis de armas."
Mesmo que Obama tome a iniciativa, prossegue Spitzer, o presidente enfrentará barreiras institucionais. O sistema político americano prevê que a maioria das leis de armas sejam estaduais, e não federais. Connecticut, por sinal, tem legislação relativamente rígida para os padrões americanos.
Além disso, uma nova lei federal teria que driblar diversas brechas.
O Brady Act (assinado por Bill Clinton em 1993) determina que a União deve supervisionar as compras de armas, cadastrando compradores com antecedentes criminais e histórico de problemas mentais. Mas 40% das vendas não são afetadas por essa lei, porque ocorrem entre indivíduos (por exemplo, em feiras de armas ou pela internet).
Loja de armas nos EUA
Loja de armas nos EUA; controles de vendas têm brechas difíceis de serem corrigidas
Mesmo quando a venda é checada, ainda há empecilhos. Jared Laughner, que atirou contra a congressista Gabrielle Giffords e matou seis pessoas no Arizona em 2011, comprou uma arma Glock 19 apesar de ter antecedentes criminais e de ter sido expulso da universidade por seu comportamento errático. Mas ele nunca havia sido condenado nem avaliado por profissionais de saúde mental.

Defensores

Nesse cenário, defensores do porte de armas argumentam que nem as regulações nem a abordagem clínica são a saída para evitar massacres.
"Acho que se trata de um problema de saúde mental, mais do que um problema de controle de armas", diz James Jacobs.
Defensores de mais regulação ressaltam o fato de os EUA terem altos índices de homicídios com armas de fogo em comparação a outros países desenvolvidos, mas também admitem que, num país em que há quase uma arma para cada cidadão, é difícil imaginar leis rígidas de controle.
Para Kristin Gross, a pressão por mudanças só será eficiente se partir da população.
"Não acho que líderes (políticos) vão liderar esse movimento", diz ela. "Acho que só vão segui-lo."

Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/12/121217_debate_armas_eua_pai.shtml

O Universo da Psicologia: O Papel da Psicóloga

O Universo da Psicologia: O Papel da Psicóloga: Em discussão o papel da psicóloga negra Qual é o papel da psicóloga negra n...

O Papel da Psicóloga

Em discussão o papel da psicóloga negra


Qual é o papel da psicóloga negra numa sociedade marcada pelo preconceito? O tema despertou um grande debate no painel que tratou do tema "O feminino na psicologia: muitas e diferentes mulheres". A coordenadora do Observatório Negro, psicóloga Jesus Moura, abordou a ampla mobilização que teve início com o I Encontro Nacional de Psicólogas (os) Negras (os) e Pesquisadoras (os) das Relações Raciais e Subjetividades - I PSINEP, realizado em 2010, em São Paulo. O próximo encontro será em Recife, de 21 a 24 de março de 2013.
A partir do encontro está se consolidando uma rede de psicólogos negros que trabalham com questões raciais, informou a psicóloga. "O I Encontro foi realizado na USP, onde sempre houve resistência no trato de questões que interessam aos psicólogos negros, mas agora a situação está mudando", comemorou.
Jesus Moura explicou que um dos principais objetivos da entidade que dirige está em fazer os profissionais compreenderem os processos psíquicos enfrentados pelas pessoas negras ao serem expostas à discriminação racial e ao racismo institucional. "O profissional negro precisa enfrentar este desafio. Antes de qualquer atitude, nós devemos entender nós mesmas. Já é difícil ser negro, e mais difícil ainda, é assumir a identidade negra", afirmou Jesus Moura.
A professora defendeu a necessidade de uma “desconstrução pessoal” no caso de psicólogos negras, que trazem uma bagagem de preconceito ao longo da vida. “A partir do momento que vemos em nós reflexos disso e nos conscientizamos, fica mais fácil fazer um trabalho com o outro. Tem que haver uma construção social. O objetivo é aprender a lidar com as diferenças e nós, como profissionais em psicologia, devemos ter esse cuidado como princípio”, afirmou.
A psicóloga gaúcha, Eliana Xavier, lembrou durante os debates que no Rio Grande do Sul os negros representam 16% da população, mas para o restante do país os países do Sul são passados pela mídia como estados de brancos."Quando enxergamos esse racismo precisamos, como profissionais, saber como entender e enfrentar esse processo anti-ético", disse.

Carta do I PSINEP

O Encontro de Recife, em março de 2103, será um desdobramento dos debates do  fórum realizado em São Paulo em 2010, quando foi divulgada a Carta de São Paulo, segundo explicou Jesus Moura. No documento, os psicólogos reafirmam o entendimento de que o racismo constitui uma das questões mais fundamentais para a compreensão dos processos de exploração e dominação instalados na sociedade brasileira.
“Tal condição exige que todos os esforços sejam empreendidos no sentido de elucidar seus mecanismos que, engendrados em uma história marcada por séculos de escravização, resultaram em padrões de relações raciais que ocultam perversamente a violência sistemática imposta historicamente à população negra”, assinala a Carta.
De acordo com os participantes do 1 PSINEP,   “o racismo à moda brasileira constitui um dos mais sofisticados e enigmáticos mecanismos que, operando por meio da violência sistemática e silenciada, produz e torna cada vez mais agudas as desigualdades sociais, que no Brasil têm também um viés eminentemente racial”.
“Estes aspectos – reforça a Carta de São Paulo- se encontram fortemente inscritos nas dinâmicas institucionais que regem o funcionamento da sociedade brasileira, marcada em seu imaginário pelo mito da democracia racial, condição responsável pela configuração de formas de subjetivação social que naturalizam práticas correntes pautadas no racismo, na discriminação e no preconceito.”

Fonte:http://mostra.cfp.org.br/em-discussao-o-papel-da-psicologa-negra/
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